Papo design na Semana de Design da PUC-Goiás

A PUC-Goiás recebe Maria Abadia Haich para um bate papo sobre design

A Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás) realiza a segunda edição da Semana de Design de 2017 durante as comemorações dos 58 anos da universidade.  O evento, que acontece entre os dias 17 e 20 de outubro, recebe Maria Abadia Haich para um bate papo sobre design.

A expectativa é que Maria Abadia brinde os estudantes com um pouco da história do Armazém da Decoração e como a empresária conseguiu transformar o comércio do móveis em uma experiência conceitual de arte e design.

“Abadia Haich é uma referência quando o assunto é design”, atestam os organizadores. “Ela revolucionou o marcado com iniciativas inéditas, como a Mostra Brasileira de Design. ‘Não vendo produto’ diz a mineira, ‘e sim conceito’. Este conceito, a proprietária do Armazém d Decoração imprime em cada canto da loja, com apresentação lúdica de móveis e itens de decoração. É com teatro, dança e instalações artísticas que ela vende cultura”, finalizam.

O bate papo é mais um momento desses que o Armazém da Decoração prestigia. Parte do conceito de que falam os organizadores do evento vem da troca constate de ideias. A conversa ocorrerá na universidade nesta quarta-feira (18) às 10h30.

O mictório que mudou a arte

“Ready made in Brasil” expõe obras de artistas influenciados pela técnica e pelo trabalho de francês Marcel Duchamp

‘Aquário’ – Waltercio Caldas

Um mictório no meio de um museu e a arte se transformou. Sim, estamos falando de Marcel Duchamp.  Pintor, escultor e poeta francês, Duchamp inseriu seu nome no mundo artístico ao inventar o ready made, técnica chamada de “arte encontrada” (objet trouvé, na língua materna de Marcel) em que o artista fazia uso de objetos industrializados como obra de arte – desprezando noções comuns à arte histórica, como ocorreu com seu famoso mictório.

Dadaísta, Duchamp questionava e contestava o status da arte e do artista. A Fonte foi uma forma (vanguardista) desta contestação. Em 1917 o artista resolver expor um mictório, assinado com o pseudônimo “R. Mutt”, na exposição da Associação de Artistas Independentes de Nova York. Cem anos depois, e sua obra de arte continua sendo usada de parâmetro para a discussão em torno do que é ou não arte.

Toda esta história, de Duchamp à analise do que venha a ser arte, influenciou centenas de profissionais ao longo das últimas décadas. Brasileiros entre eles. Este é o tema em exposição na Fiesp, na capital paulista. Daniel Rangel, curador da mostra “Ready Made in Brasil”, explica que apesar da obra icônica de Duchamp já ter cem anos, foi só a parir da década de 1950  que outros artistas se apropriaram da apropriação do escultor francês.

Os artistas brasileiros que passaram a utilizar de elementos industriais e prontos (os ready made´s) são o tema da mostra em cartaz no Centro Cultural da Fiesp na  Avenida Paulista até o dia 28 de janeiro. A curadoria da mostra escolheu nomes importantes da arte nacional para a exposição, como Hélio Oiticica, Lygia Clarck, Tunga e Nelson Leirner.

Serviço

Ready Made in Brasil

Onde: Centro Cultural da Fiesp
Av. Paulista, 1.313
Quando: de 10 de outubro a 28 de janeiro
segunda a domingo das 10h às 20h

‘Cem mona’ – Nelson Leirnier

‘Quadro a quadro’ – Nelson Leirnier

Imagens: Divulgação

InstaGif: Câmera que imprime GIFs

Abhishek Singh criou uma máquina fotográfica que imprime GIFs

A fotografia, durante muitos anos, foi vista como a arte do mundo contemporâneo. Só que o mundo contemporâneo evolui a cada dia com a mesma velocidade que caminham as descobertas tecnológicas. Talvez por isto que Sebastiao Salgado, um dos principais fotógrafos da atualidade, preveja o fim da fotografia como arte, pelo menos na forma como foi feitas nas últimas décadas.

O olhar apurado na lente, as câmaras escuras e a magia de ver surgir no papel a imagem que se formava apenas diante dos olhos são técnicas que estão em desuso e, paulatinamente, têm sido substituídas pelas novas concepções fotográficas da era contemporânea. A novidade da vez é a máquina que imprime GIFs.

Abhishek Singh criou uma câmera instantânea, ao estilo das antigas polaroides, que produz uma pequena caixa com uma espécie de computador reduzido conectado a uma tela. É nesta tela que a imagem se transforma em um pequeno vídeo portátil que dura poucos segundos, como ocorre com os Graphics Interchange Format (conhecidos popularmente por GIFs).

O modelo da máquina, inusitadamente, remete ao design das câmeras fotográficas antigas. Quando a pessoa vai tirar a foto, em movimento, a câmera transmite um pequeno videoclipe para a tela do cartucho, que roda até tirar outra foto. É como se a imagem fosse capturada em vários momentos para capturar o movimento e é exatamente este movimento que é transmitido para o cartucho em seu interior.

Seu criador inventou a máquina usando mini computadores Raspberry Pi e materiais impressos em 3D. Todo o processo de invenção da máquina foi documentado por Abhishek e disponibilizado online. Isto é, qualquer pessoa com acesso a uma impressora 3D e conhecimento básico em tecnologia consegue fazer uma maquina instagif em casa. “Aprendi muito com outras pessoas que escolheram compartilhar seus conhecimentos na internet, então esse é meu jeito de devolver de alguma forma”, explicou.

Marte: a arquitetura inusitada dos Emirados Árabes

Os Emirados Árabes criam cidade que simula superfície de Marte


Os Emirados Árabes são conhecidos no mundo pela suntuosidade de sua arquitetura e pela ousadia de seus projetos. Este que vamos apresentar é, literalmente, de outro mundo. Fruto do desempenho de cientistas, engenheiros e designers do Centro Espacial Mohammed bin Rashid, o governo dos Emirados Árabes Unidos lançamento o projeto Mars Science City.

A ideia é criar uma cidade que simule uma possível ocupação humana na superfície de marte. Segundo eles, a cidade servirá como um modelo viável e realista desta ocupação e contará com complexos de laboratórios para estudos científicos e um museu, aberto ao público para visitação, que contará a histórias das maiores conquistas científicas dos homens.

A Mars Science City, que será desenvolvida dentro de uma cúpula de 500 mil m², será a maior cidade de simulação espacial já construída na terra. Aos designers coube a função de trazer para o planeta terra a imagem de Marte. Mas a cidade não é para brincadeira. O objetivo do projeto é possibilitar o desenvolvimento de pesquisas de estratégias de construção e de vida sob níveis específicos de calor e radiação encontrados no planeta Marte.

Dentro da Mars Science City a vida do dia-a-dia também será possível, já que o projeto inclui restaurantes, escolas e locais para moradia que serão ocupados pelos cientistas e suas famílias – tudo isto com as temperaturas próximas das sentidas em marte.  E o projeto não foi anunciado sem razão. Faz parte de um plano ainda mais grandioso anunciado pelo primeiro-ministro dos Emirados Árabes, o sheike Mohammed bin Rashid Al Maktoum, durante a 5ª Cúpula do Governo Mundial no início deste ano de que seu país pretende construir uma segunda ‘Dubai’  em Marte até 2117. Ousado, não?

Reprodução de Dubai em Marte

São Paulo ganha edifício todo construído com madeira certificada

Projeto de edificação a ser levantada na Vila Madalena será feito sem cimento e com o uso de madeira de certificação

Para muitos, o jeito tradicional de fazer casas está ultrapassado. Ou seja, não haveria necessidade de se utilizar mais o cimento e o tijolo para levantar uma grande obra. A vantagem? Usar formas menos prejudiciais ao meio ambiente, como a madeira (certificada, claro). Esta experiência, já usual em alguns países do mundo, vai ser testada na Vila Madalena, bairro tradicional de São Paulo.

O Brasil, entretanto, já vem se adaptando com a arquitetura bioclimática e não é de hoje. A união de técnicas como o uso da iluminação natural, plantas no interior e na fachada dos prédios e casa, aproveitamento da água da chuva, energia solar e outros faz com que edificações ganhem o título de construções verdes. Atualmente o Brasil é o quarto país do mundo em prédios verdes, ficando atrás somente dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes.

Na zona oeste de São Paulo um edifício de 13 andares está sendo projetado, no papel, para ganhar o título de sustentável não apenas nas técnicas de aproveitamento da agua, energia e reciclagem do lixo. Querem usar em sua estrutura física apenas madeira certificada e nenhum cimento. Do lado de fora, seguindo a tendência dos prédios de jardins verticais, sua fachada será tomada por plantas.

O empreendimento está projetado para ser iniciado apenas em 2019, mas a ideia dos sócios da empresa de manejo florestal responsável pela iniciativa é de criar um espaço de convívio fluido entre o meio ambiente e as pessoas. O local receberá escritórios de coworking e restaurantes.

Art Basel Miami expõe obras de Hélio Oiticica

Entre os dias 7 e 10 de dezembro a 48ª edição da Art Basel Beach expões obras de grandes nomes da arte moderna, Helio Oiticica entre eles

Um show de arte na beira da praia todo mês de dezembro se tornou, ao longo dos últimos 48 anos, uma das principais atrações do calendário mundial. As principais galerias das américas, Europa, Ásia e África mostram o significativo trabalhos dos mestres da arte moderna e contemporânea e, ainda, os promissores artistas do futuro.

Este ano a Art Basel Beach, em Miami, será realizada entre os dias 7 e 10 de dezembro em toda a cidade, especialmente no Design District. O Brasil sempre marcou presença, seja pelas galerias mais importantes, ou por nossos artistas mais balados. Este ano quem tem presença garantida são as obra de Hélio Oiticica.

Hélio Oiticica morreu em 1980 e foi um dos principais nomes do movimento neoconcretista brasileiro. O artista iniciou seus estudos formais ainda menino em Nova York, e se apaixonou pelos encantos e desencantos da Big Apple – viveu de um delírio utópico de um dia poder juntar a cidade com seu país no continente vizinho. Lá conviveu com grandes nomes da cultura nova-iorquina como Yoko Ono e Andy Warhol. É que em 1971, Hélio partiu do Brasil ditadura para um exílio voluntário em Nova York.

A Galeria Lelong, que atua em Paris e Nova York, é a responsável por levar o trabalho do concretista à feira. Obras raras de Oiticica desenvolvidas junto ao Grupo Frente serão expostas no balneário norte-americano no mesmo ano que o país recebeu uma retrospectiva com 150 obras do artista.

Durante seus anos em Babilônio – como ele costumava chamar a cidade de Nova York – Oiticica fez curtas-metragens e se dedicou principalmente à escrita. Seu interesse por novas mídias e pelo rompimento com o concretismo fez com que Hélio difundisse em seus trabalhos, como em “Tropicália”, a ideia de que arte não é uma contemplação estática da tela, mas uma interação com seu espectador. Parte de seu trabalho foi realizada em parceria com os neoconcretistas do Rio de Janeiro, como Lygia Clark. Juntos formaram o Grupo Frente e encontraram a abstração geométrica e a experimentação artística.

TOP 100 Kaza reúne arquitetos goianos na Bahia

O prêmio TOP 100 Kaza reúne os nomes mais atuantes da arquitetura e design nacional e local em um encontro na praia do Forte, Bahia

 


Há dez anos a Revista Kaza realiza um evento que premia o melhor da arquitetura e do design de interiores no Brasil. A ideia é celebrar os escritórios mais atuantes das áreas durante um encontro realizado anualmente em algum resort paradisíaco do Brasil. Ao final, os escolhidos são homenagear pelo jornalismo da revista, que realiza uma matéria contando mais sobre o trabalho de cada um deles.

Este ano o evento tem data e local para acontecer: entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro na Ilha do Forte, Bahia. O resultado dos selecionados para o evento foi divulgado em julho e importantes nomes goianos estão entre eles.

O Núcleo Goiano de Design convidou os arquitetos Leo Romano, Giovanni Borges, Adriana Mundim e Fernando Galvão, Tatiana Tavares e Alex Dalcin entre outros importantes representantes do design e da arquitetura local no dia 12 de julho para contar que estavam na lista – de um total de 15 profissionais – com passagem garantida para o Top100 KAZA.

A Tidelli Móveis e A Lot of Brasil fazem parte da lista de importantes marcas que compõe este evento. Aliás, o louge conceito do evento ficou sob responsabilidade da A Lot of Brasil. E praia e design da Tidelli nós sabemos que tem tudo a ver.

Decameron por Guilherme Wentz

A participação de Guilherme Wentz na elaboração da coleção Decameron 2017

A Decameron buscou experimentar em 2017. Não que a marca já não fosse conhecida por seu design inovador, um modernismo sofisticado, mas este ano a marca de Marcus Ferreira juntou também os designers Guilherme Wentz, a dupla Gabriela e Vinicius do Estúdio Ninho e Juliana Llussá para criar a coleção de móveis da temporada.

A parte que recaiu a Guilherme Wentz pode ser traduzida pela palavra leveza que, por meio de uma constante experimentação de materiais, alcançou um resultado sutil de um design para lá de sofisticado.

A transparência do vidro, a cerâmica aplicada ao mobiliário e as linhas geométricas precisas definem o que Wentz projetou. Os objetos da série de Guilherme surgem como uma continuação da história da sua marca, explorando outros pontos de vista com novos personagens. Confiram!

Casa Brasília: o design que convida à reflexão

Em mais uma participação na Casa Cor Brasília, Léo Romano toma como ponto de partida para a concepção do espaço o atual momento político do país

Foto: Jomar Bragança

A Casa Cor Brasília abriu hoje as portas para a sua 26º edição. Pelo terceiro ano consecutivo, a mostra ocupa o antigo centro médico localizado na QI 9 do Lago Sul, um espaço de 4 mil m² divididos em três pavimentos. Em 2017, os três pavimentos da Casa Cor serão ocupados por 44 ambientes e o goiano Leo Romano é o responsável por um deles.

Os trabalhos de Léo Romano em mostras de arquitetura se destacam. O arquiteto gosta de aproveitar a oportunidade para sair do lugar comum que é a simples projeção de um ambiente de uma casa – algo que ele já faz para seus clientes. Sem nenhum pré-requisito que não sua criatividade, usa as exposições como um espaço de experimentação.

Em São Paulo o espaço de Leo, batizado de Casa Brasil, foi um convite à reflexão, uma provocação que convida o visitante a pensar o momento pelo qual passa a política nacional. Em Brasília não foi diferente. O arquiteto usou o gancho deixado em sua passagem pela capital paulista e usou como ponto de partida para a concepção da Casa Brasília a atual situação política do país. Nada mais justo, já que agora a casa está no centro de todo o furação político: a capital federal.

A cor da cédula de 100 reais define a paleta de cores do ambiente. Assim, o cinza e o azul tomam as superfícies dos móveis e das paredes, piso e teto. O layout faz alusão aos espaços de convívio de uma casa, como a sala de estar e jantar. Leo é preciso na curadoria e exibe o melhor do design nacional. Peças de Jorge Zalszupin dialogam com Carlos Mota, Sérgio Rodrigues e do próprio arquiteto – desembarcadas em Brasília pelo Armazém da Decoração.

Contudo, é a arte quem define a atmosfera proposta. Nesse sentido, música e imagens nos despertam para a ganância do homem que tudo faz para o enriquecimento. Mais uma vez a artista Iêda Jardim é convocada para participar com os objetos de arte, que acabam por ser os elementos capazes de despertar o conceito pretendido por Leo. Ele é breve e preciso: faz do design de interiores seu discurso. Chama a atenção para o nosso tempo. Com poesia, mostra que a arte e o design também é um caminho para a conscientização e transformação humana.