China proíbe construção de prédios estranhos

Governo Chinês lança medidas de planejamento urbano para banir construção de prédios estranhos no país

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Aos olhares mais atentos e, em alguns casos, até aos menos atentos, alguns edifícios chamam a atenção pela criatividade – ou mesmo pela bizarrice. O Brasil abriga alguns desses empreendimentos arquitetônicos que mais parecem saídos de filmes futuristas de Hollywood, como o edifício da Procuradoria Geral da República em Brasília, muito mostrado nos jornais desde o início da operação Lava Jato.

A China, entretanto, possui um sem número de edifícios considerados estranhos. O aumento no número de prédios de destaque se deu em meados da década passada por ocasião das Olimpíadas de Pequim e subiram arranha céus como símbolos de uma era onde a China se apresentou ao mundo como grande potência emergente.
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Ocorre que desde 2014, estes prédios passaram a incomodar o governo Chinês. Este ano o Conselho Estatal do país passou a incorporar em suas diretrizes sobre planejamento urbanístico normas que vetam a construção de prédios de arquitetura um tanto “bizarra” ou, nas palavras do porta-voz chinês “ostentação” ou “esquisito”. A ideia é desencorajar a construção de edifícios fora do padrão de normalidade.

Para citar alguns exemplos, o CCTV – edifício em forma de um “M” – foi muito criticado pelos chineses, assim como a réplica da Torre Eiffel colocada no interior do país. Em 2013, o edifício que jornal “People’s Daily” passou a ser comparado com o formato do de um pênis gigante – ao estilo dos edifícios construídos em Londres e em Barcelona. Na ocasião, as autoridades chinesas proibiram os operários que trabalhavam em sua construção de fazerem piadas pejorativas com o edifício.

Embora o veto vá impactar diretamente nos prédios públicos, a medida preocupa alguns arquitetos, que entendem que o desencorajamento pode também acabar limitando a criatividade dos designers.

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Art Basel Miami abre as portas para sua 47º edição

Entre os dias 1 e 4 de dezembro o distrito do design de Miami recebe artistas e galerias para mais um ano de Art Basel

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Desde 1970, todos os anos Miami vira um palco de experimentação artística. O mundo Art Basel Beach começou na tarde desta quinta-feira (1) sua 47ª edição e o fascinante distrito Art Deco da cidade é tomado por muito design.  Entre o refinado design das galarias de arte até os muralistas experimentais do grafitado bairro de Wynwood, Miami respira a criação até o dia 4 de dezembro, ultimo dia da feira.

Caminhar pelo Design District é caminhar por esse submundo da arte contemporânea que nasce em Miami sempre na primeira semana de dezembro de todo ano. A Art Basel nasceu na Suíça e espalhou seu DNA pelo mundo. Atualmente, além de Miami a feira se realiza também em Hong Kong.
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O publico da Art Basel nos EUA ultrapassa a margem de 75 mil pessoas por edição, entre colecionadores, artistas e aficionados pela arte. Este ano, a feira conta com 269 galerias de 29 países, o Brasil entre eles, e obras de mais de quatro mil artistas. Estes números não chegam sequer perto de refletir o que é Miami nesta semana. É que além da Art Basel, outras duas dezenas de festivais também são sediados na cidade no mesmo período.

A Art Basel Beach acontece no Miami Beach Convention Center e se divide em seção principal, com a mostras das principais galerias e artistas mundiais e outros setores: Edition (gravuras e edições numeradas), Survey (arte contemporânea de antes dos anos 2000), Positions (projetos individuais de artistas renomados), Nova (novas galerias), Film e Public (exposições ao ar livre).

Programação completa da feira no site do evento.

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Centro de Referência das Artes Siron Franco é inaugurado em Goiânia

Catálogo digital com toda a obra do artista Siron Franco é criada em Goiânia por uma parceria entre o governo estadual e o instituto Rizzo

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A Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), em parceria com o Instituto Rizzo, inaugura na noite desta quarta-feira (30) o Centro de Referência das Artes Siron Franco (Crasf).

O evento de lançamento será às 20 horas no Instituto Rizzo, Setor Sul, e contará com a exposição “Siron Franco – uma vida em cartazes”, que é uma coletânea de cartazes feitos por Siron de suas exposições e outros trabalhos de sua carreira.

O Centro de Referência das Artes Siron Franco é a digitalização de toda a obra do artista, que ficará disponível no Instituto Rizzo e na internet. O evento desta quarta fará a apresentação do site do projeto, que já está no ar com todas as informações sobre o artista.

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Siron Franco, ou Gessiron Alves Franco, é um  pintor, desenhista e escultor brasileiro reconhecido no Brasil e no exterior. Como pintor, alcançou notável reconhecimento em sua participação na 12ª. Bienal Nacional de São Paulo – 1974 onde foi premiado como o melhor pintor do ano. Suas obras estão presentes nos mais importantes museus do Brasil, como MNBA (Rio de Janeiro), MON (Curitiba), MASP (São Paulo), MAC (São Paulo).

É o fim da fotografia?

Sebastião Salgado prevê o fim da fotografia em um mundo onde a imagem se banalizou nas redes sociais

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Sebastião Salgado é um dos fotógrafos mais respeitados da atualidade. Nascido em Aimorés, interior de Minas Gerais, seguiu seu caminho e hoje se tornou um cidadão do mundo. É também pelo mundo que suas lentes capturam a vida e a transformam em arte. Ocorre que esta arte pode estar com os dias contados. É o que prevê o próprio fotógrafo.

Com exposição em cartaz na capital paulista desde o dia 26 de outubro, com a mostra Kuwait, Um Deserto em Chamas, Sebastião Salgado mostra o povo, a cultura e a diversidade. Porém entristece quando prevê que “a fotografia está acabando”.

Parece até estranho prever o fim da fotografia em um mundo onde as pessoas abusam dela. Talvez o diagnóstico tenha partido dai. Sebastião Salgado ainda é adepto das técnicas dos velhos tempos: filme, câmera escura, negativos e impressão.
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Confessou, durante a entrega do prêmio Personalidade, entregue a ele no último mês pela Câmara de Comércio França-Brasil, que mal sabe ligar um computador, mas que teve de se adaptar ao novo também e hoje já se utiliza das câmeras digitais.

Perplexo diante de um mundo movido a imagem, Salgado não acredita que todas as fotos que tiramos nos celulares são um resultado da arte feita por ele e outros tantos fotógrafos profissionais. “A fotografia está acabando porque o que vemos nos celulares não é fotografia. A fotografia precisa ser impressa, vista, tocada”, explicou aos jornalistas presentes no evento.

Para ele, vivemos no mundo das redes sociais um processo de eliminação da fotografia em detrimento de meras imagens. Para eles, imagens são aceitas apenas em filmes, como em O Sal da Terra, seu primeiro documentário.

Na fotografia, coleciona uma imensidade de trabalhos – de cunho social – sobre os povos e as culturas. Sua exposição em cartaz em São Paulo leva para o público fotografias, algumas inéditas e outras já conhecidas, registradas entre agosto de 1990 e fevereiro de 1991, durante a Guerra do Kuwait.

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Brinquedo na arte

O artista plástico Nathan Sawaya cria e recria esculturas usando peças de Lego

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O norte-americano Nathan Sawaya transformou brincadeira em arte e arte séria. Chegou ao Brasil a exposição do artista plástico com 83 esculturas feitas de peças de Lego. A mostra, que ficou exposta durante três meses na Oca – pavilhão do Parque Ibirapuera em São Paulo –, seguiu para o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro.

Nathan Sawaya fez nome com a criação de mosaicos e modelos tridimensionais de itens do dia-a-dia empregando as pequenas peças do brinquedo Lego. Em 2004, seu trabalho começou a chamar atenção nos EUA. “Eu uso esses brinquedos como meio, porque gosto de ver a reação das pessoas à arte criada a partir de algo com o qual estão familiarizados”, explicou o artista.

A exposição “The Art of Brick” foi divindade sessões e, em uma delas, traz obras conceituais, homenagens a personalidades e reproduções de grandes obras de arte, tais como “O Pensador”, de Rodin, a “Vênus de Milo” e “O Grito”, de Edvard Munch, e “O Beijo”, de Gustav Klimt.

Os ângulos retos e as linhas distintas das peças de Lego chamaram a atenção do artista. “Como tantas outras coisas na vida, é uma questão de perspectiva. De perto, a forma do bloco é distinta. Mas, de longe, esses ângulos retos e linhas fixas podem mudar para curvas”, analisou.

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Foto: divulgação

O verde das colunas de concreto

As colunas de concreto dos viadutos da Cidade do México estão sendo substituídas por jardins verticais

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Que fica difícil respirar em meio ao concreto a gente já sabe, mas o México achou uma forma de suavizar a poluição. A ideia é simples: já que o concreto é inevitável, que tal misturá-lo ao verde? Foi com essa filosofia em mente que o México transforma mil colunas de concreto em jardins verticais.

O projeto, batizado de Via Verde, foi lançado na capital do país em julho deste ano. Com mais de 8 milhões de habitantes, a Cidade do México é a mais populosa do país e de toda a América do Norte. Claro que uma grande metrópole como ela não estaria a salvo da poluição.

Para reverter o quadro e, de quebra, embelezar a cidade – que vista de cima parece uma onda de concreto – o projeto irá cobrir com vegetação mais de 60 mil metros de concreto das colunas do maior viaduto da cidade. Sua execução será possível por meio da instalação de armaduras metálicas cheias de anéis colocadas em volta da pilastra.

Os jardins contarão com irrigação feita com água de chuva, além de um monitoramento constante por GPS.  A água usada no abastecimento é reaproveitada, de modo que todo o projeto visa enaltecer a sustentabilidade.

A Via Verde foi uma iniciativa da ONG Verde Vertical, que prevê filtrar, com o projeto, mais de 27 toneladas de gases nocivos ao meio ambiente anualmente. O investimento e todo privado e vai tomar conta de cerca de 30 km da cidade.
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25ª Biennale Interieur na Bélgica

Vera Santiago, da Agência de Design, visitou a 25ª Biennale Interieur na Bélgica e conta o que de melhor a mostra proporciona ao design

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Chegar a Kortrijk, a partir de Bruxelas, não foi difícil. Os trens têm horários variados e constantes e já estando em Kortrijk, em poucos minutos um shuttle nos leva direto para o pavilhão XPO, onde está o ponto central da Bienal. Estamos falando da 25ª edição da Biennale Interieur, que aconteceu no final do mês passado na Belgica.

A Biennale Interieur é uma organização sem fins lucrativos que atua no campo do design, desenvolvimento de produtos e inovação. Aconteceu pela primeira vez em 1968 e celebrou sua 25ª Bienal no fim de outubro de 2016. É uma aposta constante na singularidade das criações e vêm aumentando seu número de visitantes a cada ano, além do volume de negócios e de marcas de design de renome mundial.

A ideia é incentivar um amplo debate público com o intuito de levar à disciplina do design, contribuindo para um mundo melhor. Este ano, tudo funcionou com calma e ordem. O volume de visitantes foi à medida certa para a estrutura. E se inverter a ordem da frase, seguramente altero o resultado e a conclusão, assim valorizando a capacidade dos belgas em organizar, planejar e saber receber. Os belgas são realmente bons nisso!

Kortrijk é uma cidade pequena, mas o fácil acesso por trem ou carro permite a presença de muitos visitantes num evento que tem duração de 10 dias.

A feira tem curadoria cuidadosa de um time com Kersten Geers Van Severen, Richard Venlet & Joris Kritis, que juntos elegem e homenageiam um designer a cada edição. Nomes como Jasper Morrison e Jean Novel já foram destacados em outros anos. Em 2016 foi a vez do belga Vincent Van Duysen, arquiteto e designer com produtos colocados no mercado e fabricados por grandes marcas italianas, incluindo FLOS, BeB e Poliform.

Muitos eram os espaços destinados a projetos conceituais, uso de diferentes materiais ou materiais com aplicações inusitadas. Restaurantes, bares e exposições foram incluídos na ambientação dos halls possibilitando a interação entre visitantes e criando um ritmo surpreendente. Corredores largos permitindo muita visibilidade do conjunto. Também é impossível não ressaltar o belo pavilhão, climatizado e amplo, com vários banheiros bem instalados.

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Atrações

Bar Terra: um balcão em torno de um canteiro de cogumelos, na intenção de criar uma relação entre o visitante e a forma mais primitiva de vida. A luz calma e amarelada focando o centro da imensa mesa de cogumelos leva à reflexão sobre o estágio em que vivemos agora, sobre a complexidade da forma em que vivemos hoje. Projeto de Carolien Pasmans, Bran Aerts e Claudio Saccucci de Stedenbouw, da Bélgica.

Restaurante Nose: nesse restaurante japonês nada poderia tirar o foco do alimento, com sua cor, sabor e, sobretudo, aroma. Projeto simples, limpo com materiais baratos, como espumas e compensado, além de uma enorme mesa de uso coletivo cercada por cadeiras finlandesas do ilustre Alvar Aalto. Projeto de Mayu Takasuci (Tóquio) e Johannes Berry (Cape Town), da Bélgica.

As exposições, montadas entre os stands dos expositores, também despertaram a curiosidade e estimularam a imaginação dos visitantes.

Generation: enfim, uma citação ao design brasileiro. Os Irmãos Campana marcaram presença com a peça Cabana Cabinet. Planejada pela curadoria da feira, com uma montagem simples, mas bastante colorida, essa mostra reuniu diversas peças para contar sobre o período de 5 anos da história do design. Foi possível conhecer como os móveis usados para guardar e organizar coisas foram concebidos ao longo desses anos.

Etage Projects: essa galeria de Copenhagen organizou uma exibição mostrando peças de Michael Marriot, Peter Marigold e Frederick Paulsen a fim de explorar as fronteiras entre cultura, arte e design. Quase como uma brincadeira, a ideia era despertar pensamentos. Também tinha uma montagem simples num pequeno espaço bem iluminado.

Circus: uma grande instalação. Aqui, tudo mais elaborado e sofisticado. Tratou-se de uma tenda de circo, clara, branca, criando contexto para apresentação de produtos das marcas Alessi, Duravit , Taor , Niko , Quick Step , King George , Dekton , De Morgen e Moooi. Continha um bar central rodeado por áreas expositivas das marcas. Espaços conceituais, alegres e divertidos.

Room for a day bed: espaço quase monocromático com luz difusa e suave. Haviam tecidos de lã usados juntamente com peças de metal, além da leveza do cinza, marcado pelo uso de concreto. Destaque para o contraponto no pendente de luz branca, como se fosse uma lua branca iluminando o espaço cinza. Projeto de Johnston Marklee e Jonathan Olivares, dos Estados Unidos.

IDZ: A cidade de Berlin também marcou forte presença com os expositores organizados pelo IDZ Internacional Design Center Berlin. Eles estavam reunidos formando um conjunto interessante, com propostas inovadoras e que com certeza despertam nossa imaginação. O que vi me reafirma que a cidade de Berlin é um polo de produção de criatividade, com gente de ideias leves e desempoeiradas.

De: Vera Santiago (Agência de Design)
Imagens: Divulgação

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Philippe Starck desenha novo modelo de smartphone

O francês Philippe Starck firmou parceria com a empresa chinesa Xiaomi para desenvolver o design do mais novo smartphone da marca

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Que o francês Philippe Starck se desdobra em suas criações nos já sabemos, mas seu último projeto o levou para um novo ramo design: a tecnologia. Um dos nomes mais importantes da italiana Kartell firmou parceria com a empresa chinesa Xiaomi e desenvolveu o design do mais novo smartphone da marca.

O aparelho, batizado de Mi MIX, foi anunciado pela empresa na última semana como sendo o celular com o maior aproveitamento de tela. Philippe Starck criou o produto para ser produzido na cerâmica, com tela que aproveita quase que toda a superfície do aparelho. 91,3% para ser mais exato.

Segundo o designer, o trabalho foi um desafio novo em sua carreira. “Desenhar um smartphone é uma nova experiência criativa para mim. É criar nos dias de hoje o que será o celular do futuro”, publicou em seu site oficial.

Embora o produto ainda não tenha data para chegar ao Brasil, será lançado ainda este ano na China, com valor estimado entre US$ 600 e US$ 800 e 4 GB de memória RAM com 128 GB de armazenamento interno. Design é sempre design.
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Imagem: divulgação

EstúdioBola abre filial em Milão

O atelier de design dos arquitetos Flavio Borsato e Maurício Lamosa expande internacionalmente e abre primeira filial na Europa

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Flavio Borsato e Maurício Lamosa são parceiros desde os tempos da faculdade de arquitetura, na Universidade Mackenzie, em São Paulo. De uma brincadeira entre Borsato e Lamosa – seus sobrenomes – nasceu o EstudioBola no ano de 2000. Com design assinado, o escritório dos arquitetos se tornou uma grife de mobiliário autoral.

O negócio deu tão certo que este ano Flavio e Maurício decidiram tirar do papel um projeto antigo: expandir internacionalmente. Os trabalhos da dupla já vinham fazendo sucesso em Milão durante a Design Week e na Brasil S/A. Aproveitando a aceitação, o EstúdioBola decidiu ficar mais perto da cidade do design e abrir uma base em Bergamo, nos arredores de Milão, Itália.

No Brasil, a marca se consolidou nos últimos 15 anos e atualmente faz parte de uma rede de 70 revendedores em todo o país – em Goiânia suas peças estão no Armazém da Decoração. No plano internacional, a Itália é apenas o primeiro passo. A dupla quer estender sua base também para os Estados Unidos futuramente.

Por enquanto, os ventos sopram a grife para a Itália. A nova base internacional ficará a cargo de Flávio Borsato, descendente de italianos, enquanto Maurício Lamosa segue com os projetos no Brasil. “Conseguimos reunir uma rede nacional de atuação que nos permitiu chegar ao atual momento de expansão internacional. Hoje somos uma empresa. Não apenas um ateliê de design”, contou Mauricio Lamosa. A base italiana da marca pretende se tornar um braço dos designers brasileiros para expor e difundir seus produtos na Europa.

Mostra internacional Lina Bo Bardi Together chega ao Brasil

A história, o design e a arquitetura de Lina Bo Bardi, destaque em mostra na Europa, chega ao Brasil na próxima quarta-feira

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Lina Bo Bardi (1914-1992) foi uma mulher do mundo. Nascida na Itália e radicada no Brasil, sua obra influenciou muitos arquitetos aqui e fora. É por isso que a Graham Foundation em parceria com o Instituto Lina Bo Bardi e outras empresas nacionais e internacionais decidiram realizar a Exposição Lina Bo Bardi Together.

A mostra já rodou Londres, Viena e Berlim e agora chega a São Paulo. A partir de quarta-feira (12) o Sesc Pompeia recebe peças de decoração, objetos da cultura popular brasileira e filmes documentando a obra da arquiteta selecionados pela curadora e arquiteta argentina Noemí Blager.

Destaque da mostra é Bowl Chair, criada em 1951 por Lina Bo Bardi e reeditada pela marca italiana Arper – também patrocinadora da exposição. A mostra ficará em cartaz até o dia 11 de dezembro e a entrada é franca.

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