Sunset party: Goiânia terá sua primeira edição do Projeto Picnik no parque

Sábado (25) um grupo de expositores e DJs se reúnem no Lago das Rosas para a primeira edição do Projeto Picnik no parque

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Para os que adoram disseminar o velho clichê “Goiânia não tem nada para fazer” vai aí uma dica: tarde com arte e cultura chega à capital. Acontece no próximo sábado, dia 25 de julho, a versão goiana do Picnik que faz sucesso em Brasília há 18 edições. O evento é uma tentativa de reunir o maior número de pessoas em um espaço público na tentativa de fazê-las resgatar o hábito de frequentar os parques das cidades.

O evento, que está marcado para as 13 horas no Lago das Rosas, é uma combinação de bazar e sunset party organizado em Goiânia pelo Casulo Moda Coletiva. A ideia é trazer 40 expositores nas áreas de arte, moda, artesanato, fotografia, decoração, design e gastronomia para incentivar novas formas de consumo consciente, além da música comandada por um grupo de DJs que irão criar um ambiente ao estilo das baladas diurnas dos grandes festivais de música.

O evento conta ainda com aulas de ioga e oficinas de dança e música. O projeto Picnik visa estimular também a adoção de posturas saudáveis como andar de bicicleta e passear com cachorros. Todas as atividades são gratuitas. Em Brasília o evento chegou a sua 18ª edição e consegue reunir um público médio de 10 mil pessoas. São Paulo ganhou sua primeira edição e fez bastante sucesso.

Para a capital goiana, o espaço do Lago das Rosas vai receber bancas com lembrancinhas da Ilustríssima e da Natália Mastrela, roupas da Quim e Grimgo e discos e camisetas da Incendio. A música fica por conta dos DJs Renato Cohen (SP), Gabb Borghetti (GO), Pri Loyola (GO), Tchello (GO), Ezy (GO), Marcos Queyroz (GO), Julia Hormann (DF), The Miguelitos (DF) e Jaya (DF), e as comidinhas ficam com o Retrô Food & Drinks, o P di Pizza e outros.

Programação

14h Bloco do Lixo – construa seu próprio instrumento musical (Vida Seca)

15h Trocando Ideia – o que te inspira? (Coletivo Centopeia)

17h Bailinho – memórias de dança também dançam (Por Quá)

Para participar das atividades: atividades.picnik@gmail.com

Divulgação Tomas Franquini

Serviço
Projet Picnik
Onde: Parque Lago das Rosas
Quando: Sábado, 25, das 13h às 22h
Quanto: Entrada Franca
Informações: (62) 3609-6757

Peças estão com até 70% de desconto no Armazém da Decoração

A liquidação AZ ainda não acabou, então confiram em nossa loja os produtos ainda disponíveis

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Estamos ainda no final da primeira semana de liquidação, então não deixem de conferir nossa loja. As peças estão com até 70% de desconto, por isso não deixe de conferir o Armazém da Decoração antes que o estoque acabe. Esse poste é dedicado ao descanso e nossas estrelas são duas chaises com preços e designs irresistíveis.

A primeira delas vem de uma família que conta também com sofá de mesmo nome. Estamos falando da Chaise Darya. Os responsáveis por sua existência são os designers André Bastos e Guilherme Leite Ribeiro que criaram juntos, em 2005, o estúdio Nada Se Leva. O estúdio busca encontrar em suas peças um mundo de referências de viagens, cinema e arte. A Chaise Darya encaixa perfeitamente nesta filosofia. Com um desenho clássico oriental, a peça pode acompanhar um sofá ou protagonizar sozinha um espaço no canto da sua sala.

Outra peça destaque da Liquidação AZ é também uma chaise. Apesar do nome, a Chaise Barroco não ostenta todas aquelas formas grandiosas que floresceram no final do século XVI, muito pelo contrário. A peça consegue passar toda a sua elegância com traços simples e delicados. Projetada em estrutura de aço inox polido estofamento em espuma, a Chaise Barroco está com preço imperdível.

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Mural esquecido foi encontrado atrás de parede falsa na Oca

Mural de 1954 foi encontrado pintado atrás de uma parede de fundo falso na Oca, pavilhão expositivo do parque Ibirapuera

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Já estamos acostumados e ver notícias sobre pinturas, esculturas e antigas ruinas encontradas em alguma escavação ou perdidas atrás de paredes na Europa. Roma, uma das cidades com o maior número de monumentos a céu aberto, encontra dificuldade em abrir novas linhas de metrô, pois suas obras são embargadas a cada novo tesouro histórico que os trabalhadores encontram no caminho de suas britadeiras.

O Brasil é ainda um bebe perto do Velho Continente. Entretanto, nós também já fizemos algumas descobertas históricas – embora elas não contem com mais de dois mil anos de idade. Semana passada foi a vez da Oca (espaço expositivo projetado por Oscar Niemeyer no Parque Ibirapuera) entrar para o radar histórico de pequenos tesouros perdidos.

Uma parede falsa escondeu um mural desenhado direto no concreto em 1954. O mural ficou esquecido por mais de 60 anos, quando foi desenhado para comemorar o quarto centenário da capital paulista – e a inauguração da própria Oca como pavilhão de exposições do parque.

Naquele evento, a Oca expôs enormes murais pintados por Tarsila do Amaral, Di Cavalcante, Clóvis Graciano e Manual Lapa, artista português. Uma das pinturas de Manuel, segundo referências textuais, representava o que teria sido a primeira missa realizada no país após a chegada das caravelas portuguesas.

O interessante é que esta pintura foi a única que não teve suas tintas colocadas em um painel de madeira, mas diretamente na parede. Quando encontrada este mês, peritos afirmaram que o painel pode não ser de Manoel após comparar seus traços com outra obra do artista. O próximo passo agora é restaurar a pintura. A prefeitura fechou acordo com o Bank Of America, que irá financiar as obras orçadas em R$ 400 mil.

Viés do Design brasileiro: José Zanine Caldas

Peça de José Zanine Caldas é reeditada pelo projeto Viés

José Zanine Caldas (Foto: divulgação)

José Zanine Caldas (Foto: divulgação)

Viés é o novo selo do mobiliário de luxo brasileiro. O projeto visa aliar as linguagens do design brasileiro, tanto atuais como as da década de 1950, para colocar no mercado peças que representem a brasilidade do país. Até aí o Blog AZ já falou bastante, mas vale lembrar que Zanini de Zanine, Ronald Scliar Sasson e Flavio Franco não estão apenas colocando sob o selo Viés suas peças, mas reeditaram também moveis de grandes nomes do design nacional.

José Zanine Caldas, pai de Zanini de Zanine, foi paisagista, maquetista, escultor, moveleiro e arquiteto autodidata. Deixou-nos em 2001 vítima de um enfarte aos 82 anos de idade, mas suas obras permanecem vivas. Foi da oficina de Zanine Caldas que saíam os protótipos de projetos assinados por nomes como Lúcio Costa, Oswaldo Arthur Bratke e Oscar Niemeyer. No final da década de 80, seu trabalho foi exposto no Museu do Louvre, em Paris, trazendo-lhe reconhecimento internacional.

Nascido em Belmonte, sul da Bahia, Zanine foi apaixonado, desde criança, por obras e serrarias. Aos 13 anos, ele começou a fazer presépios de Natal para os vizinhos usando caixas de seringa do pai, médico, feitas de papelão. Mais tarde, tomou aulas de desenho com um professor particular e, aos 18 anos, foi para São Paulo trabalhar como desenhista numa construtora. Dois anos depois, abriu firma própria no Rio de Janeiro para construção de maquetes.

O projeto Viés trouxe uma de suas obras em 2015. O Banco Belmonte é uma reedição de seu banco maciço produzido na década de 70 a partir de descartes do desmatamento da mata atlântica no sul da Bahia. Zanine era, desde cedo, preocupado com a questão ambiental. Seu principal objetivo era evitar a crescente destruição das florestas no país.

Banco Belmonte (Foto: Claudio Fonseca)

Banco Belmonte (Foto: Claudio Fonseca)

Chega ao fim mais uma temporada da Casa Cor Goiás

Hoje foi o último dia da temporada 2015 da mostra Casa Cor Goiás, que encerrou mais uma edição de sucesso

Casa Cor GOIAS

Em 2015, a maior mostra de design, arquitetura e paisagismo do Centro-Oeste completou 19 edições e encerrou mais uma temporada de sucesso. Este ano, a exposição goiana – comandada pelas as arquitetas Eliane Martins e Sheila Podestá – foi instalada na Mansão Anis Rassi, Setor Marista, para abrigar 37 ambientes projetados por 56 profissionais de arquitetura, decoração e paisagismo do estado.

Pertencente ao grupo Abril, a Casa Cor é reconhecida como a maior e melhor mostra de arquitetura, decoração e paisagismo das Américas e reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas em mostras espelhadas por todo o país – que contou em 2015 com outros 19 eventos nacionais localizados em Alagoas, Bahia, Brasília, Campinas, Ceará, Espírito Santo, interior de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina, além de outros quatro eventos internacionais no Peru, Chile, Equador e Bolívia.

A mostra se apresenta como vitrine das tendências efervescentes nas áreas de arquitetura e decoração, mas conseguiu se despir do modismo que acompanha alguns eventos do mesmo seguimento. O lema de 2015 foi “Menos é Mais e Melhor” e a proposta não poderia ter sido mais acertada. Os arquitetos desempenharam um brilhante papel ao abandonar as tendências megalômanas para dar valor às origens e relações pessoais nos projetos de seus ambientes.

Outra novidade da Casa Cor 2015 foi o tema. A proposta de inspiração foi na brasilidade, definida por meio de um mapeamento de macrotendências que identificou o Brasil como referência de um lifestyle leve, alegre, diverso e encantador. “Ninguém abre a porta de casa de forma mais hospitaleira do que o brasileiro. Nosso objetivo é homenagear a identidade nacional. Por isso, estamos olhando mais para o nosso design e reconhecendo o valor da nossa cultura, história e jeito de ser”, explicou Eliane Martins ao falar da proposta para este ano.

Os 3.500 m² do Setor Marista que abrigaram a mostra fizeram parte da história da Casa Cor, que não é contada sem o auxílio luxuoso do Armazém da Decoração. Este ano, os móveis e artigos de decoração da loja fizeram parte de 13 dos 37 ambientes da casa. Encerramos mais uma temporada da Casa Cor com os cliques de Marcus Camargo dos elegantes ambientes de nossos amigos e parceiros.

Varanda

Varanda

Sorveteria

Sorveteria

Sala de Jantar

Sala de Jantar

Restaurante

Restaurante

Lounge Rio Quente

Lounge Rio Quente

Loft Léo

Loft Léo

Licença, seu Poteiro!

Licença, seu Poteiro!

Jardim Brasil

Jardim Brasil

Garagem Aventureiro

Garagem Aventureiro

Family Room

Family Room

Escritório

Escritório

Cozinha Mãe Joana

Cozinha Mãe Joana

Bilheteria

Bilheteria

Sale Casa Cor Goiás 2015

Último dia de Casa Cor 2015 é também dia de sale dos produtos da mostra

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A Casa Cor está chegando ao fim. Isso mesmo, estamos a alguns minutos do último dia da maior mostra goiana de design, paisagismo e arquitetura; mas nem tudo que acaba vai com tristeza. É claro que para que não pode conferir a exposição de 2015 sua partida é motivo de lamentação, mas ela não vai sem deixar suas peças.

Hoje e amanhã são os dias que os amantes do design puderam e poderão levar para casa os móveis e objetos de decoração que mobiliaram a 19º edição da Casa Cor Goiás. O Armazém da Decoração, que este ano ajudou a decorar 13 dos 37 ambientes da mostra, faz parte desse grande sale. É que as peças da Casa estão com 30% de desconto.

O dia 24, que põe um fim á exposição 2015, é realmente a ultima oportunidade de levar para casa esses móveis e objetos de decoração que ajudaram a dar vida para a brasilidade que ergueu a Casa Cor Goiás 2015… Aproveite!!!
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Fotos: Marcus Camargo

Licença, seu Poteiro!

Regina Amaral utilizou seu ambiente para abraçar não apenas a brasilidade como as origens do povo goiano

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Antônio Batista de Sousa era para ser o dono do ambiente. Mais conhecido como Antônio Poteiro, o escultor português que viveu a vida em Goiânia é o protagonista do Studio projetado pela designer de interiores Regina Amaral na 19ª edição da Casa Cor Goiás. Regina Amaral participa da mostra pelo 13º ano e, em 2015, pediu licença para este grande artista, que nos deixou em 2010 vítima de uma parada cardiorrespiratória, para fazer de suas obras a inspiração de um ambiente.

O lounge Licença, seu Poteiro! é uma homenagem ao artista, por isso se inspirou na simplicidade e rusticidade, onde a natureza invade o ambiente trazendo tranquilidade e leveza para o espaço. “Quando participo da mostra, gosto de fazer um ambiente pensando nos meus gostos, por isso homenageio Poteiro este ano”, contou Regina. “Quis trabalhar juntamente com suas obras, então as cores escolhidas para decorar o ambiente são aquelas presentes em sua obra”, explicou a designer.

Nas paredes, os quadros de Poteiro e nas prateleiras, suas cores. O ambiente de Regina foi todo projetado em madeira, deixando que apenas as cores do artista se destacassem. O projeto se apoiou prioritariamente em uma ideia sustentável. Todas as madeiras empregadas são reutilizadas ou oriundas de reflorestamentos. O piso e o teto em vinilico são ecologicamente corretos, tendo sido fabricados com o uso de materiais recicláveis.

O espaço remete às origens goianas, estabelecendo um diálogo entre o contemporâneo e o rural. Os revestimentos em cerâmica feitos pelo artista Américo Poteiro cobrem uma superfície do espaço, conferindo um tom de contemporaneidade que, ao mesmo tempo, lembra as origens do povo goiano.

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Foto: Marcus Camargo

Viés do Design brasileiro: Ronald Scliar Sasson

Ronald Scliar Sasson é um dos nomes do novo selo Viés do design brasileiro

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Ronald Scliar Sasson nasceu em Curitiba, em 1967, e, como designer por formação, iniciou cedo o interesse pela marcenaria. O paranaense frequentava a fábrica de móveis da família e já namorava quando jovem a profissão que seguiria depois de adulto. Em 1985 foi morar por mais de um ano na Europa e Oriente médio, onde se ambientou com as novas formas de se pensar a estética do mobiliário.

“O design brasileiro começou com grande influência nórdica e a brasilidade veio com o tempo sem perder a alma e a influência da madeira”, afirmou o designer. A busca e o achado dessa brasilidade teve sua origem na década de 1950, por isso Ronald se uniu aos colegas de profissão Zanini de Zanine e Flavio Franco para desenvolver o Projeto Viés, uma aliança entre as linguagens dos tempos áureos do design brasileiro com o trabalho contemporâneo que vem sendo desenvolvendo pelos grandes nomes atuais do mobiliário nacional.

“Depois deste período dos anos 50, o design brasileiro visitou várias vertentes e buscou outras formas de amadurecimento, porém o design modernista voltou a ocupar seu lugar com ar contemporâneo na sua mais pura essência”, afirmou Ronald.“Acredito que o meu design é mais contemporâneo e industrial, porém, depois de iniciado este projeto, voltei a buscar minhas influências modernistas”, concluiu.

Para o lançamento de 2015, Ronald Scliar Sasson criou a Poltrona Boscoli, usinada em centro de cinco eixos. A Boscoli é um retorno do designer ao modernismo brasileiro e também uma referência à influência nórdica em suas criações. “Para o público, os consumidores e os amantes do design, a mensagem que fica é a confluência de valores e a projeção de linguagem mútua”, explicou Ronald.

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Fotos: Claudio Fonseca

“A nossa cara”

Ambiente das arquitetas Cynara e Karina de Siqueira, inspirado nelas mesma, reflete o desejo de todos

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Aquilo que inspira as próprias criadoras foi o ponto de partida para que as arquitetas Cynara e Karina de Siqueira dessem vida ao Escritório da Casa Cor Goiás 2015. Porta de entrada para a mostra desse ano, o ambiente das veteranas de Casa é o primeiro que o visitante se depara ao entrar na mostra. Em sua 12ª participação na Casa Cor Goiás, Cynara e Karina assinam um ambiente de trabalho e muita criatividade.

“Sempre quando vamos desenvolver um projeto, procuramos criar algo que seja a cara do cliente. Na Casa Cor, decidimos fazer algo que fosse a nossa cara”, confessou Karina ao Blog AZ. O estúdio foi literalmente feito pensando em servir como local de trabalho para uma arquiteta, mas poderia fazer parte da casa de qualquer pessoa, com qualquer profissão.

Com 45 m², o ambiente foi projetado visando a ergonomia dos espaços, do mobiliário e da iluminação de forma a proporcionar aconchego, conforto e produtividade. Muita cor e integração foram as palavras de ordem para ordenar o ambiente. No fundo, a parede de reboco aparenta ser uma espécie de continuação visual para a fiação aparente do teto e da televisão. No meio do ambiente, o mobiliário eclético mistura as cores neutras do branco e cinza com o colorido das poltronas e a madeira das estantes.

A ambientação é complementada pelo livreiro Jatobá da designer Etel Carmona, a estante Niño, de Henrique Steyer, a estante 22 Tauary do designer Paulo Alves, a estante Cruz, da Adress e o abajur Cindy, da Kartell. Destaque recebeu também o carpete em placas interface aplicado ao piso, que acaba sendo uma boa opção em ambientes corporativos e deu ao espaço uma mistura de casa com local de trabalho.

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Texto: Bárbara Alves
Fotos: Marcus Camargo

Viés do design brasileiro: Flavio Franco

Flavio Franco é um dos criadores do Projeto Viés e lançou em 2015 o Banco Amy

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“O design brasileiro da década de 50 é o alicerce para o nosso atual”. Foi debruçado sobre este lema que o designer Flavio Franco se uniu ao carioca Zanini de Zanine e ao paranaense Ronald Scliar Sasson para, juntos, criarem um novo selo do design nacional. O projeto Viés entrou no mercado brasileiro com o objetivo de lançar, anualmente, peças de design mobiliário que unem a linguagem desenvolvida na década de 50 com aquela feita nos dias atuais.

Para Flavio, foi durante o período modernista que os materiais genuinamente brasileiros, como a madeira, o couro e as pedras, foram trabalhados à exaustação. “Ainda hoje essa época de ouro do design brasileiro serve de inspiração para vários profissionais, porém acho que devemos ter uma linguagem própria da nossa época, com traços autênticos do momento em que vivemos”, explicou o designer.

Flavio iniciou seu trabalho como arquiteto em 2000, ano que se formou pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco. No final de 2012, lançou sua primeira linha de mobiliário, sendo convidado para as exposições “Do moderno ao contemporâneo – design brasileiro de móveis”, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e Brasil S/A, em Milão.

Este ano, o projeto Viés já fez seu lançamento com peças dos criadores do selo bem como de Aida Boal e José Zanine Caldas. Flavio Franco desenvolveu uma estrutura em madeira e laminada em freijó. O Banco Amy é formado pelas interseções de vários planos com fixação oculta entre si, transmitindo um visual com equilíbrio e movimento.

O projeto Viés foi a oportunidade encontrada para unir dois tempos e duas linguagem a um só design. “Acho que pela primeira vez formou-se um grupo tão eclético, várias gerações estão envolvidas nesse projeto e, o melhor, com profissionais dos quatro cantos do país”, comemorou Flavio.

 

Flavio Franco - Banco Amy (Foto: Claudio Fonseca)

Flavio Franco – Banco Amy (Foto: Claudio Fonseca)

Flavio Franco - Banco Amy (Foto: Claudio Fonseca)

Flavio Franco – Banco Amy (Foto: Claudio Fonseca)