Inhotim: da natureza à arte

Há 60 km de Belo Horizonte, Minas Gerais esconde um local impossível de definir; o museu do Inhotim é um parque ecológico, jardim botânico e museu de arte contemporânea

Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação

Magnífico! Impossível não passar esta palavra na mente de quem conhece o Inhotim. Para os que ainda não estão familiarizados com o nome, Inhotim é um incrível museu de arte contemporânea que nasceu no meio de um imenso jardim. Você deve estar coma cabeça na Europa tentando imaginar qual país é o portador desta beleza cultural e botânica, mas calma… Não é preciso viajar tão longe para conhecer o Inhotim, basta dar um pulinho em Brumadinho, no interior de Minas Gerais.

O Museu do Inhotim abriga a maior coleção de palmeiras do mundo em seus 97 hectares de áreas verdes e peças de arte. Idealizado pelo empresário Bernardo Paz, proprietário do terreno onde hoje é o museu, o Inhotim abriu suas portas na década de 1980 e em 2010 recebeu o título de Jardim Botânico pela Comissão Nacional de Jardins Botânicos (CNJB). Atualmente, sua atração cultural é divida em dois passeios igualmente encantadores: a Botânica/Meio Ambiente e a Arte Contemporânea.

O acervo das obras começou a ser exposto a céu aberto e nas galerias temporárias e permanentes que foram surgindo no meio da mata atlântica e hoje é difícil separar o que é obra de arte do que é obra da natureza. A união entre arte e natureza as vezes confunde os visitantes do museu “você tem um jardim e coloca esculturas, dai nunca sabe se o jardim é o cenário para a escultura ou se a escultura é a decoração do jardim”, contou um dos curadores do museu, Jochen Volz.
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Mergulhar no universo do Inhotim é se afastar do mundo dos museus que estamos acostumados a visitar. Nada no inhotim é obvio! O museu não está lá para ser apreciado apenas com o olhar, a arte e a natureza devem ser sentidas, e com todos os sentidos. O museu é formado por um conjunto de cores, luzes e dimensões que criam cenários e iludem os olhos ingênuos do observador, por isso é a arte que pode ser tocada, ouvida e sentida. É a arte sem a distância burocrática dos museus tradicionais.

O acervo do Inhotim abriga mais de 500 obras de artistas nacionais e internacionais. São nomes como Adriana Varejão, Helio Oiticica, Cildo Meireles, Chris Burden, Matthew Barney, Doug Aitken, Janet Cardiff, entre outros. O diferencial é que o Inhotim oferece ao artista condições para a realização de obras que apenas em seu parque poderiam ser construídas. Uma projeção em frente a uma piscina que pode ser utilizada pelos expectadores curiosos. Um chalé tropical, em tamanho real, representando casas de burocratas que viviam em colônias africanas. Pontos de ônibus no meio dos jardins. No Inhotim se vê de tudo!

Flor-cadáver, espécie rara de flor que cheira carniça

Flor-cadáver, espécie rara de flor que cheira carniça

Informações

Horário de visitação: Quintas e sextas-feiras, das 9h30 às 16h30
Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30
Localização: Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte

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Pintura e luz simulam existência de parede de vidro

Pintura e luz simulam existência de parede de vidro

 

Quilombo, Zumbi e Amorfa / Arthur Casas

Design é Meu Mundo de hoje mostra o mundo do design de Arthur Casas

Mesa Amorfa

Mesa Amorfa

Com projetos espalhados em quatro continentes e escritório em Nova York, foi em São Paulo que nasceu Arthur Casas e é pela cidade que ele se apaixonou. Paulistano de carteirinha, a selva de concreto brasileira é a real fonte de inspiração para o arquiteto. “Se você encarar São Paulo com uma visão panorâmica, ela é feia. É preciso olhar curto, que nem índio, para encontrar beleza”, disse Arthur em uma entrevista sobre sua cidade natal.

Embora ele trabalhe predominantemente com a arquitetura residencial, parte da criação do Studio Arthur Casas é voltada para a decoração de interiores. Entre alguns projetos concluídos e outros ainda no papel estão as linhas Quilombo, Zumbi e Amorfa; belas peças projetadas com uma simplicidade criativa que encanta.

A Mesa de jantar Amorfa, do arquiteto Arthur Casas, de longe não parece tão grande, mas de perto ela se revela. Foi desenhada para atender de seis a nove pessoas e é o meio do caminho entre a mesa redonda e a retangular. Sua forma Amorfa ajuda a diminuir a distância dos que nela se sentam. Sua base cilíndrica foi projetada em aço e o tampo abusa da madeira maciça de demolição.

Como Studio Arthur Casas não desperdiça, Arthur Casas tem um trabalho respeitado a arquitetura sustentável, o charme da madeira de demolição é aproveitado também nas peças das linhas Quilombo e Zumbi. Elas foram projetadas em madeira maciça com base em inox pintado. As peças Quilombo, Zumbi e Amorfa podem ser encontradas na AZ Decor. Que tal? Belas, não são?

 

Mesa de Jantar Quilombo

Mesa de Jantar Quilombo

Banco Zumbi

Banco Zumbi

Crônicas do Dia-a-Dia: Camila Braga

Crônicas do dia-a-dia conta um pouco mais sobre o trabalho e vida de Camila Braga

Camila Braga e a arquiteta Mariela Romano (foto: Anual Design)

Camila Braga e a arquiteta Mariela Romano (foto: Anual Design)

Foi com entusiasmo na voz que a jovem arquiteta de 30 anos aceitou ser a primeira personagem na nova coluna do Blog AZ. O telefone tocou na sala 104 onde funciona o seu escritório na rua 3, Setor Oeste. Era quase meio dia e ela mesma atendeu ao chamado.

Foi com o mesmo entusiasmo na voz com que aceitou dar início à conversa que Camila Braga falou sobre a sua profissão. Embora esteja no mercado desde 2007, ano que se formou no curso de Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Camila sempre soube o que queria, desde que não lembra quando. Simples assim! Nasceu para desenhar casas e decorar o sonho dos seus clientes.

Ainda criança, a filha de engenheiro pegava as revistas de construção e arquitetura do pai e ficava folheado e estudando as fotografias. Após o estudo, Camila, com as mãos e a experiência de uma menina, traçava as casas e desenhava o que via nas revistas. “A arquitetura veio naturalmente, não teve fator determinante” contou Camila ao telefone. “Quando prestei vestibular, o curso foi a minha única opção”, relembrou.

Com algumas histórias inusitadas durante a carreira, principalmente as que acontecem durante a obra como quando chega para a corriqueira vistoria e encontra coisas construídas sem que houvessem sido projetadas, o que fica mesmo guardada na memória da arquiteta é a satisfação do cliente. Quem te possibilita fazer e desfazer, criar e recriar é o cliente.

“Arquitetura não é obra de arte, embora algumas vezes o resultado final se pareça muito com uma. Arquitetura é a resolução de uma problemática apresentada pelo cliente”, contou Camila. “É quando você consegue atingir o que ele quer, que você sente o dever cumprido e essa é uma sensação muito gostosa”.

Na vida

Amante da sétima arte, a arquiteta vai ao cinema uma vez por semana e, sem estilo definido, quem escolhe o filme é o seu humor. Outra paixão de Camila Braga é o Boxe. Exercícios físicos fazem parte da sua vida há algum tempo e o Boxe é um deles.

No trabalho, sua preferência são os projetos residenciais. Já projetou ambientes na Casa Cor Goiás e trabalha sempre com os móveis da Armazém da Decoração, como fez no projeto de uma cobertura no Horto. “O residencial é mais intimo, você fica próximo à pessoa e ela confia em você para a definição de um projeto”, explica a arquiteta.

Camila definiu o trabalho como uma produção mais livre, já que o dono, apaixonado por arquitetura e decoração, topou muitas de suas ideias. Foi com uma pincelada de criação e explorando a intimidade que Camila transformou o apartamento em uma casa dos sonhos. Confira o trabalho de Camila Braga e os móveis da Armazém da Decoração.

Foto: Elton Rocha

Foto: Elton Rocha

Foto: Elton Rocha

Foto: Elton Rocha

Foto: Elton Rocha

Foto: Elton Rocha

Foto: Elton Rocha

Foto: Elton Rocha

Estética útil

Da aliança entre Mariana Betting Ferrarezi e Roberto Hercowitz nasceu a em2 e suas belas peças cheias de conceito e personalidade

Mesa de Jantar Vitoria
A história da em2 começou há mais de dez mil quilômetros do Brasil, no velho continente. Mariana Betting Ferrarezi e Roberto Hercowitz estavam fazendo mestrado na Espanha, ela em design de móveis no IED (Instituto Europeo de Design), ele em Ecodesign na escola catalã Elisava, quando resolveram abrir um estúdio para criarem móveis e objetos de design comercializados em lojas de design de Barcelona e Madri.

A em2 Design aterrissou no Rio de Janeiro em 2006 e continua com a proposta de fabricar móveis que esbanjam beleza sem deixar de lado a utilidade. Os produtos fizeram sucesso e a parceria deu certo desde o início, a em2 Design tem no currículo participações em exposições comemorativas para a Copa do Mundo de Futebol de 2006 em Berlim, Madrid e Pamplona para a Casa Real Espanhola.

Além das participações luxuosas, a em2 Design foi finalista e ganhadora de concursos de Design no Brasil e no exterior, como o Museu da Casa Brasileira, IF Design Award, Salão Móvel Sul e Top XX. Foi com o desenho leve e inovador que Mariana Betting Ferrarezi e Roberto Hercowitz conquistaram mercado, público e o Blog da AZ Decor.

É com um design vanguardista que a em2 faz releituras criativas de objetos do dia-a-dia, como as mesas das coleções Vitória e Vitória. A mesa Vareta faz jus ao nome. Criada em metal, seus pés são combinados de varetas coloridas e vivas, perfeita para salas e varandas. A mesa de jantar Vitória é mais imponente e, claro, vitoriana. Em tons escuros ela esbanja elegância em design atemporal. Que tal? Passe na AZ e confira as peças em2 de perto.

Mesa de Centro Vareta

Zé Dias / Porfírio Valladares

Porfírio Valladares se destaca na criação e produção de peças de design para a decoração de interiores

Mesa Zé Dias

Mesa Zé Dias

Mineiro de origem e formação Porfírio Valladares é engenheiro arquiteto formado pela Escola de Arquitetura, da Universidade Federal de Minas Gerais e especializado em Arte Contemporânea pela Escola Guignard, também em Minas Gerais, nos anos de 2002 e 2003. Porfírio atua como arquiteto, mas é a sua paixão pelo design de móveis que chamou a atenção da coluna Design é Meu Mundo.

Aparador Zé Dias

Aparador Zé Dias

Bastante premiado ao longo de sua carreira, o designer já levou para casa o Prêmio Movesp de Design (1990), Prêmio Museu da Casa Brasileira (1994) e Concurso Mercosul (2007) entre outros concursos, festivais ou museus em que foi ganhador ou homenageado. Seu trabalho é conhecido pela elegância de estilo, principalmente quando está produzindo em seu material favorito: a madeira.

Foi com a madeira que Porfírio Valladares fez nascer mais um trabalho encantador: as peças Zé Dias. Com pés em aço inox polido ou aço carbono pintado, as mesas da coleção Zé Dias têm tampo revestido com lâminas de madeira e algumas delas vêm com uma caixa auxiliar opcional. O que achou? Passe na AZ para conferir de perto.

 

Aparador Zé Dias com caixa

Aparador Zé Dias com caixa

Bar Zé Dias

 

 

Kartell Goiânia é destaque de newsletter internacional

O evento de lançamento da Kartell em Goiânia foi destaque na newsletter da Kartell internacional de setembro

 

O lançamento da flagship store da Kartell em Goiânia não passou despercebida pela Kartell internacional. O coquetel de inauguração da quarta flag store da marca no Brasil foi matéria da newsletter internacional da Kartell no mês de setembro. O evento aconteceu na própria loja em Goiânia, que tem projeto original assinado pelo italiano Ferrucio Laviani. Confira a nota enviada pela Kartell mundo a fora:

Kartell abre em Goiânia

No último 10 de agosto a Kartell inaugurou sua quarta flagship store no Brasil, desta vez em Goiânia, a capital do estado de Goiás, no centro do País.

A inauguração foi celebrada nas espaçosas instalações cheias de luz e com três janelas viradas para a rua com um coquetel estridente e colorido. Além de Goiânia, a Kartell vai abrir mais três flagship stores até o fim de 2013 nas cidades de Curitiba, Recife e Santo André.

Opening Kartell

 

Lançamento do livro de Larissa Mundim na AZ

Larissa Mundim lançou o seu livro na sala conceito do Armazém da Decoração em uma noite cheia de arte e cultura

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O Amor e a busca da plenitude na pós-modernidade é o assunto do romance de ficção Sem Palavras da Nega Lilu Editora, lançado pela jornalista e escritora Larissa Mundim, no dia 19 de setembro, na sala conceito do Armazém da Decoração, em Goiânia.

Na presença de cerca de 120 convidados, a autora cumpriu o rito de leitura inaugural do livro, que foi escrito em 2009 e 2010 e vem sendo anunciado pelo Coletivo Esfinge, há dois anos e meio, por meio de ações nas Artes Visuais, Artes Cênicas, Audiovisual e Literatura. “Porque a história de Nega & Lilu jamais caberia numa linguagem só”, ressalta Larissa Mundim.

Em uma noite deliciosa, o Coletivo Esfinge teve a oportunidade de apresentar o trabalho que comenta, transforma e difunde Sem Palavras, por meio do espetáculo “Nega Lilu”, coreografado por Valeska Gonçalves, que divide cena com Flora Maria, e por meio da exposição de portraits Corpo Papel, assinada pela fotógrafa Lu Barcelos.

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Sofá Toné / Matheus Martins

Matheus Martins faz uma releitura contemporânea do clássico captonado em sofá que exprime bom gosto

Toné

O nome é quase uma brincadeira entre o produto final e o material que gerou sua forma. Toné e capitonê. Criatura e criação. É claro que eles não se autoprojetaram, sua existência é o resultado criativo de uma releitura do designer Matheus Martins, que abusou do captonado tradicional e deu a ele uma linguagem contemporânea.

Sua irreverência vintage ganhou o espaço mais que merecido da coluna Design é Meu Mundo de hoje e, realmente, design é o mundo do Sofá Toné. Seu passeio pelo clássico com resultado ultra contemporâneo deu à peça o título de trabalho arrojado e atemporal. É o lado tradicional e, claro, confortável que dá ao sofá passe livre para decorar salas de estar em casas e esperas de consultórios e escritórios. É o estilo que nunca sai de moda e que cabe em todos os lugares. Mas fica a cargo de seu aspecto contemporâneo o toque de elegância atrevida.
Captonê detalhe Captonê

 

Linha da ponta dobrada

Para Flávia Pagotti a identidade do design brasileiro é exatamente a falta de identidade e é com essa liberdade que a design criar e recria seus trabalhos

ABAS

Inventando com as particularidades de qualquer material que é colocado a sua frente, a paulista Flávia Pagotti não define a identidade do seu design. Com peças em madeira, metal, alumínio, tecido e outros tipos de materiais, a designer aposta na liberdade de expressão da produção moveleira do País.

Bastante premiada e reconhecida nacionalmente, Flávia assumiu trabalhos em parceria e se sente estimulada com os projetos que divide com outros profissionais. Foi com essa motivação que criou, ao lado da arquiteta Camila Fix a Mesa de Centro Espelho. Projetada em madeira maciça com acabamentos, claro, em espelho a mesa é o charme de uma sala de estar.

Mesa de Centro Espelho

Mesa de Centro Espelho

Não muito distante do chame, mas bem longe do estilo, Flávia Pagotti desenvolveu também a linha Aba. A pequena aba moldada nas pontas, com a finalidade de um puxador dos armários e gavetas das peças da coleção 2012, acabou se tornando a marca registrada da linha que ganhou mais um membro no início deste ano: a Mesa Centro Aba.

Embora a mesa não tenha uma gaveta ou armário que necessite de um puxador, acabou sendo produzida com a aba levantada em um de seus cantos. Criada em MDF com as os pés metálicos chanfrados e pintados na mesma cor do tampo, que vem em diversos tons que lembram o verão, a mesa é mais um charme da designer e que combina direitinho com a decoração de um espaço criativo e irreverente.

 

Mesa de Centro Aba

Mesa de Centro Aba

Essência do mobiliário brasileiro

A Marcenaria Baraúna nasceu para gerar os móveis projetados pelo escritório Brasil e esculpe na madeira peças com traços da nossa brasilidade

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A Marcenaria Baraúna reúne um grupo de designers e produtos que representam muito bem a essência do mobiliário brasileiro. Nascida sob as asas do escritório Brasil, em 1986, quando o desejo de ver realizados em marcenaria própria os desenhos já prontos, a Marcenaria Baraúna expandiu sua escala de trabalho e encurtou as distâncias entre a prancheta e o produto acabado.

O trabalho projetado pela seleta carteira de profissionais passou a ser executado sobre os olhares atentos de seus autores. Cada encaixe e acabamento era milimetricamente calculado, analisado e aperfeiçoado para que o projeto e o produto fossem feitos pelas mesmas mãos do começo ao fim. E ainda é. A Marcenaria Baraúna mergulhou sua história no mundo do design e seus profissionais no mundo da madeira.321404_484614478247733_1673241144_n 208377_484609118248269_1307599909_n

Os traços da cultura brasileira, enraizados na madeira, podem ser encontrados nos projetos da Marcenaria. Para seus fundadores Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz, a busca pela originalidade brasileira é marca de todo o trabalho da empresa, “refletimos e buscamos soluções na história brasileira colonial, na experiência vernacular e nos pioneiros modernos nacionais e internacionais”, definem os designers quando falam de seus trabalhos no site.

A Armazém da Decoração não poderia ignorar o trabalho feito Marcenaria Baraúna, e hoje representa algumas peças da empresa. São mesas, bancadas, buffets e cadeiras de tirarem o fôlego e que fazem parte do nosso Papo Design de hoje. O que acaram? Cabem muitas delas na sua decoração, não? Passe na AZ para conhecer de perto o incrível trabalho da Marcenaria Baraúna.

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