São Paulo vai ganhar uma versão da London Eye

Escritório de arquitetura que projetou a icônica roda gigante de Londres prepara um projeto similar para a cidade de São Paulo


A virada do milênio não poderia chegar sem um grande marco e, em Londres, este marco foi a London Eye – também apelidada de Millennium Wheel (Roda do Milênio, em português). A roda gigante inaugurada pelo então primeiro ministro britânico Tony Blair na passagem de 31 de dezembro de 1999 para 1º de janeiro de 2000 manteve o título de maior roda do mundo até 2006 e inspirou outros projetos iguais mundo afora.

A cidade de São Paulo foi a última a se inspirar na capital londrina e anunciou que também ganhará uma roda gigante com vista panorâmica. E a versão paulistana da London Eye será ainda mais parecida com a original que as rodas das outras cidades. É que o mesmo escritório que assinou a Roda do Milênio está por trás do projeto no Brasil.

A London Eye foi concebida para marcar a virada do milênio e deveria ficar instalada nas margens do Tâmisa, ao lado do Parlamento, por apenas cinco anos. O projeto foi concebido pelos arquitetos David Marks e Julia Barfield, da empresa Marks Barfield, em parceria com a British Airways.

Para colocar de pé os 135 metros de roda gigante, o estúdio teve que bolar uma forma de construir sua estrutura no próprio local onde seria levantado – as ruas de Londres são estreitas, impossibilitando seu deslocamento. Como a London Eye se incorporou à silhueta da cidade, acabou ganhando o direito de permanecer por tempo indeterminado.

A versão Paulista dos Olhos de Londres será ainda maior que sua irmã. O projeto, que ainda não tem data marcada para ser iniciado, prevê uma roda de 150 metros de altura, ficando atrás apenas da Estrela de Nanchang de 160 m, localizada na cidade de Nanchang na China, e da maior roda gigante do mundo, a High Roller de 167 m, localizada em Las Vegas. Quatro locais estão sendo analisados na capital para abrigar a roda gigante, mas este ponto também não está definido.

Bomboca une Irmãos Campana e Louis Vuitton

Os irmãos Campana se uniram à grife francesa para criar uma peça de design


Os Irmãos Campana são conhecidos pela habilidade que têm de surpreender. Suas criações nunca passam despercebidas. A abordagem multicultural do estúdio Campana com a visão cosmopolita dos designers fez com que seus trabalhos fossem aclamados em todo o mundo. Peças criadas por Humberto e Fernando Campana fazem parte do acervo de importantes museus mundo a fora.

A importância do trabalho moveleiro traçado pelos designers fez com que eles realizassem parcerias de peso ao longo dos anos e a última delas foi com a marca francesa de bolsas e acessórios, a Louis Vuitton. Durante a Design Miami 2017, que está sendo realizada até o dia 10 de dezembro, o Sofá Bomboca foi exposto ao público na coleção da Objets Nomades.

Bomboca foi assim batizada como um trocadilho com o nome do tradicional doce Bombocado. A peça resgatou da Louis Vuitton suas principais matérias primas: o couro e o veludo. Ficou por conta dos designers brasileiros a criação do desenho para lá de inusitado. A peça dos Campana, então, foi reeditada com a união do melhor que ambos poderiam trazer para um objeto de design.

A peça foi apresentada com uma mistura de cores que vão do branco e passam pelo turquesa, o roxo e o azul. O couro que a grife de luxo usa na composição de suas bolsas e malas foi usado para envelopar a estrutura do sofá. O veludo foi usado nas almofadas, algo feito pensando não apenas na beleza, como também na ergonomia.

Arthur Casas e Etel Interiores

Arthur Casas lança começão de dez peças inéditas com a Etel Interiores


Aparador, sofá, mesa de jantar, cadeiras, cama e uma casa inteira feita por Arthur Casas em parceria com a Etel Interiores. Essa é a novidade do mês de dezembro quando, na última semana, a loja da Etel na Gabriel Monteiro da Silva recebeu convidados para o lançamento da primeira linha de móveis que Arthur Casas desenvolve com a marca.

Não é a primeira vez que o premiado arquiteto, de tradição modernista, colabora com a marca de luxo, tradição e qualidade. Juntos, Arthur e Etel lançaram no ano de 2010 um conjunto de mesas de variados tamanhos e, naquele mesmo ano, um sofá. Em 2017, Arthur lançou também com a Etel a poltrona Saci.

Agora o lançamento vem em massa. Arthur se uniu novamente à Etel para criar dez peças inéditas feitas de madeiras como imbuia e freijó, combinadas a espelhos, pedras, couro ou tecido. O arquiteto resolveu unir a marcenaria de excelência, que é característica presente em todas as peças da Etel, com outros materiais.

Arthur Casas possui projetos espalhados nos quatro continentes e escritório em Nova York. Nascido em São Paulo, tem na metrópole sua principal fonte de inspiração. Divide seu tempo entre o trabalho com a arquitetura, explorando o estilo modernista de criar, com o design de móveis e já foi premiados em ambos os ramos de atuação.

Imagens: Etel / Divulgação

Jóquei Clube é colocado à venda e pode ser demolido

A sede social do Jóquei de Goiás está sendo negociada com a Igreja Universal, que pretende demolir a arquitetura assinada por Paulo Mendes da Costa e construir um templo no local

 


Paulo Mendes da Rocha é um ícone da arquitetura nacional assim como as obras que levam a sua assinatura e uma delas está no meio de uma polêmica em Goiânia, já que corre o risco de ser demolida. Estamos falando da sede social do Jóquei Clube de Goiás, localizado no centro da capital.

O Jóquei foi o primeiro clube a ser construído na nova capital, ainda no ano de 1937, e viveu tempos áureos até atingir sua crise em meados da década de 1990. Sua inauguração, três anos após o início das obras, que ocorreram em 1940, contou inclusive com a presença do então presidente da república, Getúlio Vargas.

Em 1962 o clube precisou passar por uma transformação para enfrentar a concorrência, já que novos espaços iguais estavam sendo criados na cidade. A direção convidou nada menos que o ganhador do Pritkzer Paulo Mendes da Rocha para projetar a nova sede.

Paulo Mendes desenvolveu os trabalhos durante a década de 1960 e no ano de 1970 a sede é inaugurada seguindo o estilo modernista do arquiteto. Linhas retas e geométricas com muito cimento e simetria deram vida ao novo clube da cidade.

Acontece que o clube está em crise financeira que vem se agravando nos últimos 20 anos e sua atual diretoria, eleita no final do ano passado, apresentou uma proposta de venda, em outubro deste ano, que foi aprovada pela assembleia dos sócios.

A diretoria foi eleita com a proposta de fazer renascer o clube, mas para arcar com as dívidas acumuladas pela sede atual, pretendem vender o espaço localizado na Rua 3 do Centro para construir o novo dentro do Hipódromo da Lagoinha, na Cidade Jardim. Segundo o presidente da associação, Manoel de Oliveira Mota, para fazer frente às dívidas do clube é preciso realizar a venda do lote e não do edifício, o que permitirá aos novos donos demolir a construção atual.

As negociações já estão avançadas e a possível compradora é a Igreja Universal, que pretende demolir o prédio histórico para dar espaço a construção de um templo religioso no local, algo que vem sendo muito criticado por arquitetos. A hashtag “Salve o Jóquei” e “Somos todos Jóquei” vem sendo compartilhada desde a tarde de ontem e um manifesto, já com 500 assinaturas, foi criado no site Avaaz pedindo que o edifício não seja demolido. Os organizadores preparam um ato em prol da manutenção do prédio para o próximo domingo (3) em frente ao Jóquei Clube.

Em sua rede social, Léo Romano explicou que não se trata de uma disputa entre clube e igreja, mas sim da preservação de um patrimônio arquitetônico. “Trata-se de um patrimônio arquitetônico que, em minha singela opinião, deve ser tombado pelo IPHAN e transformado para alguma finalidade cultural e pública”, explicou o arquiteto.

Imagens: Acervo Paulo Mendes da Rocha

What Design Can Do será realizado pela terceira vez em São Paulo

O que o design pode fazer?

O que o design pode fazer? Este pergunta move o trabalho de muitos arquitetos e designer mundo a fora, por isto Richard Van Der Laken fundou o What Design Can Do, uma plataforma que mistura informação, conferências e concursos sobre como usar o design para melhorar o mundo. Em 2017, What Design Can Do se reúne pelo terceiro ano para trazer esta discussão para o plano nacional.

Este ano, o evento será realizado entre os dias 22 e 23 novembro em São Paulo trazendo, como temas centrais, as mudanças climáticas e a violência contra a mulher – assuntos que inquietam profissionais de todas as áreas e que pode ser discutido do ponto de vista do design.

What Design Can Do recebe cerca de 30 convidados para debater os assuntos traçados pelos organizadores relacionando-os ao conceito expandido de design. O evento contará com palestras pela manhã e rodadas de debates no período da tarde batizadas de “Sessões de Ativação”. Durante estas sessões, os debatedores falarão sobre Arquitetura Resiliente, Violência Contra a Mulher e Cidades Vivas.

Segundo Bebel Abreu, diretora da Mandacaru, que é sócia do evento no Brasil, a ideia de trazer estas discussões para o design brasileiro é uma forma de mudar a visão que temos de que design é apenas algo sofisticado ligado à estética. Para isso, nomes como Guto Requena e o próprio Richard van der Laken serão ouvidos durante o evento.

Morre no Rio Frans Krajcberg, artista e ativista ambiental

O artista plástico e ativista Frans Krajcberg faleceu na madrugada desta quarta-feira (15) no Rio de Janeiro, onde mora há mais de 50 anos

 


Nasceu na Polônia, adotou o Brasil como casa e a saudade deixou para o mundo todo. O artista plástico Frans Krajcberg faleceu nesta quarta-feira (15) aos 96 anos de idade no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio.

Pintor, escultor, fotógrafo e artista plástico, a maior obra deixada por Frans foi sua luta contra a devastação das florestas brasileiras. Suas obras de arte refletiam esta luta, pois em cada peça de arte, Frans Krajcberg deixou mensagem de preservação.

Sua primeira aterrissagem no Brasil foi no ano de 1948 para participar da 8ª Bienal de São Paulo. Desde aquela data, estreitou os laços com o país até se mudar definitivamente. Se refugiou no União Europeia durante a Segunda Guerra Mundial, onde estudou engenharia e artes Universidade de Intgrad.

No Brasil morou no Rio de Janeiro, mas durante os anos 1950 se mudou para uma caverna no Pico da Cata Branca, interior de Minas Gerais, para produzir gravuras e esculturas em pedra. Desde aquela data, já gravava em sua obra a linguagem que ainda não tinha o eco de hoje: de sustentabilidade. Em Minas chegou a ser conhecido por barbudo das pedras, já que vivia sozinho e sem conforto no meio da natureza.

O velório do artista ocorreu na manha de feriado no Memorial do Carmo, centro do Rio e seu corpo foi cremado em seguida. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Samaritano, a família não permitiu a divulgação da causa da morte de Krajcberg.

São Paulo recebe segunda edição da Art Weekend

Com o tema Ocupe a Cidade, São Paulo recebe 53 galerias de arte contemporânea para a segunda edição do Art Weekend São Paulo

Pelo segundo ano consecutivo a Associação Brasileira de Arte Contemporânea realiza o Art Weekend São Paulo, uma iniciativa criada para integrar o público às galerias de arte. O evento, que teve sua primeira edição realizada no mês de agosto do ano passado, acontece este ano nos dias 11 e 12 de novembro – sábado e domingo próximo.

Durante um fim de semana, as galerias realizam exposições, visitas guiadas, apresentações artísticas e conversas com artistas e curadores, tudo com o objetivo de aproximar a arte do público em geral e não apenas de colecionadores. Este ano o evento será realizado em diversos espaços da capital paulista e contará com a participação de 53 galerias, todas dedicadas à arte contemporânea.

As obras permitirão a interação e participação do público, algo que vai ao encontro do proposito de todo o projeto em si: difundir a arte contemporânea.Com a máxima “Ocupe a cidade”, o evento pretente espalhar a arte pelos quatro cantos de São Paulo e levará instalações de artistas para serem expostas nas ruas. A programação do evento pode ser encontrada nas redes sociais do Art Weekend São Paulo.

Imagens: Divulgação

Etel lança em Milão sua primeira loja internacional

A marca que representa grandes nomes do design brasileiro estreia com loja próxima em Milão no próximo sábado

O design brasileiro conquistou o mundo. Não é de hoje que nomes do mobiliário nacional repercutem nos principais centros de design e marcas nacionais acabam sendo impulsionadas para fora do país. A ETEL fará parte deste grupo de empresas brasileiras de móveis assinados com representação internacional.

A marca, que edita e reedita móveis de nomes como Sérgio Rodrigues, Lina Bo Bardi, Arthur Casas, Etel Carmono, Isay Weinfeld, Carlos Motta e outros, abre sua primeira loja internacional no próximo sábado (11) em um charmoso prédio na Via Pietro Maroncelli, em Milão. A Etel Interiores já possuía 15 representantes fora do Brasil, mas agora chega à principal cidade mundial de design mobiliário com as próprias pernas.

Para Lissa Carmona, diretora executiva da ETEL, já estava na hora de a marca ter um espaço com a sua própria marca (e cara) e nenhum lugar seria mais adequado que Milão para fincarem a primeira bandeira em solo internacional. “Milão ser a capital mundial do design já é um grande motivo, mas a cidade também tem uma distância estratégica dos países escandinavos, e temos trabalhado muito com o design nórdico”, contou Lissa.

O lançamento do novo espaço será feito com muito estilo. A marca prepara uma coleção especial mostrando uma espécie de linha do tempo do design brasileiro mostrando todos os grandes nomes do nosso design e suas peças icônicas.

Imagens: Divulgação

Goiânia como a gente não vê

Goiânia completa 84 anos e se tornou uma cidade dentro de várias cidades

Goiânia é uma cidade nova. É importante lembrar-nos disto mesmo na data em que nossa capital apaga mais uma velinha e comemora mais uma primavera: 84 anos. Pode parecer muito quando pensamos em anos de vida humana, mas em anos de cidade, somos um bebe.

As cidades mais velhas do Brasil, em comparação, já passaram dos 400 anos de vida. Na Europa, então, as cidades carregam centenas e centenas de anos em história. Por aqui, nossa história começou a ser traçada em 1933, quando a pedra fundamental foi lançada em um terreno que não tinha nenhum traço de urbanidade. Goiânia mesmo, com ruas (ainda que poucas e pequenas), ganhou forma em 5 de julho de 1942, data de sua inauguração.

Goiânia nasceu junto ao apogeu da Art Deco, por isso o centro histórico da cidade carrega algumas relíquias (muitas abandonadas, para a nossa tristeza) deste movimento artístico. Art Deco, sertanejo, praças e calor são algumas das características pelas quais a capital goiana é lembrada. Mas não é com elas que se faz uma cidade. Goiânia como a gente não vê é aquela que guarda em um bar no fundo de um quintal um samba com feijoada, no interior de uma loja o lançamento de peças de design com bailarinos em apresentação, em um beco na rua quadros de arte dignas de qualquer galeria.

Esta Goiânia merece ganhar os parabéns na data de hoje. É a Goiânia que descobrimos todos os dias ao andar pelas ruas da cidade. A Goiânia cheia de conceito, cheia de design, de designers e de artistas que carregam o nome da cidade Brasil e mundo afora. Parabéns Goiânia. Uma homenagem do Armazém da Decoração.

Armazém da Decoração lança nova coleção de Leo Romano

Para ser feliz é o nome da nova coleção de móveis do arquiteto e designer Leo Romano que será lançada amanha no Armazém da Decoração

Leo Romano imprime poesia em seu trabalho e sua poesia é mais uma vez transposta para a madeira na coleção “Para Ser Feliz”. Os momentos mais singelos do cotidiano, como sorrir e acordar, nunca passam incólumes do olhar sensível do arquiteto, artista plástico e designer goiano Leo Romano e é este trabalho que ele mostra na noite desta quinta-feira (19) no Armazém da Decoração para o lançamento nacional de sua nova linha de móveis.

Espelho, banco, mesa, aparador, carrinho, poltrona, namoradeira e objetos celebram os 21 anos de carreira do profissional, sempre empenhado em buscar novas possibilidades. “A madeira, executada manualmente, confere exclusividade a cada produto enquanto o desenho é marcado por poucas linhas e formas arredondadas”, explica Leo. Na coleção de móveis Para Ser Feliz, ele reuniu as sensações de alegria, confiança e contentamento para originar um conjunto de 14 peças que mistura funcionalidade, design e poética.

Além da madeira, Leo também usou resina transparente e estofaria em algumas peças, que subjugam a função primordial do objeto e colocam como necessidade o prazer das coisas. Para ele, a estética é uma necessidade humana e um elemento de interesse constante, fazendo da forma o caminho para a reflexão. “Por isso, talvez, estivesse no meu subconsciente ou repertório visual elementos articuladores dos melhores momentos da vida”, conta. “Arredondar é lembrar-nos daquilo que nos faz feliz”, completa.

Cada curva da coleção cumpre o papel de transmitir alegria, trazendo “shapes” macios que comunicam sobre os prazeres simples do cotidiano, alimentando a alma. Parafraseando a frase do escritor, poeta crítico de arte Ferreira Gullar: “a arte existe, pois, a vida não basta.”

Première do Lançamento da Coleção Para Ser Feliz
Quando: 19 de outubro de 2017 – 20h
Onde: AZ Decor – Armazém da Decoraçã
Rua 90, nº 174, Setor Sul, Goiânia
Tel. (62) 3281-7432