Clink78 Hostel, Londres

Mais um hostel design para a lista de acomodações baratas, elegantes e cheias de charme do Blog AZ

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Quem vai a Londres não espera nada menos que acomodações vitorianas, então o Clink78 Hostel uniu a arquitetura à la rainha do prédio onde está localizado – antigo tribunal de 200 anos de idade – com um design de interiores elegante e despojado. Aliás, elegância e criatividade são palavras de ordem quando a missão é decorar um albergue.

O Clink78 Hostel foi construído na Zona 1 de Londres, próximo da King`s Cross e da St Pancras Station, com capacidade para receber até 700 pessoas. Ele faz parte Clink Hostel que além do Clink78 também possui em sua rede o Clink261, com título de hostel boutique. O Clink261 é a mistura entre o que há de chic e moderno no leste de Londres com o conforto antiquado tipicamente britânico.
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O design interno do Clink78 fantasia o estilo vitoriado de traços contemporâneos. Com muita cor, claro!! Eles utilizaram os traços do estilo da rainha aproveitado da arquitetura do edifício e valorizaram seus detalhes com muita cor. O bar do alberque, ClashBar, possui licença para operar até altas horas, com entretenimento e música, então seu estilo combina com o conceito despojado dos hostels design.

Clink78 oferece uma gama de acomodação de albergue, mas a atenção é toda voltada para a Cela de Prisão. Como o lugar foi construído em um antigo tribunal, os quartos apelidados de Cela de Prisão (duplo ou solitário) foram ambientes renovados que antes eram utilizados por criminosos verdadeiros. O espaço foi listado como Patrimônio Histórico Inglês, com características originais da prisão: tamanho pequeno, porta de metal pesada com escotilha, janela com grade, banco e vaso sanitário de aço (não mais utilizado).

Cela de Prisão

Cela de Prisão

Além desses, o Clink78 oferece dormitórios mistos – entre quatro e 16 camas – femininos e femininos luxo. Os preços variam de acordo com a temporada, mas os quartos podem ser reservados por diárias a partir de apenas £10 por noite.

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Inquietude delicada

Nina Pandolfo se destacou no street art e levou suas bonecas meigas e expressivas dos muros das ruas para as paredes das galerias

Butantã, SP 2008
É lúdico, fantástico e bastante expressivo o trabalho da artista plástica Nina Pandolfo. Nina começou em 1992 como grafiteira colorindo as ruas da capital de São Paulo, cidade onde nasceu, e foi uma das responsáveis por trazer o street art para dentro das paredes das galerias. Atualmente a artista se dedica ao trabalho com telas, bonecas e esculturas usando diferentes tintas e materiais.

A relação de Nina com a arte urbana é antiga. Foi por meio das telas das paredes das ruas que a artista começou a se expressar. Casada com Otávio Pandolfo, um dos integrantes da dupla de grafiteiros Os gêmeos, a paixão pela arte é vivida dentro e fora de casa. Nina Pandolfo é conhecida por suas bonecas de olhos grandes, expressivos e inquietantes. São meninas meigas com o olhar que diz mais que qualquer boca.

"Onde toda beleza se esconde"

“Onde toda beleza se esconde”

Seu trabalho pode ser visto nas salas dos museus e nas ruas de cidades como Atenas, Barcelona, Buenos Aires, Tóquio, Los Angeles, Havana e Munique. Em sua última exposição, chamada Serendipidade, a artista convidou seu público para se encantar em um mundo que mais parecia faz de contas. As portas da galeria eram abertas ao som de uma caixinha de música composta pelos DJs Tony Beatbutcher e Roger Dee.

Além dos quadros, pintados quase que em três dimensões, Serendipidade contou com grandes esculturas como a de um gato de três metros de comprimento que ronronava ao receber carinho. Tudo foi feito como uma descoberta, em referência ao nome da exposição. Serendipidade é uma adaptação da palavra em inglês Serendipty, termo criado pelo britânico Horace Walpole, em 1754, em referência ao conto persa infantil Os três príncipes de Serendip, que significa “descobertas ao acaso”.

"Mais sobre ontem"

“Mais sobre ontem”

Toda a obra de Nina é uma Serendipty, tanto para ela quanto para seu público. Além de Serendipidade, Nina já participou de diversas exposições no Brasil e no exterior, como Feelings, na Galeria Lazarides em Londres e Life’s Flavour, na Carmichael Gallery of Contemporary Art de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Para Nina existem muitas formas de se fazer arte e é por isso que a artista é tão plural. Graduada em comunicação visual, durante a adolescência Nina trabalhou com teatro de rua como atriz, figurinista e cenógrafa. Atualmente, além das artes plásticas e da pintura, Nina Pandolfo lançou um livro sobre sua obra e carreira.

"Então ela se fez bonita"

“Então ela se fez bonita”

"Pausa"

“Pausa”

 

O artista que iluminou Brasília

Athos Bulcão abandonou a carreira médica, se dedicou às artes e fez nome colorindo Brasília

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Da infância em Teresópolis para as artes no mundo. É esse o resumo bem breve da vida de Athos Bulcão. Pintor, escultor, decorador, desenhista e professor, Athos perdeu a mãe, Maria Antonieta da Fonseca Bulcão, de enfisema pulmonar antes dos cinco anos e foi criado por seu pai, Fortunato Bulcão, amigo e sócio do escritor Monteiro Lobato. Sua família tinha um interesse particular pela arte, então não é de se estranhar que Athos Bulcão tenha largado a Faculdade de Medicina para se dedicar à criação.

Frequentador de teatros, salões de artes, espetáculos de companhias estrangeiras e óperas, Athos Bulcão, aos quatro anos de idade, já ensaiava desenhos. Aos 21 anos, em 1939, desistiu da carreira de médico para se dedicar às artes visuais, mesmo ano que foi apresentado a Candido Portinari, com quem aprendeu a aprimorar suas habilidades. Portinari e Bulcão trabalharam juntos no mural de São Francisco de Assis na Igreja Pampulha em Belo Horizonte.

Athos Bulcão se mudou para Paris na década de 1940, mas se encontrou mesmo quando pousou na capital brasileira quase 20 anos depois. Em 1943, Bulcão conheceu Oscar Niemeyer, que lhe encomendou um projeto para os azulejos externos do Teatro Municipal de Belo Horizonte. A obra ficou inacabada e o painel não foi realizado, mas da amizade com Oscar nasceu a paixão por Brasília. Niemeyer convidou Atos para se mudar para a nova capital ainda em construção e o artista a transformou em seu museu de céu aberto.

Suas criações e figuras geométricas estão espalhadas por vários prédios e obras arquitetônicas de Brasília como a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, Parque da Cidade Sarah Kubitschek, Torre de TV, Teatro Nacional Cláudio Santoro , Instituto de Artes da UnB, Escola Classe, Mercado das Flores, Hospital Sarah Kubitschek, Gran’ Circo Lar, Palácio da Alvorada , Escola Francesa de Brasilia, Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubstichek e no Congresso Nacional.

Como desenhista gráfico, Athos Bulcão fez as ilustrações de vários livros e revistas literárias, além de trabalhar em cenários para peças de teatro como Tia Vânia (de Tchekov) e o Dilema de um Médico (de Bernard Shaw). Como escultor, realizou obras de integração arquitetônica, algumas complementares para prédios projetados por Oscar Niemeyer, Helio Uchoa, Sergio Bernandes e Israel Correira, entre outros arquitetos.

O artista faleceu em 2008 aos 90 anos de idade no Hospital Sarah Kubitschek devido a complicações do mal de Parkinson. Grande parte de seus trabalhos encontra-se em Brasília, mas a Organização da Sociedade Civil do Interesse Público (OSCIP) Fundação Athos Bulcão trabalha na preservação e difusão da obra do artista plástico desde sua criação, em 1992.

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O sétimo Continente

A artista Fernanda Valadares mostra espaço para falar de tempo na exposição “O Sétimo Continente” em cartaz na Zipper Galeria, em São Paulo

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Transcender a forma e a técnica para questões que beiram a metafísica e a política. É com esse propósito que a artista Fernanda Valadares convida o público a desacelerar e escutar o silêncio na exposição O Sétimo Continente, que acontece entre 14 de junho e 9 de agosto no piso superior da Zipper Galeria, em São Paulo.

A tecnologia tem possibilitado a circulação de um volume cada vez maior de informações a uma velocidade que cresce também em escala progressiva, colocando o mundo em estado de constante aceleração. Em busca de outra relação com o tempo e o espaço, seja partindo de amplos horizontes ou de planos construídos, que Fernanda vive sua arte. Fernanda Valadares nasceu em São Paulo, mas vive e trabalha atualmente em Porto Alegre, onde é mestranda em Poéticas Visuais pelo PPGAV/UFRGS.

Em “O Sétimo Continente”, os segundos prometem se alargar. A artista se debruça sobre a matéria para fundir camadas de cera. Ainda que se enxergue como pintora e faça da encáustica seu principal meio e suporte, nesta mostra ela nos possibilita uma imersão num universo mais amplo da sua produção.

Madeira e papel em sua condição de matéria adquirem simbolismos e nos mostram uma artista cuja reflexão poética e imagética explora o limiar entre a complexidade e a simplicidade. “Fernanda mostra-nos espaço para falar de tempo. E falando de tempo nos faz vivenciá-lo, pois somente assim podemos experienciar sua obra”, enfatiza a curadora Bruna Fetter sobre o trabalho da artista.

Serviço

Onde: Rua Estados Unidos nº 1494 São Paulo – Brasil
Quando: De 16 de Junho a 9 de Agosto, 2014.
Segunda a sexta das 10h às 19h.
Sábado das 11h às 17h.

 

Hostel Boutique Forum em Zadar

Blog AZ encerra a semana falando de viagem, turismo e muito design com o Boutique Hostel Forum, na Croácia

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Alguns destinos paradisíacos fazem com que o viajante mais despojado não perca muito tempo preocupado com acomodação, mas alguns albergues são um destino turístico por si só. O Boutique Hostel Forum é a mistura certa entre esses dois ingredientes. Localizado no coração de Zadar, um dos maiores destinos turísticos da Croácia, Boutique Hostel Forum entrou para a seleta lista de hostels designs do nosso Blog AZ.

Dividido em cinco tipos de acomodação e oito ambientes comuns, o Boutique Hostel Forum fica perto da praia, a alguns passos de Museu Arqueológico, Fórum e da Catedral de St. Anastasia. A Igreja de St. Donat e a St. Mary’s Church também ficam perto do albergue. Os valores da diária variam em torno de R$ 70 para quarto misto e R$200 para quarto duplo.
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Os 37 quartos são categorizados como Forum Chat, Forum Meta, Forum Duo, Forum Lux e Forum Lux 2.0 todos equipados com ar-condicionado e cortinas blackout nos quartos individuais e coletivos, dando mais privacidade para aqueles que curtem os preços dos hostels, mas preferem a privacidade dos hotéis.

Mas o que chama a atenção do hostel é seu design despojado. Como todo albergue, voltado para o publico um jovem e menos exigente, o design deve combinar com o clima de festa e descontração. As cores chamam a atenção em todos os ambientes. Nos quartos mistos o vermelho domina a paisagem. Os quartos duplos do Forum Lux esbanjam sofisticação, então a escolha foi por não abusar de cores fortes.

As áreas comuns desfilam cores como roxo, lilás e o preto. A iluminação também é protagonista no design do Boutique Hostel Forum. O hostel fez jus ao título de boutique e ficou famoso entre os hospedes pelo conforto e qualidade no atendimento.

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EARQ 2014 terá palestra com Guto Requena

Guto Requena é um dos confirmado para palestrar no EARQ em setembro de 2014

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Arquiteto graduado pela USP. Pesquisador do Nomads (Núcleo de Estudos de Habitares Interativos) entre 2000 e 2008 e professor de design da escola Panamericana e no Instituto Europeu de Design. Apresentador e roteirista do programa Nos Trinques do canal GNT e escreve aos domingos para a Folha de S. Paulo. Ufa!!! Esse é só o início da apresentação de Guto Requena.

Guto nasceu em Sorocaba, interior de São Paulo, e é hoje um dos grandes nomes do design nacional. O arquiteto, de apenas 34 anos de idade, é um dos palestrantes confirmados do Encontro de Arquitetura e Design (EARQ) – maior evento de arquitetura e design do Centro Oeste – com data marcada para 16, 17 e 18 de setembro.

Em um de seus artigos para a Folha de S. Paulo, Guto afirma que “os produtos de design que mais têm me interessado são aqueles que, além da estética, nos fazem pensar e se propõem a contar uma história”. São essas histórias que o público vai ouvir do designer e arquiteto durante a sua palestra Arquitetura Design e Comportamento na Era Digital, no segundo dia do evento.

O arquiteto paulista será o palestrante do primeiro dia do EARQ. Presença bastante esperada no evento, o profissional possui obras em várias mostras do segmento por todo o mundo. Guto desenvolve um trabalho que reflete sobre memória, cultura digital e poéticas narrativas em todas as escalas do design.
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Destino de luxo

Os cinemas de luxo estão ficando cada vez mais comuns em cidades brasileiras e no exterior, mas alguns merecem destaque como o Akmerkez Cinema Pink

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Grandes empreendimentos que buscam o luxo começam seus investimentos na decoração e é o que vem fazendo algumas redes de cinema espelhadas pelo Brasil e pelo mundo. Os cinemas de luxo oferecem muito mais que um bom filme em uma sala escura com tela grande, eles buscam o tratamento cinco estrelas para seus clientes. Os proprietários da Playarte desembolsaram mais de 5 milhões na arquitetura e decoração da nova sala de cinema de luxo de São Paulo.

O conceito é um só. São sofisticadas salas vips instaladas nos cinemas dos shoppings, que, em troca de cardápios diferenciados, pipocas com azeite importado e poltronas megaconfortáveis, cobram valores que chagam a 50 reais por ingresso no Brasil. Aqui essas salas começaram a se popularizar após terem dado certo na Europa e na América Central. São Paulo é a cidade com o maior número de salas de cinema de luxo e atualmente conta com doze locais refinados do gênero. Em Brasília, há dois da rede Kinoplex, e, no Rio de Janeiro, um no Shopping Rio Design Barra.

Uma experiência Premium que chamou a atenção do Blog AZ é o Akmerkez Cinema Pink de Istambul. O cinema Pink fica localizado no Akmerkez, um shopping de luxo da cidade. O design das salas é assinado por Aziz Sariyer e produzido por sua empresa, a Derin Design, e a arquitetura é de Filiz Yilmaz e da Zeppelin Design. Além de todos os mimos que um cinema de luxo disponibiliza para seu público, o Akmerkez Cinema Pink conta com um design para lá de inspirador.

Seus criadores chamam o Cinema Pink de Social Cinema Club. “Clientes procuram nosso cinema para aproveitar o tempo e socializar lendo um livro da nossa biblioteca enquanto bebe um café e escuta jazz”, explicou Carine Sener, chefe executiva da empresa. “Todas as nossas salas de cinema são únicas, com poltronas extremamente confortáveis”. O design é a mistura de uma biblioteca sofisticada, um café futurista e uma sala de estar com muito estilo e conforto.

A experiência parece ser realmente única, mas como estamos à milhas de distância de Istambul, teremos que aproveitar o Cinema Pink por meio de suas fotos. O que acharam?!
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Entre o rude e o poético

A Zipper Galeria levou para São Paulo a exposição do artista Zezão que aborda aspectos políticos, sociais e ecológicos da vida urbana

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Vamos das uma pausa no design e aterrissar em São Paulo para falar sobre arte. Abriu no último sábado, na Zipper Galeria, a exposição de José Augusto Amaro Capela, o Zezão. A produção de Zezão aborda aspectos políticos, sociais e ecológicos, chamando a atenção para temas urbanos urgentes como violência, abandono, poluição e pobreza.

A Zipper é um ponto de encontro de artistas contemporâneos. A galeria tem foco em diversas plataformas como pintura, escultura, fotografia, vídeo, desenho, instalações, gravuras e novas mídias. A partir de junho a Zipper traz de volta ao circuito expositivo de São Paulo Zezão, que não expõe na capital paulista desde sua participação no MASP em 2009.

Zezão começou a conquistar crítica e público na década de 1990 com os seus grafitts espalhados pelos espaços subterrâneos da cidade de São Paulo pintando paredes de canais de esgoto e galerias de águas pluviais, casas abandonadas, becos desertos e vãos de viadutos. Ao levar cor a locais marginalizados pela sociedade, seu trabalho ganhou uma dimensão político-social reconhecida por críticos e curadores ao redor do mundo.

Atualmente, os grafites de Zezão podem ser vistos em muros, paredes de esgotos e viadutos de cidades como Nova York, Paris, Londres, Hamburgo, Basileia, Los Angeles, Florença, Frankfurt e Praga. O artista expõe seus trabalhos de grafite e colagens também em galerias de arte e museus com mostras individuais e coletivas realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e em países como Alemanha, Suíça, Argentina e Inglaterra.

A mostra, que conta com texto da curadora Thais Rivitti, situa-se na fronteira entre o rude e o poético, com uma grande instalação, pinturas e objetos que discutem os limites entre a vida urbana e a arte contemporânea. São obras criadas a partir de materiais e objetos encontrados em esgotos, rios e córregos da cidade, que ganham sobrevida e conquistam uma nova identidade. Além de obras inéditas, o grafiteiro apresenta uma série de “Flops”, nome dado aos desenhos já conhecidos do artista, sempre azuis.
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Serviço

Abertura: Sábado, 14 de Junho, das 12h às 18h.
Visitação: De 16 de Junho a 9 de Agosto, 2014.
Segunda a sexta das 10h às 19h.
Sábado das 11h às 17h.

 

 

 

Design com muita técnica

Sergio Fahrer aplicou seu conhecimento nas técnicas de desenhar e construir instrumentos musicais para trabalhar com o design de móveis

Sergio Fahrer e Jack Fahrer (Foto: Pierre Yves Refalo)

Sergio Fahrer e Jack Fahrer (Foto: Pierre Yves Refalo)

Quando a arte está presente na vida de uma pessoa, é difícil ficar indiferente. Foi por meio da música que a carreira como designer de móveis de Sergio Fahrer começou. Parece inusitado, não?! E é! Sergio estudou no Musicians Institute of Technology (MIT) em Los Angeles, nos Estados Unidos, e lá aprendeu a arte de desenhar e construir instrumentos musicais – conhecida como arte da Luteria. O talento estava lá e ele apenas decidiu explora-lo na área do design.

Mas Sergio ficou conhecido não só por seu talento. O designer utiliza técnicas pautadas em estudos avançando para criar suas peças e todas com madeira certificada. Ao pesquisar formas de se criar e explorar a matéria prima, o designer desenvolveu a técnica da multilâminação de MDF. A multilaminação é o processo de desenvolver mobiliário em madeira curvada e lhe rendeu uma patente internacional.

Sergio é referência mundial quando o assunto é design de mobiliário em madeira curvada, que consegue dar aos móveis formas extremamente orgânicas, com um ótimo acabamento. O designer utiliza uma grande variedade de espécies de madeiras em seu trabalho, todas com certificação FSC – a mais conceituada – e as mistura com alumínio de aviação, palhetas de guitarra, tubos de PVC reciclados, fibra de carbono mista e vidro laminado com policarbonato. Imagina o resultado!

Sua primeira peça, a cadeira Blues, se tornou um ícone do design nacional. Depois dela, tantas outras chegaram para quebrar com os lugares comuns. São peças criativas, elegantes e pautadas no respeito pelo meio ambiente. O Armazém da Decoração tem o prazer de anunciar que vai trazer para Goiânia peças desse conceituado designer nacional. Confiram…

 

Cadeira Blues

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Hostel Rioow no Rio de Janeiro

Após de despedir da Casa Cor Goiás o Blog AZ retoma algumas reportagens especiais, como a série dedicada aos hostels boutiques

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Hoje é dia de estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Fifa então resolvemos fazer um post em homenagem ao mundial. Tá, design e futebol não têm muito haver, então vamos fazer esse paralelo retomando as postagens sobre holtels boutiques e nesta quinta o hostel homenageado fica aqui mesmo no Brasil. Então, para quem pretende conferir a Copa do Mundo de perto e com muito estilo, pode se hospedar no Rioow, hostel design localizado na Lagoa, Rio de Janeiro.

Depois de algumas postagens dedicadas aos hostels na Alemanha, Cingapura, Colômbia e Irlanda, faltava falar que no Brasil também existem hospedagens baratas e cheias de charme. A cultura do hostel não é muito popular em terras tupiniquins. Os albergues começaram a se espalhar no país nas cidades que mais recebem turistas estrangeiros. Rio de Janeiro, Salvador e Florianópolis são cidades fáceis de encontrar hostels no Brasil, mas moda pegou e aqui pertinho de Goiânia, em Pirenópolis, o turismo aderiu às hospedagens baratas e interativas.
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Como nem todo mundo gosta de dividir quarto com estranhos, grande parte dos hostels brasileiros também dedica algum espaço de sua hospedaria para quartos individuais ou suítes. O Hostel Rioow é um deles. Com quartos mistos que variam entre 12 e cinco camas, o Rioow conta também com a Suíte Lagoa e Suíte Jardim Botânico. São quartos com tarifas mais altas para apenas um casal.

No design, quem ganha são as cores. Como em muitos hostels, o colorido é o charme da decoração descolada e voltada para um público jovem. A iluminação também chama a atenção de quem entra no Rioow. Com luz focal lilás e azul, o colorido segue a tendência do design assumido pela hospedaria que buscou inspiração arquitetônica em consagrados artistas brasileiros do século XX como Cândido Portinari, Burle Marx, Oscar Niemeyer, Athos Bulcão entre outros.

O momento vivido pela cidade do Rio de Janeiro combinado com o espírito empreendedor e a paixão pela hotelaria dos sócios foi a receita que gerou o Hostel. A marca Rioow foi criada para refletir a sonoridade com a qual os estrangeiros, chamados de “gringos” por nós, falam o nome da cidade carioca. O Rioow é uma bela forma de se hospedar na Cidade Maravilhosa com valores que variam entre R$ 60,00 e R$ 300,00 a diária.
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