Léo Romano vence prêmio e terá peça exposta em Milão

Léo Romano vence 1ª edição do Prêmio TOP Design e terá peça exposta no stand A Lot Of Brasil durante a Semana de Design de Milão

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“Criativo e descolado, Leo Romano é um profissional completo” são as palavras escolhidas pela Revista KAZA para descrever o arquiteto e designer Léo Romano que, continuam, “transita com desenvoltura na arquitetura, no design de interiores, no design gráfico e nas artes visuais”. E este reconhecimento não ficou só no papel.

É que Leo Romano foi anunciado o grande vencedor da primeira edição do Prêmio Top Design e sua peça vencedora ganhará o mundo: será exposta na próxima edição do Salão do Móvel de Milão no stand da A Lot Of Brasil que acontece ente os dias 4 e 9 de abril de 2017.

A Lot Of Brasil, Indústria Brasileira de Alto Design, é uma das responsáveis por levar a Milão os grandes designs e designers brasileiros. O trabalho de Léo ficará exposto junto com outros grandes nomes, como dos Irmãos Campana, Pininfarina (Itália), Nika Zupanc (Eslovênia) e outros.

O Armazém da Decoração não poderia deixar de parar o Blog AZ para parabenizar Léo por mais esta conquista. Nos vemos em Milão.

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Imagens: divulgação

Haruyoshi Ono morre aos 73 anos

Haruyoshi Ono, Roberto Burle Marx, morre aos 73 anos

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Roberto Burle Marx nos deixou em 1994, mas o paisagismo não tinha ficado completamente órfão de seu trabalho até o ultimo domingo. É que seu escritório permaneceu vivo pelas mãos de seu discípulo Haruyoshi Ono que, juntamente com um grupo de quatro arquitetos paisagistas, continuou levando para os jardins uma linguagem própria criada em uma época em que o modernismo era a única solução em paisagismo.

No último dia 22, entretanto, Haruyoshi Ono morreu no Rio de Janeiro aos 73 anos de idade. Haru, como era chamado pelos amigos, se tornou titular do escritório e comandava a parte de projetos do atelier.

Além dos diversos trabalhos que assinou com Burle Marx entre os anos de 1965 até 1994, Haruyoshi Ono também foi responsável pelo paisagismo do Museu do Amanhã, pelo Eixo Monumental de Brasília e outros importantes projetos arquitetônicos.

Em nota, o escritório homenageou o colega e a importância de seu trabalho: “É com tristeza e saudade que comunicamos o falecimento do nosso querido Haru. Haruyoshi Ono dedicou mais de 50 anos ao Escritório, tendo sido parceiro criativo de Roberto Burle Marx por mais de 30 anos, desenvolvendo projetos de renome no Brasil e exterior. Seus filhos, Isabela Ono e Julio Ono, a arquiteta e esposa Fatima Gomes, e seu sócio, Gustavo Leivas; que trabalham com ele há mais de 20 anos, permanecem à frente dos projetos e do acervo paisagístico, dando continuidade ao seu legado. Informaremos aqui assim que tivermos o local e horário do velório”

Netflix lança série sobre design

Netflix lança a série “Abstract – The art of Design”, que conta a história de sete profissionais de vários ramos do design

A forma como as pessoas veem o mundo é criação do design. A Netflix decidiu contar sobre como os designers veem o mundo e o resultado desta visão em seus trabalhos. Essa narrativa fica a cargo da série documental original do canal online “Abstract – The art of Design”, que será lançado no próximo dia 10 de fevereiro.

Para a primeira temporada, o produtor executivo da série Scott Dadich – que é também editor chefe da revista de design e tecnologia Wired – escolheu sete profissionais para serem protagonistas de pequenos filmes.  Cada média metragem marcará um episódio da temporada narrando em forma de documentário a vida e a visão de mundo de profissionais do design.

Os primeiros escolhidos foram o arquiteto Bjarke Ingels, a designer de interiores Ilse Crawford, o ilustrador Christoph Niemann, o cenógrafo Es Devlin), a designer gráfica Paula Scher, o fotógrafo Platon, o designer de carros Ralph Gilles e Tinker Hatfield, designer de produtos da Nike.

“O que importa é a história, a mensagem, o sentimento, a conexão. É o design” narra o primeiro trailer divulgado. O objetivo da série é mostrar a importância e o alcance do design na vida das pessoas, ainda que nem elas percebam.

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Morre, aos 74 anos, Oswaldo Bratke

O arquiteto das grandes armações deixou, na tarde de segunda-feira, mais vazio o mundo das artes e da arquitetura

Imagem: Etel Interiores

Imagem: Etel Interiores

Esta semana começou triste para a arte e a arquitetura. Faleceu nesta segunda-feira (9) o arquiteto Carlos Bratke, filho do também arquiteto e urbanista Oswaldo Bratke, aos 74 anos após passar mal em casa durante o almoço. A causa da morte é ainda investigada pelos médicos.

Carlos Bratke é dono de um currículo invejável. Muito premiado, presidiu a Fundação Bienal entre os anos de 1999 e 2002 e o Instituto de Arquitetos do Brasil/Departamento de São Paulo na gestão 1992/1993. A ele foi conferida a comenda maior do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), o Colar de Ouro.

Formado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie no ano de 1967, no ano seguinte fundou, na capital paulista, o escritório Carlos Bratke e nele desenvolveu diversos projetos em várias áreas, desde residências, passando por edifícios de apartamentos, plantas industriais, escolas, até grandes edifícios de escritórios.

Embora filho de um grande modernista, Carlos Bratke acabou por priorizar as grandes estruturas metálicas e o vidro, materiais mais conhecidos da arquitetura contemporânea – não é por acaso que seu projeto do Plaza Centenário recebeu o apelido de RoboCop.

Art Deco goiana é destaque no New York Times

O apogeu e declínio da Art Deco em Goiânia é destaque no jornal norte americano The New York Times

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Fica no vizinho norte americano, os EUA, a cidade com o maior acervo Art Deco do mundo: Miami, mas Goiânia não fica muito atrás nesse ranking. Temos a segunda maior cidade em termos de representatividade da arquitetura francesa e esta característica não passou despercebida pelo jornalista Simon Romero do The New York Times.

O estilo arquitetônico dos anos 1930 que movimentou as artes decorativas, arquitetura, design de interiores e o desenho industrial e serviu de inspiração para Atílio Correa Lima quando o arquiteto desenhava os traços da mais nova cidade planejada do País surpreendeu o jornalista de passagem por Goiânia.

Em matéria publicada ontem (9) na versão digital do periódico, Romero se mostrou surpreendido pelo que viu na capital, algo como uma joia escondida no coração do país ou, como chamou, no meio do “cinturão de fazendas do Brasil”.

Mas a matéria não trouxe apenas elogios à arte surgida na França de um movimento artístico que visa o progresso – assim como Pedro Ludovico Teixeira via a nova capital – escondida no centro-oeste brasileiro.  Com o título “The Fading Art Deco Dreams of Brazil’s Heartland”, algo como “O desaparecimento do sonho da art deco no coração do Brasil”, a matéria não deixa de destacar o descaso das autoridades pelo tesouro arquitetônico que possuem em mãos.
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“Marcos arquitetônicos foram colocados a baixo para darem espaço a edifícios indescritíveis, e grafites envolvem muitas estruturas art deco”, destacou o periódico. A publicação conta como foi o planejamento da cidade durante a marcha para o oeste de Vargas e a ideia de criar um projeto urbano para apenas 50 mil habitantes, mas que atualmente abriga mais de 1.4 milhão de pessoas.

O jornalista continuou lembrando que Lévi-Strauss, antropólogo belga, em visita a Goiânia nos primeiros anos da capital não compreendia a razão de se criar uma nova sede para o governo estadual no lugar de apenas melhorar aquela já existente, a Cidade de Goiás. O antropólogo desconhecia as implicações políticas que levaram Pedro Ludovico Teixeira, com o apoio de Vargas, a transferir a capital.

Em seguida Simon Romero se pergunta: “O que ele [Lévi-Strauss] poderia dizer agora de Goiânia, com os desenvolvedores demolindo edifícios Art Deco, substituindo-os com os altos algarismos indescritíveis que ocupam cidades ao redor do Brasil?”. Para o jornalista, as inspirações brasileiras deixaram de olhar para a França e, em alguns aspectos, se voltaram muito para o país norte americano.

Ao final encerra com um questionamento que é também nosso – dos goianos apaixonados por história, arquitetura e preservação: “Não pude deixar de me perguntar como seria Goiânia se tivesse preservado mais de suas primeiras criações arquitetônicas. Poderia se assemelhar a Asmara, a capital da Eritréia localizada no chifre da África, conhecida pelos seus preservados tesouros Art Deco construídos pelos ocupantes italianos nos anos 30? Ou como uma Miami Beach no cerrado brasileiro?”

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Hotel Nacional é reaberto no Rio de Janeiro

Hotel Nacional, projetado por Oscar Niemeyer e Burle Marx, é reaberto no Rio de Janeiro

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Foram mais de 21 anos entre falência bancária e processos judiciais até que o marco da arquitetura modernista do Rio de Janeiro, o Hotel Nacional, pudesse ser reaberto. O Hotel Nacional, localizado na praia de São Conrado na zona sul da capital carioca, foi projetado por Oscar Niemeyer e Roberto Burle Marx, mas acabou sendo fechado depois de falir.

Fundado em 1972 pelo proprietário da antiga rede de hotéis Horsa, o hotel acabou se tornando um marco e um clássico da arquitetura carioca. Não era para menos, seu prédio levou a assinatura e a criatividade de Niemeyer e seus jardins, de Burle Marx. Após ser inaugurado, o edifício tornou-se um dos maiores ícones do turismo brasileiro, além de ter sido considerado o mais moderno da América Latina.  Em 1998 foi tombado como patrimônio do município.

Embora tivesse ganhado fama, não teve a mesma estabilidade financeira. A rede Horsa vendeu o Nacional para a empresa Interunion Capitalização, que acabou declarando falência no início dos anos de 1990. O prédio ficou nas mãos do governo federal durante os anos até que, em 2009, foi leiloado pelo valor de 85 milhões de reais para o empresário Marcelo Gonçalves. Como o edifício é património da cidade, a prefeitura carioca indicou a reabertura do imóvel na condição de um novo hotel.

Restaurado e renomeado, o hotel reabriu suas portas em dezembro de 2016. Agora chamado Gran Meliá Nacional Rio de Janeiro, o hotel manteve a arquitetura que lhe deu fama no projeto original de Oscar Niemeyer. O empreendimento possui 33 andares com 348 quartos. A ideia inicial era deixar o hotel pronto para as Olimpíadas, mas as alterações no projeto atrasaram a reforma. Atualmente, apenas 70 quartos estão ativos e os demais devem ser liberados até o carnaval deste ano.

Dia do arquiteto

O Armazém da Decoração parabeniza os arquitetos pelo seu dia

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Olhe à sua volta e vai perceber que está cercado de arquitetura por todos os lados. Do grego, a palavra é a união de arkhé, que significa “principal”, com tékhton, que pode ser traduzida por “construção”. Sua origem histórica é desconhecida, mas imagina-se que arquitetura veio quase junto com o homem e foi se aprimorando ao longo dos séculos.

O mais antigo tratado arquitetônico de que se tem notícia é do romano Marco Vitrúvio Polião (século I a.C) e ele definiu a profissão como “uma ciência, surgindo de muitas outras, e adornada com muitos e variados ensinamentos: pela ajuda dos quais um julgamento é formado daqueles trabalhos que são o resultado das outras artes”.

No Brasil, o dia do arquiteto é comemorado hoje, dia 15 de dezembro, em homenagem a um dos maiores arquitetos brasileiros Oscar Niemeyer. Niemeyer nasceu em 15 de dezembro de 1907 e nos deixou dez dias antes de comemorar 105 anos de idade.

Top Of Mind: Tidelli móveis

A Tidelli móveis é premiada, pelo 2º ano consecutivo, como Top Of Mind na categoria móveis para área externa

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Após mais de duas décadas criando e produzindo móveis para a área externa, a Tidelli não poderia ter se tornado menos que especialista no assunto. Beleza e conforto são apenas algumas das principais características da marca, já que seus móveis são também à prova do tempo bom e ruim do tropical clima brasileiro.

É por tudo isto que ficou impossível falar em móveis para áreas externas sem falar em Tidelli. Foi por reconhecer o reconhecimento desse talento que o prêmio Top Of Mind, realizado pela Revista Decorar e pela Revista Casa&Mercado e auditado pelo instituto Data Folha, confere ao diretor da marca Luciano Mandelli o título Top Of Mind 2016 na categoria móveis área externa.

O prêmio confere o título à Tidelli pelo 2º ano consecutivo. O evento realizado em 17 de dezembro de 2015 também reconheceu a Tidelli como marca mais lembrada pelo mercado e pelos consumidores quanto o assunto é decoração da parte externa dos ambientes.

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Design é meu mundo / Mesa de centro Brick

Mesa de centro Brick criada pela Lattoog

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Em 2004 o arquiteto Leonardo Lattavo e o designer Pedro Moog decidiram juntar os nomes e a criatividade para criar a Lattoog, marca que empresta o talento para as duas áreas de atuação.

Além dos projetos arquitetônicos, Pedro e Leonardo assinam sofás, cadeiras, poltronas, luminárias, mesas e acessórios de casa tomando emprestado a filosofia da “antropofagia cultural”. A ideia da dupla é criar seguindo as influências externas sem negar o brasileirismo do design mobiliário.

O que fazem é unir a criatividade com cultura brasileira de influência mundial. Um desses resultados pode ser visto na Mesa de centro Brick. Com a mistura de metal, madeira e couro, a peça possui a dupla função de mesa e revisteiro. Aqui a função de revisteiro é agregada à função de mesa trazendo uma combinação harmoniosa de diferentes materiais.

What Design Can Do

Plataforma que mistura informação, conferências e concursos roda o mundo em busca de ideias que podem melhorar a sociedade por meio do design

Bebel Abreu, da publicidade, no lançamento do evento 2016

Bebel Abreu, da publicidade, no lançamento do evento 2016

Você já se perguntou o que o design pode fazer pelo mundo? What Design Can Do já e todos anos eles levam esta reflexão para uma plataforma que mistura informação, conferências e concursos. Richard Van Der Laken fundou o What Design Can Do há seis anos para tratar do impacto que o design pode causar passando as necessidades e urgências sociais pelas lentes da criação.

Pelo segundo ano consecutivo, São Paulo recebe What Design Can Do para discutir a importância do design em uma escala nacional. Este ano, o evento se realiza entre os dias 13 e 14 de dezembro na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). “Eu acredito, e acho que não estou sozinho nesta crença, que o design pode fazer muita diferença na vida das pessoas”, confessou o idealizador do projeto Richard Van Der Laken. “Estamos rodeados por design: nosso telefone, roupa, a cadeira que nos sentamos a casa onde vivemos, tudo é design“, explicou.

What Design Can Do foi criada em 2011 como uma plataforma de discussão endereçada às questões sociais do dia a dia e externalizada em uma conferência anual sediada em Amsterdã. O evento foi crescendo e sendo levado para outros centros urbanos mundiais, como São Paulo a partir de 2015.

Em sua primeira aparição em terras tupiniquins, What Design Can Do convidou diversos arquitetos e designers brasileiros para um bate papo. Marcelo Rosembaum foi um deles “O projeto é uma provocação fantástica no Brasil”, explicou o designer. “Acho que é um momento incrível de pensar o que o design pode fazer”, concluiu.

Este ano, o evento recebe Roxana Martinez, Eliane Ramos, Xênia França, Jan Rothuizen, Erik Kessels, Rico Dalasam, Aline Cavalcante, Sally Raby Kane, Jan Knikker, Sam Bompas, Fred Gelli, Rodrigo OliveiraRogier Klomp, Karko Brajovic, Bebel Abreu, André Naddeo, Vanessa Queiroz e o anfitrião Richard Van Der Laken – profissionais de todos os ramos do design.

Segundo Van Der Laken, o objetivo é usar o design para melhorar o mundo e o novo desafio da What Design Can Do é este: “Estamos em busca de novas ideias para um mundo melhor”, explicou o designer.