Arq.Futuro organiza mostra de cinema sobre arquitetura

A plataforma Arq.Futuro selecionou 20 filmes sobre arquitetura e urbanismo para mostra de cinema no Rio e em São Paulo

A sétima arte se une à arquitetura para discutir a cidade do futuro em mostra de cinema em São Paulo e no Rio de Janeiro. A partir desta quinta-feira (29) até o dia 5 de outubro, a Mostra Arq.Futuro – A Cidade e o Cinema traz sessões especiais de documentários sobre arquitetura no Espaço Itaú de Cinema da Av. Augusta, na capital paulista, e no Espaço Itaú de Botafogo, no Rio.

Arq.Futuro é uma plataforma de discussão sobre o futuro das cidades, fundada em 2011, que une profissionais da área para discutir temas como falta d´água, mobilidade, design urbano, moradia, espaço público e gestão urbana, com o objetivo de contribuir para a melhoria do ambiente construído e da qualidade de vida nas cidades do Brasil.

A mostra reúne 20 títulos, alguns inéditos no Brasil, sobre urbanismo e design, sendo 15 documentários e cinco ficções. Quem não estiver em São Paulo ou no Rio nessas datas, o Blog AZ traz a lista dos filmes e títulos para que os amantes do cinema e da arquitetura possam assistir em casa. A entrada é franca.


Arab Women in Architecture (Omrania and Associates, Jordânia, 2013, 56 minutos, documentário)

O documentário  foi produzido como parte das atividades do sexto ciclo, em 2013, do Omrania | CSBE Student Award for Excellence in Architectural Design por Abdallah Saada e Jude Kawwa, o filme traz entrevistas com 19 arquitetas árabes do Egito, Iraque, Jordânia, Palestina e Líbano e Arábia Saudita, destacando suas experiências, desafios e conquistas.

Bernardes (Gustavo Gama Rodrigues/Paulo de Barros, Brasil, 2014, 91 minutos, documentário)
O documentário de longa-metragem é uma viagem no tempo realizada por Thiago Bernardes, que revisita os principais feitos e reviravoltas da polêmica vida profissional e familiar do avô, o arquiteto Sergio Bernardes. O filme conta com vasto material iconográfico e de arquivo audiovisual e o suporte irrestrito do Projeto Memória.

Casanova (Federico Fellini, EUA/Itália, 1976, 153 minutos, ficção)
No século 18, o libertino bibliotecário Giacomo Casanova é um grande colecionador de boas histórias. Visitante frequente da nobreza, ele viajou para todas as capitais europeias e conheceu as mais diversas culturas, além de manter alguns relacionamentos amorosos. Uma visão extremamente felliniana das memórias do lendário sedutor Giacomo Casanova: as suas proezas sexuais e o seu declínio, em meio a cenários bizarros e decadentes.

Cidade Oculta (Chico Botelho, Brasil, 1986, 75 minutos, ficção)
O filme é uma aventura violentamente urbana, passada na noite paulistana e que conta a história do marginal Anjo, que vive com Shirley Sombra, estrela de boates decadentes, e com o velho companheiro Japa. Anjo tem como arqui-inimigo um policial corrupto, conhecido como Ratão. Por meio desses personagens, o filme se apresenta como uma síntese de variados gêneros cinematográficos, usando a arquitetura futurista de São Paulo como cenário natural da trama.

Crônica da Demolição (Eduardo Ades, Brasil, 2011, 90 minutos, documentário)
Crônica da Demolição trata da história do Palácio Monroe, antiga sede do Senado Federal, no centro do Rio de Janeiro. Nos anos 1970, o prédio foi demolido, deixando para trás uma praça vazia com um chafariz seco e um estacionamento subterrâneo. Uma história de sabres e leões, militares e arquitetos, passado e futuro. Foram entrevistados arquitetos, urbanistas e políticos a fim de promover uma reflexão sobre intervenções urbanísticas e a especulação imobiliária no Rio nas décadas de 1960 e 1970.

Detropia (Heidi Ewing/Rachel Grady, EUA, 2012, 88 minutos, documentário)

Dirigido e produzido por Heidi Ewing e Rachel Grady, o filme mostra o cenário de destruição da cidade de Detroit, símbolo do colapso da base industrial alicerçada nas minas de carvão nos Estados Unidos. O documentário retrata a resistência dos moradores locais diante do declínio financeiro da cidade que perdeu 25% de sua população e 50% de seus empregos no setor industrial.

En el Hoyo (Juan Carlos Rulfo, México, 2006, 84 minutos, documentário)
Uma lenda mexicana conta que o diabo pede almas para que as pontes, ao serem construídas, não caiam. Este documentário segue a história de alguns operários que trabalham na construção do segundo piso da Puente Periférico, na cidade do México. O que se mostra, na realidade, um pretexto para apresentar ao espectador a vida cotidiana, os sonhos e a dignidade destes trabalhadores.

Gehry’s Vertigo (Ila Bêka & Louise Lemoine, França, 2013, 48 minutos, documentário)
O documentário oferece ao espectador uma vertiginosa e rara viagem às coberturas do Museu Guggenheim de Bilbao, Espanha. Através do retrato da equipe de escalada encarregada de limpar as vidraças, suas técnicas e dificuldades, o filme observa a complexidade e virtuosismo da arquitetura de Frank Gehry.

O Homem ao Lado (Gastón Duprat, Mariano Cohn, Argentina, 2011, 110 minutos, ficção)
Leonardo é um designer industrial que vive com a esposa Anne, a filha Lola e a empregada Elba. Eles moram na única casa feita na América pelo famoso arquiteto Le Corbusier, localizada na cidade de La Plata. Eles levam uma vida tranquila até o início das obras em uma casa adjacente, onde o vizinho resolveu fazer ilegalmente uma janela que dava para sua casa.

Kochuu (Jesper Wachtmeister, Suécia, 2003, 52 minutos, documentário)
O filme foca a moderna arquitetura japonesa, suas raízes na tradição japonesa e seu impacto na maneira nórdica em construir. A partir de entrevistas com arquitetos como Tadao Ando, Kisho Kurokawa, Toyo Ito e Kazuo Shinohara, o documentário mostra como arquitetos japoneses contemporâneos se esforçam para unir o universo do homem moderno com filosofias antigas em construções impressionantes.

Los Angeles Plays Itself (Thom Andersen, EUA, 2003, 170 minutos, documentário)
Os excluídos de Hollywood persistem como tema diagonal do diretor Thom Andersen, que investiga a construção mitológica do cinema hollywoodiano sobre a cidade de Los Angeles. O mito e a cidade são contrapostos por cenas de filmes hollywoodianos e imagens filmadas ilustram o impacto da indústria cinematográfica e seu desprezo sobre a cidade que a abriga.

Microtopia (Jesper Wachtmeister, Suécia, 2013, 55 minutos, documentário)
O filme mostra como arquitetos, artistas e solucionadores de problemas comuns estão forçando os limites para encontrar respostas para os seus sonhos de portabilidade, flexibilidade – e de criar independência do “formato padrão”. Nômades modernos, moradores de rua, pessoas sem abrigo, pessoas estressadas, ou necessitadas de privacidade ou reclusão. Ouvimos sobre as razões pessoais por trás das habitações, e vemos como elas realmente funcionam. Na calçada, nas lajes, em áreas industriais e na natureza veremos como estas residências se tornam a concretização do sonho de seus criadores.

My Playground (Kaspar Astrup Schröder, Dinamarca, 2009, 50 minutos, documentário)
My Playground, documentário do diretor dinamarquês Kaspar Astrup Schröder, traz um retrato dinâmico sobre o movimento nas cidades. Com participação do premiado arquiteto Bjarke Ingels, urbanistas e políticos, o filme mostra como práticas como o parkour e o freerunning estão mudando as percepções do espaço urbano. O doc acompanha a equipe JyiO e outros praticantes enquanto exploram a cidade e se deparam com seus obstáculos.

Playtime (Jacques Tati, França, 1967, 125 minutos, ficção)
Na era das Economic Air Lines, turistas americanos efetuam uma viagem organizada. O programa é composto pela visita de uma capital por dia. Quando chegam a Paris, notam que o aeroporto é exatamente igual àquele de onde partiram de Roma, que as ruas são como as de Hamburgo e que os postes de luz de rua estranhamente lembram os de Nova York. Pouco a pouco encontram franceses, entre os quais, o Sr. Hulot, que embarca em uma extraordinária sátira à tecnologia industrial e à vida numa grande cidade, Paris.

The Architect (Jonathan Parker, EUA, 2016, 95 minutos, ficção)
Um casal se propõe construir sua casa dos sonhos e contrata os serviços de um arquiteto modernista intransigente que começa a construir a “sua” casa dos sonhos, no lugar da deles.

The Competition (Angel Borrego Cubero, Espanha, 2014, 99 minutos, documentário)
Angel Borrego Cubero é arquiteto, PhD pela Universidade Politécnica de Madrid e mestre pela Princenton University. Depois de ganhar o primeiro prêmio num concurso internacional de projetos de arquitetura, o arquiteto decidiu produzir um documentário sobre esses processos. Por quatro anos, Borrego pesquisou, documentou e editou a história de uma competição, envolvendo gigantes do design como Jean Nouvel e Frank Gehry: o concurso para o projeto do novo Museu Nacional de Arte de Andorra. O resultado está no documentário.

The Human Scale (Andreas Dalsgaard, Dinamarca, 2012, 77 minutos, documentário)

Dirigido por Andreas Dalsgaard, o documentário reúne depoimentos de pensadores, arquitetos e urbanistas sobre a vida moderna, questionando o que acontece quando o planejamento urbano coloca as pessoas no centro das discussões e à frente de outros interesses. Conterrâneo de Dalsgaard, o arquiteto Jan Gehl estudou durante 40 anos como redesenhar a cidade de Copenhagen, capital da Dinamarca. Nessa empreitada, ele se deparou com questões essenciais para compreender o que faz uma cidade: como as pessoas caminham, observam e interagem?

Unfinished Spaces (Benjamin Murray/Alysa Nahmias, EUA, 2011, 86 minutos, documentário)

Em 1961, três jovens e visionários arquitetos foram indicados por Fidel Castro e Che Guevara para criar as Escolas Nacionais de Arte (Escuelas Nacionales de Arte) no terreno de um antigo campo de golfe em Havana. A construção de seu projeto radical começou imediatamente e as primeiras aulas aconteceram antes mesmo do final da obra. Dançarinos, músicos e artistas de todo o país ficavam encantados com a beleza das escolas, mas com o sonho da Revolução rapidamente se tornando realidade, a construção foi interrompida abruptamente e os arquitetos e seus projetos, considerados irrelevantes para o clima político. 40 anos depois as escolas estão em uso, mas permanecem inacabadas e decadentes. Castro convidou os arquitetos, exilados, para retornarem e terminarem seu sonho não realizado.

Urbanized (Gary Hustwit, EUA, 2011, 85 minutos, documentário)
Dirigido por Gary Hustwit, Urbanized discute a concepção das cidades, com entrevistas com alguns dos mais importantes arquitetos, urbanistas, construtores, políticos e pensadores atuais –entre eles, Alejandro Aravena, Joshua David, Norman Foster e Rem Koolhaas. Atualmente, mais de 50% da população mundial vive em áreas urbanas. Até 2050, serão 75%. No entanto, enquanto algumas cidades estão experimentando um crescimento explosivo, outras estão encolhendo. Os desafios enfrentados no contexto urbano se tornaram preocupações universais.

Vilanova Artigas: o Arquiteto e a Luz (Laura Artigas/Pedro Gorski, Brasil, 2015, 93 minutos, documentário)

O documentário remonta a trajetória do icônico arquiteto brasileiro João Batista Vilanova Artigas. Por meio das lembranças de familiares, amigos, alunos, imagens de arquivo e visitas a seis de suas principais obras, a história de vida de Artigas é contada.

Começa sexta edição da ArtRio

Com 73 galerias, 19 estreantes, ArtRio abre as portas nesta quarta-feira (28) no Pier Mauá

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Em sua sexta edição, a Feira Internacional de Arte do Rio de Janeiro se consolida no calendário internacional é já é reconhecida como um dos principais eventos de arte da América Latina. A ArtRio reúne o trabalho de 73 galerias de arte moderna e contemporânea no armazéns do Píer Mauá entre os dias 29 de setembro e 02 de outubro de 2016 – muito embora esta quarta-feira (28) marque a estreia do evento para convidados.

Este ano, a ArtRio abre as portas mais tímida, atingida pela crise econômica que acertou com mais força o mercado da arte, teve que reduzir o número de galerias. A diretora do evento, Branda Valansi, diz que o mercado da arte no Brasil vem sentindo uma queda nas vendas. “Não vou sair pelo mundo chamando as galerias estrangeiras dizendo que tudo aqui vai ser um máximo”, confessou.

Este ano o foco da feira é nos colecionadores e curadores. “Nosso foco esse ano está nos colecionadores e curadores brasileiros e internacionais, que virão ao evento a convite da ArtRio”, explicou a diretora. Em 2016, a ArtRio terá a participação de 19 novas galerias, sendo 11 brasileiras e as demais vindo de Argentina, Alemanha e Estados Unidos.
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Entre os focos das ações e projetos da plataforma ArtRio estão estimular o crescimento de um novo público oferecendo acesso à cultura, incentivar a criação de novas coleções; e auxiliar no resgate da memória da arte com base na valorização dos artistas, galeristas e curadores brasileiros. “A arte brasileira, nos últimos anos, teve forte projeção no mercado internacional”, contou Branda Valansi.

Uma importante meta da ArtRio é a difusão da prática da doação de obras para museus e coleções públicas no Brasil. Dessa forma, estaremos enriquecendo os acervos e possibilitando o acesso e conhecimento. Nas últimas edições da ArtRio foi feita parceria com o Museu de Arte do Rio – MAR, estimulando os visitantes do evento a doarem obras expostas – previamente selecionadas e identificadas nas galerias pelos diretores da instituição. Em 2015, o Museu recebeu mais de 40 doações adquiridas na feira.

“Um dos mais importantes objetivos da ArtRio é reforçar o Brasil no mercado de arte mundial. Esse é um trabalho de dois sentidos: dar visibilidade global para a arte brasileiras e nossos artistas, assim como trazer para o país importantes nomes e trabalhos internacionais”, disse Luiz Calainho, sócio da ArtRio.

Desde sua primeira edição, a ArtRio possibilitou o encontro de nomes já consagrados e importantes na história da arte moderna e contemporânea com a valorização e exposição de novos nomes que vem oxigenar o mercado. “Queremos que a ArtRio participe de todos os ciclos e momento da Arte no país, e dessa forma temos nossos patrocinadores e apoiadores também neste trabalho de incentivar, crescer, valorizar e renovar todas as esferas da Arte.” reforça.
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Fotos: ArtRio 2015 / Divulgação

Corpo de Baile do design

Léo Romano leva sua nova coleção para seu espaço na edição comemorativa da Casa Cor Brasília 2016

Galeria Léo Romano (Foto: Joemar Bragança)

Galeria Léo Romano

“O que faz referência aos sonhos e fantasias” este é o conceito da palavra que inspirou Leo Romano em seu terceiro projeto de Casa Cor em 2016. A Casa Cor Brasília, inaugurada na semana passada, marca a terceira participação do arquiteto goiano na edição comemorativa do evento nacional, onde Léo cria uma atmosfera onírica inspirada em sua nova linha de móveis.

O arquiteto fez o espaço Braille, em São Paulo, e a Santa Casa Léo, em Goiânia. Na capital federal, abriu as portas da poética Galeria Léo. Como bem sabemos, o designer é um verdadeiro artista, por isso explora sempre seu lado mais poético quando participa de mostras e exposições. “A Casa Cor é um momento que podemos criar aquilo que muitas vezes não cabe nos projetos residenciais e comerciais”, contou Léo certa vez ao Blog AZ. Por isso ele gosta da experimentação.
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Nesta linha, suas criações exploram os sentidos. Este ano não poderia ser diferente. A Galeria Léo apostou na construção de um espaço sensorial capaz de despertar sensações. O balé foi seu ponto de partida. Inspirado em um grande corpo de baile, Léo transformou o clássico Lago dos Cisnes em mesas, espelhos, aparadores e objetos de decoração. A partir deles, desenhou o conceito do concerto que seria seu ambiente em Brasília.

O arquiteto desafia a percepção e cria um espaço suspenso no tempo e no ar, com porcelanas desenhadas à mão expostas de maneira inovadora em uma cena onírica. O ambiente ocupa um espaço de 108m², um dos 40 ambientes que formam a mostra do planalto central este ano.
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Fotos: Joemar Bragança / Divulgação

Casa Cor Brasília abre as portas em clima de festa

Casa Cor Brasília começou ontem a edição de 2016 e celebra seus 25 anos

Galeria Léo Romano (Foto: Joemar Bragança)

Galeria Léo Romano (Foto: Joemar Bragança)

A Casa Cor Brasília acontece de 22 de setembro a 9 de novembro e abriu suas portas na última quinta em clima de festa. É que junto com a comemoração nacional de 30 anos de mostra, a Casa Cor da Capital Federal celebra 25 edições em um antigo centro médico, localizado na QI 9 do Lago Sul.

O mesmo local que abrigou a exposição no ano passado, volta a ser palco desta edição cuja atmosfera é Celebração.  A maior mostra de arquitetura, decoração e paisagismo das Américas contará com 49 dias de evento e reunirá em uma área construída de cerca de 5 mil m², 40 ambientes distribuídos em dois pavimentos que criam experiências inspiradoras, emocionantes e que transformam a casa como um verdadeiro espaço para celebrar a vida e do morar brasileiro.

Assinados por cerca de 70 profissionais renomados e jovens talentos, os espaços da mostra apresentam as últimas novidades em móveis, objetos, revestimentos, cores e texturas, tendências do segmento de arquitetura, decoração, design e paisagismo, servindo ainda como importante plataforma para lançamento de produtos.

Organizada pelas empresárias Moema Leão, Eliane Martins e Sheila Podestá, estas últimas que também estão à frente da Casa Cor Goiás, a mostra 2016 promete surpreender o público. A exposição oferece um roteiro cultural completo, com atrações durante todo o período de exposição, como palestras, desfiles, shows, aulas de gastronomia entre outros eventos.

Serviço

Casa Cor Brasília
Quando: de 22 de setembro a 9 de novembro
de terça a sexta, das 15h às 22h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 22h
Onde: Comercial da QI 9 do Lago Sul, lote D
Informações: (61) 3248.4638/3248.6902

Fonte: Assessoria Casa Cor Brasília

Bienal de Berlim provoca o público e divide a crítica

Em sua ultima semana de mostra, a Bienal de Berlim veio para discutir o presente e provocar sentimentos no público

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Como o assunto da última semana foi bienal, não poderíamos deixar de falar de mais uma: a Bienal de Berlim, que encerra suas atividades no próximo domingo (18). Assim como a Bienal de Londres, que trata do futuro e da utopia, o tema desse ano proposto pela exposição alemã é a reflexão acerca dos paradoxos contemporâneos.

A aliança da arte com o produto foi um dos pontos da mostra que puxou o coro da crítica. Em 2016, a 9ª edição da Bienal de Berlim convidou para a curadoria da mostra não um artista, mas sim um coletivo fashionistas de Nova York que trabalha na DIS, revista de arte e comportamento, formado por Laura Boyle, Solomon Chase, Marco Roso e David Toro.

A ideia do grupo de curadores foi colocar em pauta a discussão e o questionamento sobre o presente desconhecido e imprevisível da sociedade. Para isso, intitularam a mostra de The Present in Drag (O presente travestido). Em meio às amarras de um mundo tecnológico que borbulha transformações, a curadoria se baseou nas discussões trazidas pelos palestrantes do TED.

Em entrevistas no início da exposição, explicaram que as obras têm por objetivo mexer com os visitantes e deixa-los angustiados, no lugar de falar sobre angustia e deixa-los ansiosos, no lugar de falar sobre ansiedade. “A 9ª Bienal de Berlim materializa os paradoxos que formam o mundo em 2016: o virtual como real, nações como marcas, pessoas como dados, cultura como capital, e por aí em diante”.

Foi com esse proposito que 120 artistas criaram instalações espalhadas por toda a capital alemã, com obras que transformaram países em grandes empresas e spans (propagandas em emails) em cartas íntimas. Até equipamentos de ginastica foram instalados no pavilhão para que os artistas conduzam aulas de exercícios físicos aos visitantes. O objetivo de cada obra e instalação é provocar algum sentimento em que vê: repulsa, estranhamento, angustia ou ansiedade. É um mundo novo que a arte tenta explicar.
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Paulo Mendes da Rocha vence prêmio Imperial do Japão

28ª edição do Praemium Imperiale premia o brasileiro Paulo Mendes da Rocha na categoria melhor arquiteto

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Em maio deste ano noticiamos que o arquiteto Paulo Mendes da Rocha foi anunciado ganhador do Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza pelo conjunto de sua obra. Menos de seis meses depois, voltamos a noticiar outro prêmio recebido pelo brasileiro. É que nesta terça-feira (13), Paulo Mendes venceu, na categoria arquitetura, o 28º Prêmio Imperial do Japão, considerado o Nobel das artes.

O prêmio foi criado em 1989 pela família imperial japonesa e é entregue anualmente pela Associação de Arte do Japão, que este ano está com cerimônia de entrega marcada para 18 de outubro, em Tóquio. O Prêmio Imperial é uma das mais prestigiosas condecorações da arte e foi entregue a cerca de 140 artistas do mundo inteiro, entre eles o cineasta Martin Scorsese e o arquiteto Oscar Niemeyer.

Paulo nasceu em 1928 em Vitória (ES), mas se juntou ao movimento chamado “escola paulista” nos anos 60 e 70 que defendia uma arquitetura “crua, limpa, clara e socialmente responsável”. Dai vem a tendência do arquiteto em dispensar de seus projetos tudo aquilo que não seja honestamente necessário. Aos 87 anos, Paulo Mendes é um dos arquitetos urbanistas brasileiros mais reconhecidos do mundo e por mais esse prêmio, será agraciado com a quantia de 15 milhões de ienes (US$ 146 mil).

O que o design pode fazer pelo mundo?

Com essa temática, a primeira edição da Bienal de Design de Londres abre suas portas com a participação de mais de 30 países

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Como será o futuro daqui a 500 anos? E como seria um futuro ideal? Há 500 anos o autor Tomas Morus criou Utopia, a sociedade ideal em seu livro homônimo. Utopia, que significa o “não lugar”, é o livro onde o personagem, alter-ego de Morus, descreve duas realidades opostas, uma era a Inglaterra em que vivia e a outra, a Inglaterra que queria viver – um lugar de paz e tolerância.

Para comemorar os 500 anos dessa obra, Christopher Turner dirigiu a primeira Bienal de Design para mostrar qual o papel do design na construção de um futuro melhor, ainda que a utopia seja inatingível. A exposição abriu suas portas para o público no mesmo dia que a Bienal de São Paulo, 7 de setembro, e segue até o dia 27.
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A mostra reúne projetos de 37 países, que pretendem provocar o debate acerca de temas como o futuro, as mazelas, a poluição, a escassez de água e a migração populacional. Albânia, Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Bahrein, Bélgica, Chile, Croácia, Estados Unidos, França, Grécia, Holanda, Índia, Indonésia, Israel, Itália, Japão, Coréia do Sul, Líbano, México, Nigéria, Noruega, Paquiistão, Palestina, Polônia, Portugal, Rússia, África do Sul, Suécia, Suíça, Tunísia, Turquia e Reino Unido são alguns dos países que se unem para falar do presente e repensar o futuro.

A organização acredita que a Utopia by Design, nome da mostra 2016, marca o início de um evento que entrará para o calendário cultural mundial. O potencial das cidades modelo (projeto do México) ou cidades flutuantes como resposta para os problemas de inundação (projeto da Nigéria) são exemplos do que está em cartaz no histórico Somerset House.

A África do Sul cria um cenário (utópico) de fraternidade entre os homens e os animais, enquanto a Grécia retrata os atuais movimentos populacionais. Israel apresenta projeto onde ajuda de primeiros socorros podem ser lançados de paraquedas sobre zonas de desastres e guerra.

Assim como no libro de Tomas Morus, o presente indesejado é mostrado ao lado de um futuro ideal. Enquanto alguns países pensaram no futuro, outros tentam salvar o presente com seus projetos e ideias.

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Bienal de São Paulo abre as portas para sua 32ª edição

Com o nome “Incerteza viva”, a Bienal reúne 81 artistas de 33 países para refletir e expos a arte contemporânea

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As atuais condições da vida e as estratégias oferecidas pela arte são os temas sobre os quais a 32ª edição da Bienal de São Paulo se propõe a refletir em 2016. Aberta para o público na tarde de ontem (7), a exposição segue até o dia 11 de dezembro no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque do Ibirapuera, sob o título “Incerteza viva”.

Este ano, a mostra de arte reúne 81 artistas e coletivos com a participação de 33 países. O curador da exposição em 2016 é o alemão Jochen Volz, que decidiu não dividir a mostra em seções e propões um diálogo entre os artistas sobre os temas lançados para debate como ecologia, cosmologia de inícios e fins, extinção, saberes coletivos, mitos evolutivos e práticas vivas.

Segundo a organização da Bienal, serão enfatizados trabalhos novos e vários projetos produzidos durante a mostra, alguns deles coletivamente. “Desenhos para uma sociedade diferente e formas alternativas de estar no mundo irão emergir em trabalhos usando mídias diversas”, explicaram no site da exposição.

O nome “Incerteza viva” foi escolhido como uma proposta para que os artistas passassem a observar as noções de incerteza e as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para abarcá-la ou habitá-la em seus projetos. “Discutir a incerteza também inclui processos de desaprendizado e exige um entendimento da natureza ilimitada do conhecimento”, explicou a organização.

32ª Bienal de São Paulo – Incerteza viva 
7 de setembro a 11 de dezembro de 2016
Curador: Jochen Volz
Cocuradores: Gabi Ngcobo, Júlia Rebouças, Lars Bang Larsen e Sofía Olascoaga

 

 

Pedro Lazaro organiza exposição “SER” Moderno

O Museu de arte da Pampulha recebe exposição “SER” Moderno de curadoria de Pedro Lazaro e peças da Etel Interiores

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Arquitetura Arte e Design estão no centro da arte em Belo Horizonte este mês. É que o arquiteto Pedro Lazaro é o curador responsável pela exposição “Ser Moderno”, que acontece no Museu De Arte da Pampulha a partir do próximo domingo (28).

A exposição faz parte da Casa Cor Minas 2016, que este ano fugiu da programação tradicional e chega ao emblemático edifício criado originalmente para ser um cassino e se tornou nossa grande referencia artística nos últimos 60 anos.

Com uma nova proposta expositiva, a proposta curatorial busca um diálogo entre arquitetura, arte e design a partir dos ideais modernistas desde suas origens até seus desdobramentos contemporâneos.

A mostra conta com a parceria da Etel Interiores e apresenta peças icônicas do design nacional, com destaque para as poltronas Adriana, mesa Chanceler e Sofa 801 de Zalszupin e da Poltrona Sao Conrado de Claudia Moreira Salles.

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Informações: Pedro Lazaro

 

Morar Mais abre as portas para mostra 2016

Morar Mais expõe 26 ambientes de design e sustentabilidade entre os dias 18 de agosto e 25 de setembro

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Já pensou em Morar Mais por menos? Ligia, Sabrina e Sandro Schuback sim. Em 2004 os empresários perceberam uma carência de exposições que trouxessem, além de bom design, uma alternativa para quem vai decorar a primeira casa e não pode gastar valores exorbitantes. Em sua 9ª edição, a Morar Mais Goiânia abre as portas para o público a partir de hoje (18) em um edifício residencial localizado no Jardim América.

Sustentablidade e brasilidade são as palavras que inspiraram os profissionais para desenvolverem seus projetos. Reaproveitamento de matérias primas, ideias descoladas e muita cor são algumas das características dos ambientes da mostra 2016.

Com a curadoria de Sorais Prates, a Morar Mais este ano foi projetada por 45 profissionais entre arquitetos, designer de interiores e paisagistas que criaram 26 ambientes que pretendem mostrar ao público que é possível criar espaços de design com sustentabilidade e orçamentos possíveis.
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Serviço
Morar Mais
Onde: Palco Vaca Brava (Rua C-237 QD. 553 Jardim América)
Quando: 18 de agosto a 25 de setembro – de terça a sexta-feira, das 15h às 22h;
Sábado e Domingo das 14h às 22h
Quanto: Inteira R$ 40,00 | Meia R$ 20,00
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