38 projetos brasileiros são premiados na If Design Award 2016

Arthur Casas, Decameron e outros 36 projetos brasileiros são premiados no If Design Award, um dos mais relevantes prêmios do design mundial

Pavilão Brasil - EXPO Milão

Pavilão Brasil – EXPO Milão

O If Design Award é uma premiação que une o design com a indústria e todo ano escolhe os melhores projetos de design inscritos para o evento. Os ganhadores têm suas obras expostas em Hamburgo, na Alemanha, e os projetos premiados passam a fazer parte da exposição online do If World Design Guide.

A If Design Award premia os melhores projetos em cinco categorias distintas: Produto, Embalagem, Comunicação, Arquitetura e Interiores e Design de Serviço. Em 2016 o Brasil apareceu em quatro delas, tendo nove nomes só na lista dos premiados na categoria Arquitetura e Interiores – entre eles o de Arthur Casas.

O prêmio de Arthur Casas não é nenhuma surpresa já que o projeto foi vencedor também do World Architecture Festival (WAF) em 2015.O projeto ganhador do If Design Award foi desenvolvido pelo estúdio de Arthur Casas na Itália para representar o pavilhão do Brasil na Expo Milão 2015.

Premiação merecida. O espaço cumpriu sua função e conseguiu transmitir aos visitantes os valores da arquitetura brasileira e promover a interação de uma praça com muita madeira e verde.

Outro nome na lista dos vencedores a chamar atenção foi o da Decameron. A marca brasileira venceu a categoria produto com o Sofá Highback Link. O sofá faz parte de uma família de móveis criada por Marcus Ferreira em um estilo clássico, atemporal e elegante.

O júri internacional foi formado por 58 profissionais do design que se reuniram entre os meses 19 e 21 de janeiro de 2016 na Alemanha para avaliar os projetos inscritos. A lista dos ganhadores foi divulgada na última semana de janeiro, mas a cerimônia de premiação oficial ocorrerá apenas no dia 26 de fevereiro no museu da BMW em Munique, Alemanha.

 

Decameron

Decameron

MAC Goiás expõe obras de Volpi e Tarsila do Amaral

O Museu de Arte Contemporânea de Goiás expõe obras de grandes artistas goianos e nacionais

Procissão de Frei Nazareno Confaloni

Procissão de Frei Nazareno Confaloni

Goiânia tem aberto cada dia mais espaço em seu cenário cultural para as diversas manifestações artísticas e hoje em dia não precisamos ir para Brasília ou São Paulo para visitar um boa exposição de arte. Este mês o Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC), no Centro Cultural Oscar Niemeyer, abriu suas portas com duas exposições simultâneas tendo como protagonistas grandes artistas locais e nacionais.

Até o dia 24 de abril a galeria Galeria D.J. Oliveira do museu recebe a exposição Cenas da arte brasileira nas coleções MAC com obras de artistas nacionais que se destacaram na gravura e no desenho, como Alfredo Volpi, João Câmara e Tarsila do Amaral.

Na Galeria Cleber Gouvêa, a exposição Experiências, memórias e identidades – artistas goianos no acervo MAC Goiás apresenta parte coleção de arte goiana do museu, com obras de 1967 a 2015 realizadas por 24 artistas do estado como D. J. Oliveira, Octo Marques, Valdelino Lourenço e Juliano Moraes.

A mostra conta com a curadoria de Gilmar Camilo e fica aberta ao público de terça a sexta-feira, das 10 às 18 horas, e aos sábados e domingos das 12 às 19 horas. A entrada é franca.

Serviço
Cenas da arte brasileira nas coleções MAC | Experiências, memórias e identidades
Quando: até 24 de abril de 2016
de terça a sexta-feira, das 10 às 18h. Sábado e domingo, das 12 às 19h.
Onde: Museu de Arte Contemporânea de Goiás – Centro Cultural Oscar Niemeyer

São Paulo 462 anos

A capital paulista completa mais um ano de idade e fotógrafos da Folha se reúnem para homenagear a maios cidade do país

Nove de Julho e Viaduto do Cha - Eduardo Anizelli/Folhapress

Nove de Julho e Viaduto do Cha – Eduardo Anizelli/Folhapress

A cidade de São Paulo soprou neste dia 25 de janeiro mais uma velinha e comemora suas 462 primaveras. Mesmo com todos esses anos de história, a capital paulista não herda o título de cidade mais antiga do país, porém seus mais de 11 milhões de habitantes a titularizaram como a maior cidade do Brasil e a sétima maior do mundo.

Grande metrópole, a cidade é conhecida em todo mundo. Reduto da cultura, da arte e da diversidade, tudo pode ser encontrado em São Paulo. Quem por lá vive não mantém o olhar atento para realmente ver tudo o que São Paulo pode oferecer, desde a beleza de sua arquitetura antiga até a repugnância de seus edifícios esquecidos e tomados pela força devastadora do tempo.

Pensando nisto, e em homenagear uma das principais cidades do mundo, a equipe de arte da Folha de S. Paulo preparou a série de fotografias Olhares de SP. A série reuniu 18 fotógrafos e divulgou entre os dias 19 e 21 de janeiro 18 ensaios que mostram a cidade em quadros a partir do olhar dos artistas.

Cada fotógrafo escolheu um tema e saiu às ruas da capital para capturar imagens que resumissem a cidade. Na série Enquanto Você Dorme, o fotógrafo Eduardo Anizelli decidiu olhar como São Paulo acontece de madrugada. A câmera clicou uma cidade deserta.

Os túneis da capital, que não são poucos, foi o tema escolhido por Marcelo Justo no ensaio Debaixo. Como os grafites têm invadido com mais força as paredes públicas de São Paulo, os desenhos dos artistas urbanos foi o pano de fundo para o ensaio Grafites SP, de Eduardo Knap. Os temas e os resultados podem ser conferidos na íntegra no site da Folha de S. Paulo. Uma bela homenagem à terra da garoa.

Túnel presidente Jânio Quadros - Marcelo Justo/Folhapress

Túnel presidente Jânio Quadros – Marcelo Justo/Folhapress

Artistas Cris e Rodrigo na Clímaco Barbosa - Eduardo Knap/Folhapress

Artistas Cris e Rodrigo na Clímaco Barbosa – Eduardo Knap/Folhapress

Museu Whitney de Arte Americana

Em 2015 o Museu Whitney abriu suas portas em novo bairro com edifício projetado pelo arquiteto italiano Renzo Piano

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A badalada cidade que nunca dorme abriga diversos museus e o mais comentado deles nos últimos meses é o Museu Whitney. É que a cidade de Nova York encontrou um novo canto para que o museu pudesse se estabelecer e o projeto arquitetônico, cheio de curvas e linhas tortuosas, assinado pelo italiano Renzo Piano no bairro Meatpacking District é a nova sede do museu.

Para quem ainda não associou o nome à obra, Renzo Piano é o mesmo arquiteto que projetou o Centro Georges Pompidou, em Paris. No mês de maio do ano passado, Piano inaugurou também a nova sede do Museu Whitney com nove andares, sendo oito deles dedicados exclusivamente à arte americana contemporânea.
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O mais interessante do projeto é que – além de estar localizado ao lado do Hudson River – sua enorme estrutura não é cortada por colunas e suas paredes, de madeira, se movem. Todo este espaço é dedicado à arte americana. O Museu veio ao mundo para mostrar os trabalhos dos artistas que interagem com a cultura do país.

São 22 mil peças, assinadas por mais de mais de 2.900 artistas, entre fotografias, instalações, filmes e obras de grandes nomes das artes plásticas como Edward Hopper, Jasper Johns Jackson Pollock e, claro, Andy Warhol. Quem estiver passeando por pela Big Apple, é um passeio que vale a pena.

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Inovação e preocupação social premiados no Pritzker 2016

A arquitetura social de Alejandro Aravena dá ao chileno o importante Prêmio Pritzker em 2016

Tom Pritzker, presidente da Fundação Hyatt, anunciou na quarta-feira (13) o chinelo Alejandro Aravena como o ganhador do Priztker 2016, que receberá formalmente a premiação em uma cerimônia no dia 4 de abril na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York.

Conhecido por seu inovador trabalho com projetos habitacionais e obras para a recuperação de cidades atingidas por desastres naturais, Aravena entende a arquitetura pelo todo. “Os verbos simples como dormir, estudar, encontrar, descansar fazem nossa vida e esses verbos acontecem em lugares. Eu acredito que a arquitetura apenas tenda entregar a melhor forma para que esses verbos possam acontecer”, explicou.

Alejandro Aravena nasceu em Santiago, capital chilena, e dirige o respeitado escritório Elemental S.A. Como destaques de sua atuação, estão as obras carregadas de preocupação social. Juntamente com a Elemental, Aravena conduziu seu mais notório trabalho: casas construídas para a população de baixa renda no norte do Chile.

O arquiteto entregou o projeto apenas com o esqueleto finalizado, para que cada morador desse ao imóvel sua própria identidade. Além das casas, Alejandro atuou em projetos de espaços públicos, infraestruturas e sistemas de transportes, bem como edifícios sustentáveis.

O prêmio foi criado por Jay e Cindy Pritzker em conjunto com a Fundação Hyatt em 1979 para homenagear e incentivar os grandes trabalhos dos arquitetos e acabou se tornando conhecido pelo seu apoio à educação, ciências e cultura. A escolha do Priztker é pautada nos princípios anunciados pelo arquiteto grego Marcos Vitrúvio Polião: solidez, beleza e funcionalidade.

Alejandro Aravena é o primeiro chileno e quarto sul americano a ganhar o Priztker. Os brasileiros Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha receberam a premiação em 1988, pela Catedral de Brasília, e 2006, pela Capela de São Pedro Apóstolo, respectivamente.

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Castelos esquecidos da Europa

O fotógrafo francês Thomas Jorion captura a beleza e a ruína dos palácios europeus esquecidos pelo tempo

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Em um país que possui na certidão de nascimento apenas 500 anos de idade, palácios e castelos não fazem parte da sua paisagem. Imaginar castelos abandonados seria quase uma heresia. O Velho Continente, por outro lado, é cheio deles. Estima-se que mais de 300 palacetes estão esquecidos nos pequenos vilarejos europeus e esses castelos se tornaram cenários para que o fotógrafo francês Thomas Jorion registre com sua câmera.

A redescoberta desses locais pelo fotógrafo não é ideia nova. Thomas já havia direcionado suas lentes para espaços abandonados em outros ensaios fotográficos. Sua especialidade é tirar fotos de ruínas urbanas e edifícios condenados e espaços que já não servem aos propósitos para os quais foram construídos.

Nesta nova empreitada, o parisiense decidiu trazer para o debate a relação do esplendor com o declínio. Sua fotografia explora o elo dos espaços construídos com as ruínas que nos incitam a repensar a relação da materialidade com o tempo. E tempo é a palavra chave do ensaio Paleis Oubliés (palácios esquecidos).

Em seu site, o fotógrafo define seu trabalho como a percepção que temos do tempo. “Eu viajo o mundo com uma ideia em mente que é encontrar ilhas atemporais dentro de lugares fechados e abandonados”, explicou.

Jorion voltou suas lentas para os palácios abandonados, e condenados pelo decurso do tempo, em cidades da Itália, Suíça e Alemanha. Ao capturar a beleza e sua paradoxal ruína, conseguiu unir em uma mesma imagem a crueldade da passagem dos anos com a exuberância eterna dos castelos europeus.

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Imagens: Thomas Jorion

Tomie Ohtake: abstração e arte

A força da arte de Tomie Ohtake move a agenda cultural de um dos principais centros de exposição, o Instituto Tomie Ohtake

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O Brasil não é o país que recebe o maior número de imigrantes – estes compõem somente 0,9% da população brasileira – mas já atraiu e acolheu grandes nomes da arte e da arquitetura como Lina Bo Bardi, Jorge Zalszupin e a artista plástica japonesa Tomie Ohtake.

Tomie Ohtake desembarcou no Brasil para visitar um irmão em 1936 e nunca mais foi embora. Se estabeleceu na capital paulista, casou-se e naturalizou-se brasileira em 1968. Foi na cidade de São Paulo que fez de seu nome uma das maiores representações da arte abstracionista e hoje a capital abriga um alto e belo edifício batizado em sua homenagem com objetivo de propagar a arte, arquitetura e design.

Falecida em 2015, Tomie Ohtake deixou como legado sua arte definida pelo abstracionismo com ampla produção de pinturas, gravuras, esculturas e obras públicas. O instituto que leva seu nome é uma atração arquitetônica a parte. Inaugurado em novembro de 2001 no Bairro de Pinheiros, em São Paulo, o edifício é um ponto de encontro cultural criado como um dos raros espaços especialmente projetado para realizar mostras nacionais e internacionais.

(Foto: Agência Brasil)

(Foto: Agência Brasil)

O Instituto Tomie Ohtake foi projetado com arquitetura marcante e não passa despercebido para aqueles que caminham na Avenida Brigadeiro Faria Lima. O prédio, construído em formas marcantes e volumes escultóricos, é composto de um centro de convenções, teatro e o espaço de exposição do instituto. Seu projeto, assinado por Ruy Ohtake, filho da artista homenageada, foi premiado na 9ª Bienal de Arquitetura de Buenos Aires, em 2001.

Ocupando dois pisos, o Instituto é distribuído em 7.500 m², com sete salas de exposição, um setor educativo com ateliês, salas para palestras e setor de documentação. O instituto dá enfoque para as obras dos últimos 60 anos do cenário artístico, já que toda sua força motriz foi a produção artística de Tomie Ohtake – quase que inteiramente produzida após a segunda metade do século 20. Atualmente, o Tomie Ohtake recebe a exposição Frida Kahlo — Conexões entre Mulheres Surrealistas no México.

Arquitetura do Amanhã

Foi inaugurado este mês o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, com projeto monumental assinado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava

Foto: Luis Marcelo Mendes /Facebook

Foto: Luis Marcelo Mendes /Facebook

Embora dezembro de 2015 fique marcado no calendário da história dos museus brasileiros como o mês que incendiou o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, não temos motivos apenas para chorar. Foi também em 2015 que ganhamos mais um importante representante da cultura, das artes e da tecnologia: o Museu do Amanhã.

O Amanhã chegou e todos aqueles prédios futuristas que desenhávamos em nossa imaginação ganhou forma em um terreno ao lado da Praça Mauá, zona portuária do Rio de Janeiro. O museu foi inaugurado no último dia em 17 (quinta-feira) na capital carioca e recebeu, somente no primeiro fim de semana, um público de mais de 25 mil pessoas.

E como o Amanhã já chegou, o museu foi pensado para que possamos refletir o hoje. “O Museu do Amanhã surgiu a partir de uma visão grandiosa, de uma visão de que seria possível criar um equipamento público e de educação fora daquela base curricular em um ambiente no qual as pessoas pudessem ter experiências culturais, sensoriais e artísticas únicas” explicou Luiz Alberto Oliveira, curador do museu.

A atração se define como um novo tipo de museu de ciências onde o visitante é convidado a examinar o passado, conhecer as transformações atuais e imaginar cenários possíveis para os próximos 50 anos por meio de ambientes audiovisuais imersivos, instalações interativas e jogos disponíveis ao público. “O museu é um ambiente em que uma experiência vívida, concreta, coletiva e pessoal pode ser realizada e só pode acontecer ali que é um mescla de uma arquitetura poderosa, com ideias profundas”, concluiu seu curador.

Foto: Cesar barreto / Facebook

Foto: Cesar barreto / Facebook

A arquitetura é um assunto a parte. O rito futurista não é apenas tema do museu, mas toda a sua estrutura física. O edifício é um verdadeiro monumento criado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava inspirado em elementos da fauna e da flora brasileira. Seus pontos de criação foram o Jardim Botânico, o parque Lage e o sítio Burle Marx.

Calatrava faz parte da linha de arquitetos que exploram a chamada arquitetura-espetáculo. O profissional possui em seu currículo mais de 100 projetos espalhados pelo mundo, mas não deixou de ver a importância do trabalho erguido em um prédio de 18 mil metros no Rio de Janeiro. “Foi uma honra projetar esse museu, porque não se trata apenas de erguer um prédio, e sim de criar um marco da revitalização de uma região importante da cidade”, contou Calatrava em entrevista no Brasil.

O Museu do Amanhã faz parte do conjunto de obras da prefeitura do Rio de Janeiro por meio da iniciativa do próprio município em parceria com a Fundação Roberto Marinho e o Banco Santander. O museu fica aberto de terça-feira a domingo, das 10h ás 18h. A entrada é de R$10,00 a inteira. Às terças-feiras a entrada é gratuita.

Foto: Divulgação / Facebook

Foto: Divulgação / Facebook

Foto: Divulgação / Facebook

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Museu da Língua Portuguesa pega fogo em São Paulo

Na tarde desta segunda-feira o Museu da Língua Portuguesa foi tomado por um incêndio destruindo um marco histórico e arquitetônico do país

museu

“Muito mais que aplicar as tecnologias ao espaço expositivo por puro deleite de modernidade, o Museu da Língua Portuguesa adota tal museografia a partir de um dado muito simples: seu acervo, nosso idioma, é um patrimônio imaterial”; é assim que o Museu da Língua portuguesa se apresenta e apresenta sua importância.

O Museu da Língua Portuguesa abriu suas portas oficialmente no dia 21 de março de 2006, mas hoje, dia 21 de dezembro de 2015, acabou sendo tomado por fogo. Um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio histórico da Estação da Luz e destruiu o acervo que homenageava nossa língua e origem cultural.

O museu estava fechado para o público nesta segunda-feira. Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio começou no primeiro andar do prédio e passou para os andares superiores. As chamas altas tomaram o prédio no fim desta tarde no que Isa Ferraz, curadora do museu, chamou de momento de tragédia.

O Museu estava instalado em um marco histórico e arquitetônico da cidade de São Paulo. O prédio da Estação da Luz, que já havia pegado fogo em meados do século passado, exibe a arquitetura inglesa do início do século XX.

O edifício passou por um apurado processo de restauração e adaptação para receber as instalações do Museu da Língua Portuguesa, que efetuou um importante trabalho em expor a cultura e identidade da língua, da cultura do Brasil e do idioma aqui falado. O Governo do Estado de São Paulo anunciou no início da noite que o museu será reconstruído.

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Fotos: Divulgação

Banksy desenha Steve Jobs em defesa dos refugiados sírios

O grafiteiro misterioso Banksy sai mais uma vez em defesa dos refugiados com sua arte de rua controversa

divulgação AFP
“A Apple é a companha mais rentável do mundo, paga mais de US$ 7 bilhões ao ano em impostos e só existe porque deixaram um jovem de Homs entrar”. É com essa frase que o controverso grafiteiro misterioso explica sua mais nova crítica social desenhada nos muros da cidade francesa de Calais.

A imagem do grafite desenhado por Banksy em Calais mostra Steve Jobs, fundador da Apple, segurando em uma mão os famosos computadores Macintosh e, na outra, um saco preto. O desenho faz alusão ao fato de que Steve Jobs imigrou da cidade de Homs, interior da Síria, para os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial. “Nós somos levados a acreditar que a imigração drena os recursos dos nossos países, mas Steve Jobs era filho de um imigrante sírio”.

Banksy é um dos desconhecidos mais famosos. O artista de rua inglês espalha seu grafite pelo mundo embora ainda nunca tenha aparecido oficialmente para o público. Sua arte, sempre contestadora, ajudou a mudar o olhar das pessoas sobre a arte de rua e suas obras são cotadas a preços altíssimos.

Ultimamente, a crise dos imigrantes sírios tem ganhado a atenção do artista. Em agosto um parque de diversões abandonado próximo à cidade de Bristol, interior da Inglaterra, virou palco para o mais horripilante parque distópico da história. Batizado de Dismaland, o parque dedicou um de seus brinquedos para, com o típico humor sombrio do artista, criticar a forma como a Europa e os Estados Unidos estavam lidando com a crise migratória do Oriente Médio.

O barco, carregado de corpos Sírios mortos, foi a forma encontrada pelo artista para chamar a atenção do público do parque para o delicado assunto. Com o fim da exposição, o artista abriu o espaço para receber os imigrantes da Inglaterra. Após os atentados ocorridos em Paris no mês de novembro, quando a França anunciou fechar suas portas para os imigrantes que escolhem o país para fugir da guerra na Síria, Banksy voltou a atacar com a sua tinta.

Em outro desenho também criado nas paredes da cidade francesa, Banksy fez uma releitura do famoso quadro de pintura a óleo desenhado em 1819 por Théodore Géricault “A Balsa da Medusa”. Na versão moderna do quadro exposto no Louvre, o grafiteiro desenha os imigrantes afundando nas águas do Mediterrâneo.

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Fotos: AFP/divulgação