Arthur Casas é premiado no World Architecture Festival 2015

A arquitetura brasileira foi destaque no primeiro dia do WAF com premiação do Pavilhão do Studio Arthus Casas desenvolvido na Expo Milão 2015

Brazilian_Pavilion_-_Raphael_Azevedo_França__01

Eleito um dos maiores festivais de arquitetura do mundo, o World Architecture Festival abriu a edição 2015 nesta quarta-feira (4) premiando o Brasil. O Studio Arthur Casas ganhou o prêmio na categoria melhor “Pavilhão” e ainda aguarda a revelação do ganhador na categoria Edifício do Ano, que será divulgada dia 6 de novembro – último dia do evento.

Passados setes anos da primeira edição do World Architecture Festival (WAF), que aconteceu em Barcelona, o festival volta em 2015 com o tema 50:50 em homenagem aos 50 anos de Cingapura como país independente – local onde ocorre a 7ª edição da premiação.

A Marina Bay Sands recebe este ano 338 trabalhos vindos de arquitetos de 46 países, incluindo o Brasil. O evento se organizou em 31 categorias e os vencedores foram escolhidos por uma comissão formada por nomes como Sou Fujimoto, Charles Jencks e Peter Cook.
Brazilian_Pavilion_-_Raphael_Azevedo_França__17

O prêmio mais importante do evento, de Edifício do Ano, será anunciado apenas no último dia. O projeto do Pavilhão do Studio Arthur Casas concorre à categoria juntamente com outros quatro situados no Brasil: o edifício Vertical Itaim, em São Paulo e a Fábrica de Espetáculos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ambos do Studio MK27; além do Centro de Pesquisa e Inovação da L’Óreal no Rio de Janeiro,  desenvolvido pelo escritório americano Perkins + Will.

O Pavilhão de Arthur Casas, ganhador do prêmio anunciado hoje, foi desenvolvido por seu estúdio na Itália para representar o pavilhão do Brasil na Expo Milão 2015. Premiação merecida. O espaço cumpriu sua função e conseguiu transmitir aos visitantes os valores da arquitetura brasileira e promover a interação de uma praça com muita madeira e verde.

DCIM100GOPROGOPR3149.

 

Fotos: Raphael Azevedo França (divulgação)

Dois continentes, uma nação

O multiculturalismo nas lentes não ocidentalizadas de Pierre Verger é tema de exposição no Ibirapuera

Pierre Verger (1952)

Pierre Verger (1952)

A fotografia de Pierre Verger construiu uma ponte entre dois mundos que, após o fenômeno histórico conhecido como diáspora africana, passaram a formar uma única nação com a imigração forçada de africanos para o Brasil. O elo entre estas culturas é tema da exposição As Aventuras de Pierre Verger, em cartaz até o fim de dezembro no Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Pierre Edouard Leopold Verger nasceu na França em 1902, morreu no Brasil em 1996, mas viveu no mundo entre essas duas datas. Adotou o nome Fatumbi, que significa aquele que veio unir dois mundos na língua africana Yorubá. Pierre Verger trabalhou como fotojosnalista e desenvolveu um verdadeiro trabalho antropológico documentando diversas culturas que logo desapareceriam sob o impacto da ocidentalização.

Nascido em uma família tradicional francesa, não fincou seus pés nas altas rodas parisienses. Seu interesse por movimentos de cultura alternativa foi o verdadeiro responsável por colocar seus pés na estrada após a morte de sua mãe. Viajou os quatro continentes até se apaixonar pelo Brasil.

Com o olhar voltado exclusivamente para o aspecto humano, registrou os povos nativos da região de Cusco após uma imersão cultural de quatro anos na região. Alguns anos mais tarde, já com interesse exclusivamente antropológico, volta à África para registrar com suas lentes uma visão cultural muito distante daquela compactuada em seu continente de origem – racial e paternalista.

No Brasil conheceu a cultura Afro-brasileira quando aterrissou em Salvador. Aproximou-se do Candomblé, uma religião que, segundo o fotógrafo, “se pode ser verdadeiramente como se é, e não o que a sociedade pretende que o cidadão seja”. A exposição em cartaz no Ibirapuera traz 270 fotografias de todas as fases artísticas e jornalísticas do fotógrafo e antropólogo apresentando os momentos e evoluções da trajetória de seu trabalho.

 Kidal, mali, 1935 (Pierre Verger)

Kidal, mali, 1935 (Pierre Verger)

Alger, Argélia, 1935 (Pierre Verger)

Alger, Argélia, 1935 (Pierre Verger)

Festa Santiago, Cusco, Peru, 1941-1946 (Pierre Verger)

Festa Santiago, Cusco, Peru, 1941-1946 (Pierre Verger)

Cerimonia Érémonie Sogbadji, Ouidah, Bénin, 1948 (Pierre Verger)

Cerimonia Érémonie Sogbadji, Ouidah, Bénin, 1948 (Pierre Verger)

Um pouco mais de Goiás: Hanna Buffet

Porque Goiânia tem muito lugar que encanta e o Hanna Buffet ganha na gastronomia e na decoração

160V1395 baixa
Continuando a série lugares goianos que merecem ser vistos, o Hanna Buffet não poderia ficar de fora. A empresa que hoje ocupa uma casa no Setor Oeste, ao lado do Lago das Rosas, foi fundada em 2002 com o objetivo de produzir eventos pela cidade. O negócio se estabeleceu inicialmente em um casarão colonial também no Setor Oeste, mas sentiu a necessidade de expandir sua sede para adequar-se à demanda.

O Hanna Buffet fez seu nome. A estrutura do buffet foi responsável por produzir inúmeros eventos particulares e corporativos em Goiânia, Brasília, Anápolis, Rio Verde e outras cidades do estado de Goiás e região. Mas o que chama atenção para o Hanna Buffet não é apenas seu cardápio variado.

Contando com duas salas de atendimento, cozinha industrial, laboratório gastronômico e salas de aula, o espaço Hanna esbanja exuberância com um espaço que leva a assinatura de André Brandão e Marcia Varizo.

Assim como no cardápio do Buffet, o espaço foi inspirado em traços multiculturais. Assessórios clássicos de origem indiana, grega, italiana e a tapeçaria francesa formam o mosaico de elegância do ambiente onde os clientes são recebidos e os eventos preparados.

Os objetos de design cuidadosamente selecionados para o espaço não são os únicos responsáveis pela identidade visual do Hanna Buffet. O mobiliário certo foi escolhido para contrastar com a face multicultural dos ambientes, como as cadeiras Oscar e a famosa Louis Ghost – muito usada pela empresa em seus eventos.
160V1464 160V1389 baixa 160V1360 baixa 160V1291 baixa

 

Brasília recebe exposição de fotomontagens de Athos Bulcão

O resultado da influência dos surrealistas europeus no trabalho Athos Bulcão pode ser visto até 30 de dezembro na AB Galeria em Brasília

A_Bailarina_1956_Acervo_Museu_de_Arte_Moderna_do_Rio_de_Janeiro_.

Surrealismo é a cena desordenadas dos filmes de Luis Buñuel, a pintura emocionada de Frida Kahlo ou as fotomontagens inusitadas de Athos Bulcão. Criadas durante a década de 1950, as fotomontagens surrealistas de Athos estão desembarcando na capital federal para uma exposição na AB Galeria da fundação que leva o nome do artista.

A exposição “Athos em preto e branco” reúne 26 fotomontagens de Athos Bulcão que poderão ser conferidas de segunda a sexta, das 9h às 18h, e de sábado, das 10h às 17h até 30 de dezembro na Fundação Athos Bulcão.

O trabalho apresenta uma série feita com colagens criadas a partir de recortes de revistas da época, colados em um fundo comum, e o resultado era fotografado pelo artista logo após o feito. Perturbadoras e criativas, as fotomontagens trouxeram o trabalho de Bulcão para uma linha bem próxima a das vanguardas surrealistas do início da década de 20.

As fotomontagens não se assemelham em nada aos conhecidos azulejos que deram nome e fama ao artista. Athos Bulcão não se amarrava a um estilo único e nem mesmo a uma arte única. Pintor, escultor, decorador, desenhista e professor, Bulcão largou a Faculdade de Medicina para se dedicar ao universo da criação.

Em suas fotomontagens, Bulcão acabou criando um jogo de associações inusitadas entre cabeças, corpos, edifícios, animais e paisagens diversas, na lógica aparentemente ilógica da vanguarda surrealista que conheceu em sua passagem pela Europa.

Pouco conhecida, a série de fotomontagens integra o acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, que cedeu à Fundação Athos Bulcão o direito de realizar cópias para complementar o acervo da instituição.

Serviço

Exposição “Athos em Preto e Branco”
Onde: Fundação Athos Bulcão – CLS 404 Bloco D loja 01, Brasília – DF
Quando: até dezembro de 2015, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e sábado, das 10h às 17h
Entrada gratuita

athos-bulcao-2 A_Invasao_dos_Marcianos_1952_Acervo_Museu_de_Arte_Moderna_do_Rio_de_Janeiro._Foto_Arquivo-450x577 A_inundacao_de_um_sonho_1952-910x1041

Caminhar no vidro

China inaugura primeira ponte com piso de vidro do mundo no Parque Geológico Nacional de Shiniuzhai

ponte-china-01_1

A arquitetura esconde grandes preciosidades espalhadas pelo mundo e o Blog AZ tenta descobrir algumas delas e mostrar o que a criatividade humana é capaz de criar. Vamos combinar que não é de hoje que o homem desafia as forças da natureza e da física para dar vida aos projetos que viram sonhos nas folhas de um papel. No Egito, por exemplo, os escravos ergueram três pirâmides que mesmo com os recursos atuais não seria de fácil construção.

Em um contexto histórico e arquitetônico muito distinto daquele que moveu as construções do Antigo Egito, os chineses acabam de inaugurar, na província de Hunan, uma atração turística que vai abalar o emocional dos visitantes: uma ponte de vidro. Erguida a 180 metros do chão no Parque Geológico Nacional de Shiniuzhai, a ponte é a primeira suspensa com piso de vidro do mundo.

O cânyon do parque já tinha ganhado, pelas telas de cinema, uma ideia de cenário meio futurista quando foi usado para as filmagens do filme Avatar. Agora ganhou uma estrutura com seis grossos cabos de aço e uma camada dupla de vidro com 24 milímetros de espessura, 25 vezes mais forte que o vidro comum.

Batizada de Haohan Qiao, que em chinês significa a Ponte do homem corajoso, a construção tem extensão de 300 metros entre dois picos rochosos que de cima só se vê o que está embaixo, ou seja, o precipício sob seus pés. Os chineses prometeram que essa é apenas a primeira. Outra ponte de vidro está sendo erguida na região do Grand Canyon de Zhangjiajie e promete superar sua antecessora e ganhar o título de ponte com mais alta e longa passarela de vidro no mundo.

20150929111359323254i

ponte-china-01

ponte-china-04

 

Fotos: Divulgação

Casa Cor Brasília abre suas portas para temporada 2015

A Casa Cor Brasília abriu suas portas na noite da última sexta-feira para sua 24ª edição que acontece de 29 de setembro a 10 de novembro de 2015

jomar-braganca

Com o tema que vem fazendo designers e arquitetos de todo o país quebrar a cabeça – brasilidade – a Casa Cor Brasília abre suas portas nesta semana que divide os meses de setembro e outubro de 2015. A Casa Cor Brasília chega a sua 24ª edição que acontece este ano no Instituto Nacional do Coração, Comercial da QI 9 do Lago Sul.

“Esta edição apresenta uma Casa mais completa, mais madura e mais alegre e que valoriza ainda mais a arte e o mobiliário brasileiros”, afirma Eliane Martins, uma das organizadoras do evento na capital federal. A arquiteta tem razão, já que este ano a exposição valorizou nossos designers e grandes nomes do mobiliário nacional fizeram sua aparição em peças espalhadas por diversos ambientes da Casa.

Muito se fala em brasilidade, mas cada profissional tem uma definição diferente do que esta palavra pode significar. O resultado? Uma mostra rica em diversidade de estilos. “É um resgate da cultura e estilos brasileiros como o cobogó, elemento marcante na arquitetura de Brasília e que ressurge com força em projetos atuais”, explica Sheila Podestá, responsável – juntamente com Eliane – pela mostra em Goiás e Brasília.
05-foyer-leo-romano-e-ney-lima-cre-udito-jomar-braganc-a-2

Para Moema Leão, que também organiza a Casa Cor Brasília, este ano a mostra se destaca dos demais anos. “Os profissionais se esmeraram para fazer da mostra de Brasília em 2015 umas das melhores já realizadas”. Em 2015, a exposição ocupa uma área construída de 6.500 m².

Outro nome nosso que não poderia estar de fora é o de Leo Romano. O arquiteto goiano participa mais uma vez da mostra de Brasília com ambientes nascidos de seu desejo de sempre experimentar o novo. Além do Foyer, que Leo criou juntamente com Ney Lima, o arquiteto desenvolveu a Casa Leo – espaço de 200 m² divididos em pequenos ambientes.

O ambiente de Leo foi criado para dar espaço para diversas peças icônicas de grandes designers nacionais como Oscar Niemeyer, Irmãos Campana, Etel Carmona, Dado Castelo Branco, Isay Weinfield, além de algumas de sua própria criação. Móveis que, em Goiânia, você só encontra no Armazém da Decoração.

CASA COR Brasília 2015
Quando: 
de 29 de setembro a 10 de novembro – de terça a domingo (e feriados), das 12h30 às 22h.
Onde: Comercial da QI 9 do Lago Sul, lote D. Antigo Inacor (Instituto Nacional do Coração).
Quanto: R$ 44 (inteira), R$ 22 (meia para estudantes e pessoas com 60 anos ou mais). Crianças até 11 anos não pagam.

18-refu-ugio-do-design-brasileiro-larissa-dias-cre-udito-clausem-bonifa-ucio-4 06-2-casa-leo-leo-romano-cre-udito-jomar-braganc-a-2 06-1-casa-leo-leo-romano-cre-udito-jomar-braganc-a

Fotos: Jomar Bragança

 

Ar limbo em duas rodas

Paris protagonizou uma ação inédita em prol da mobilidade sustentável e fechou a maior parte de suas avenidas para receber pedestres e ciclistas

150928005947_sp_paris_lua_624x351_reuters_nocredit

Um assunto que tem dado o que falar nos últimos meses é a tal da mobilidade sustentável. Mais ar puro e menos carro. Mais saúde e menos tempo perdido no trânsito. A proposta é boa, mas gera polêmicas por onde passa. Amsterdã já fez esse percurso de expulsamento dos carros e após alguns anos de guerra entre ciclistas e motoristas, a cidade foi dominada pelas duas rodas. Te garanto que é menos perigoso para um pedestre andar a pé nas ruas do que nas ciclovias da capital holandesa.

Em São Paulo, a gestão municipal não tem poupado esforços para tirar os carros das ruas. Além dos domingos reservados para as bicicletas – quando as principais avenidas são fechadas no todo ou em parte para o uso público – a cidade tem aumentado o número de ciclovias (e diminuído o espaço para os carros).

Goiânia vem tentando seguir esta linha, mas ainda a pedaladas tímidas. A Avenida Universitária foi a primeira a receber uma pista exclusiva para bicicletas e logo foi seguida pela Avenida T-63 – que teve seus jardins centrais diminuídos para dar espaço ao veículo de duas rodas. Nos demais casos, as faixas vermelhas foram pintadas indicando que aquela rua é dedicada às bikes, mas apenas aos domingos das 7h às 16 horas.
150927235011_sp_paris_sem_carro_624x351_ap_nocredit

Dia sem carro

Mas a novidade mesmo veio da cidade da Luz. Paris dedicou o ultimo domingo de setembro (27) para comemorar o dia mundial sem carros. A capital francesa realizou ação inédita pela mobilidade sustentável buscando reduzir a poluição atmosférica e fechou suas principais avenidas para o trânsito de veículos no período de 11h às 18h. Sim, todas as grandes avenidas de Paris foram fechadas e as demais ruas tiveram sua velocidade máxima diminuída em 20 km/h.

As fotos mostram uma nova Champs-Elysée, que habitualmente é uma passarela para carros bem apressadinhos. Ciclistas e pedestres invadiram os espaços antes tomados por carros para experimentar a cidade de um jeito diferente. As áreas isoladas receberam shows, exposições e uma série de outras atividades de entretenimento.

Ao todo, 11 bairros do 1º ao 11º arrondissement, além dos principais pontos turísticos da cidade, foram considerados áreas livres de carros. De acordo com o Airparif – órgão que regula a qualidade do ar em Paris – o Dia sem Carro teve impacto significativo na poluição atmosférica e sonora da cidade.

A mobilidade sustentável é uma das bandeiras da prefeitura de Paris, que chegou a liberar transporte público gratuito em 2014 para deter os altos níveis de poluição. Parece uma ação simples, mas chamou atenção do mundo todo. Se livrar dos carros parece a melhor escolha, mas vamos combinar que não é uma escolha fácil.

150928005947_sp_paris_lua_624x351_reuters_nocredit 150928002214_sp_paris_sem_carro_624x415_afp_nocredit 150927235738_sp_paris_sem_carro_624x351_ap_nocredit

Fotos: Agencias AFP e Reuters

O multiculturalismo dos Campana

Irmãos Campana desembarcam em Goiânia para falar do Estudio Campana, bem como dos projetos e trajetória da dupla

Poltrona Favela

Poltrona Favela

Fernando e Humberto Campana desembarcam hoje em Goiânia para a 6ª edição do EARQ às 20 horas no Palácio da Música, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Os irmãos brasileiros mais aclamados do design moveleiro chegam à cidade para falar um pouco mais sobre o Estudio Campana, suas trajetórias, projetos e resgates culturais.

Os irmãos criaram mais que um nome no mercado moveleiro, mas um estilo único de design conceitual. Suas peças alcançaram sucesso internacional e fazem parte da coleção de alguns importantes museus, como o MoMa de Nova York.

Humberto Campana nasceu em 1953 em Rio Claro e se formou em Direito pela Universidade de São Paulo, mas não seguiria na carreira jurídica por muito tempo. Seu irmão mais novo, Fernando Campana, formou-se em Arquitetura pelo Unicentro Belas Artes de São Paulo e juntos criaram o Estudio Campana, em 1983.

Sob a lógica de que tudo pode ser transformado, a dupla gosta de ressignificar velhos objetos por meio da reutilização de peças do cotidiano. Uma de suas peças mais emblemáticas, por exemplo, é a poltrona Favela. Criada em 1991, a cadeira é feita de pequenos sarrafos de madeira fixados em uma base de metal e conseguiu levar a brasilidade não só no nome.

A tridimencionalização da identidade brasileira nos trabalhos dos Campana não é uma feliz coincidência. Os irmãos buscam o novo sem abrir mão do resgate cultural, assim o multiculturalismo brasileiro é marca forte das peças dos designers.

A viagem dos Campana a Goiânia acontece na mesma semana que o Armazém da Decoração inaugurou a vitrine Estrela para receber a coleção de mesmo nome com cinco peças criadas pelos Campana e produzidas pela A lot of Brasil.  Influenciados pela natureza, a coleção se inspirou nas bolachas-do-mar. Estrela é primeira linha em escala industrial o que torna possível preços mais honestos.

Vitrine Estrela - por Leão Ogawa e Heitor Arrais (Foto: Marcus Camargo)

Vitrine Estrela – por Leão Ogawa e Heitor Arrais (Foto: Marcus Camargo)

EARQ abre as portas para sua 6ª edição

Amanha começa a 6ª edição do maior evento de arquitetura do Centro-Oeste

a
O maior evento de arquitetura do Centro-Oeste, Encontro de Arquitetura e Design (EARQ), abre as portas nesta terça-feira para sua 6ª edição. O evento acontece no Centro Cultural Oscar Niemeyer até quinta-feira (17) com a participação Ana Paula e Sanderson, Diego Revollo, Marko Brajovic, Zanini De Zanine, Henrique Steyer, André Brandão e Márcia Varizzo, Maurício Arruda, irmãos Campana, Arnaldo Danemberg, Camila Klein, Giorgio Bonaguro e Maneco Quinderé.

O Encontro de Arquitetura e Design (EARQ) realizou sua primeira edição em 2010 para reunir os profissionais do design e compartilhar conhecimento, mas acabou se tornando referência como evento de design e arquitetura em toda a região Centro Oeste do país.

O EARQ contará com uma praça Gastronômica ArqDesign, aberta todos os dias do evento a partir das 10 da manha. O projeto cenográfico do espaço foi obra de W. Leão Ogawa e Heitor Arrais, da Leão Arrais Arquitetura.

Este ano, os organizadores do EARQ estimam um público de 3 mil participantes entre profissionais de arquitetura, design de interiores e de ambientes, paisagistas, decoradores, engenheiros, fornecedores do segmento, universitários, imprensa e formadores de opinião.

Confira abaixo a programação do evento e se organize para não perder as melhores palestras.

PROGRAMAÇÃO 6º EARQ

15 de Setembro (Terça-feira)
14h00 Credenciamento e Abertura do Evento
Local: Palácio da Música
15h00 Fórum com CAU-GO
Tema: Sobre Escritórios de Arquitetura e Design
Local: Auditório Lygia Rassi
16h00 Palestra com Ana Paula e Sanderson
Tema: Escritório Ana Paula e Sanderson: Funcionamento e Processo
Local: Palácio da Música

Intervalo

18h Palestra com Diego Revollo
Tema: Diego Revollo: Trajetória e Carreira
Local: Palácio da Música

Intervalo

20h Palestra com Marko Brajovic
Tema: Design by Nature: Biomimetica como estratégia de projeto
Local: Palácio da Música

16 de Setembro (Quarta-feira)
10h00 Fórum com Zanini De Zanine
Tema: Conversa sobre Design / Arquitetura
Local: Lygia Rassi
14h00 Mini curso Kildere – Compatibilização de Projetos em BIM
Local: Auditório Lygia Rassi
15h00 Fórum com Henrique Steyer
Tema: Design Inusitado: Entre o Céu e o Inferno
Local: Palácio da Música
16h00 Palestra com André Brandão e Márcia Varizzo
Tema: Arquitetura com foco no indivíduo
Local: Palácio da Música

Intervalo

18h00 Palestra com Maurício Arruda
Tema: Design Doing
Local: Palácio da Música

Intervalo

20h00 Palestra com Estúdio Campana
Tema: Estudio Campana: Trajetórias, projetos e resgates culturais
Local: Palácio da Música

17 de Setembro (Quinta-feira)
10h00 Fórum com CAU-GO
Tema: Sobre Escritórios de Arquitetura e Design
Local: Auditório Lygia Rassi
15h00 Fórum com Arnaldo Danemberg
Tema:O Antiquário e o mobiliário histórico Brasileiro e Europeu
Local: Auditório Lygia Rassi
16h00 Palestra com Camila Klein
Tema: Carreira e Inspirações
Local: Palácio da Música

Intervalo

18h00 Palestra com Giorgio Bonaguro (Itália)
Tema:L’idea e il prodotto (a ideia e o produto)
Local: Palácio da Música

Intervalo

20h00 Palestra com Maneco Quinderé
Tema: Aplicações de efeitos cênicos de iluminação na arquitetura
Local: Palácio da Música
22h00 Encerramento do evento
Local: Palácio da Música

* A programação foi fornecida pela organização do evento. Para participar dos Fóruns e Mini Cursos é necessário se inscrever no local do EARQ. As vagas são limitadas.

PUC Goiás exibe fotografias de Sebastião Salgado

PUC Goiás recebe, entre os dias 15 de Setembro e 31 de Outubro, exposição de fotos que deram início ao livro Terra de Sebastião Salgado

sebastiao salgadp

A Biblioteca Central da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) abre na próxima terça-feira, dia 15 de setembro, às 9 horas, em seu hall exposição que apresenta as fotografias que deram origem ao livro Terra (1997), do consagrado fotógrafo Sebastião Salgado. A exposição ficará aberta ao público até o dia 31 de outubro, sempre das 7h às 22 horas.

O livro Terra, publicado em 1997 pela Companhia das Letras, é um dos livros mais conhecidos do fotógrafo que se dedicou a mostrar a saga daqueles que incansavelmente buscam uma forma de viver com dignidade. A obra possui 109 fotografias em preto e branco, tiradas entre 1980 e 1996, que retratavam a condição de vida de trabalhadores rurais sem-terra, mendigos, crianças de rua e outros grupos marginalizados da sociedade.

De acordo com a coordenação do evento na PUC Goiás, a exposição faz parte do projeto Leituras  e tem objetivo de estimular outras formas de leitura que não sejam apenas a do texto verbal. A exposição será composta por textos visuais, musicais e verbais carregados do elemento estético.

Sebastião Salgado

Sebastião Salgado é um dos fotógrafos mais respeitados da atualidade. Cidadão do mundo, Sebastião nasceu em Aimorés, interior de Minas Gerais, e seguiu seu caminho esperando se tornar um economista. Com mestrado e doutorado na área, Sebastião se mudou para Paris, onde atuou como economista e acabou se tornando fotógrafo.

Sebastião cruzou o mundo a procura do mundo. O fotógrafo viajou para mais de 100 países entre os anos de 2004 e 2012 visitando regiões como o Alasca, a Patagônia, a Etiópia e a Amazônia. Seu trabalho pretendia “registrar a majestade e a fragilidade da natureza, assim como sua relação com o homem e os animais”, segundo apresentação em um de seus livros.

Recentemente as lentes da máquina fotográfica de Sebastião Salgado foram parar em Hollywood. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas indicou o filme O Sal da Terra para concorrer ao Oscar 2015 de melhor documentário.

O filme é dirigido pelo renomado realizador alemão Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado, filho de Sebastião Salgado. Em O Sal da Terra, o próprio fotógrafo vai contando as histórias por trás de suas fotos mais emblemáticas.
Sebastião Salgado

Fotos: Sebastião Salgado