Ineditismo de idéias

O escritório franco-brasileiro de arquitetura Triptyque se destaca no mercado com prêmio e reconhecimento pelo trabalho inédito e criativo do grupo

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Triptyque em francês ou tríptico em português, que uniu quatro profissionais em um escritório franco-brasileiro de arquitetura, é o nome dado à moldura que une três imagens distintas em uma única composição. Na Idade Média, o Triptyque inovou ao mostrar pluralidade de pontos de vista em uma época em que pinturas não tinham dimensões. O nome enfatiza o diferencial do grupo, já que inovação tem tudo haver com a forma de projetar escolhida pelos arquitetos.

Os profissionais que criaram o escritório Triptyque no Rio de Janeiro no ano 2000 se conheceram durante a formação em arquitetura pela Escola de Arquitetura Paris-la-Seine. Os arquitetos criaram um grupo acadêmico para discutir as possibilidades de se trabalhar o espaço por meio de arquitetura, design, arte e multimídia. A brasileira Carolina Bueno e os franceses Greg Bousquet, Guillaume Sibaud e Olivier Raffaëlli trouxeram para o Brasil o trabalho multidisciplinar que começaram a desenvolver na França após se formarem.

Em busca de novas oportunidades, o grupo mudou-se para São Paulo e hoje a Triptyque Architecture soma ao seu crescimento e reconhecimento dois escritórios (em São Paulo e Paris) e um estúdio de computação gráfica (o TriptyqueLAB) no Rio de Janeiro. Atualmente, a casa conta com cerca de 40 projetos em desenvolvimento.
Prédio Harmonia

Além de inovação, outra marca que chama a atenção para o grupo é sua ligação com a natureza e projetos sustentáveis. Batizado de Farm Harmonia por estar localizado na Rua Harmonia 57, o edifício projetado pelo escritório na Vila Madalena foi um dos destaques do trabalho sustentável e criativo do Tiptyque. Concebido para ser um organismo vivo, o prédio de base neutra e cinza teve suas paredes revestidas por uma “pele vegetal” e reaproveita toda água que cai em seu solo. Na parte interna, os visitantes da loja têm a impressão de estarem no interior de uma selva.

O Triptyque Architecture foi um dos vencedores em 2008 do NAJA – Nouveaux Albums des Jeunes Architectes et des Paysagistes, do Ministério da Cultura da França. Seus projetos já se tornaram referência, como o edifício da Rua Harmonia, que foi vencedor do Zumtobel Group Award por sua sustentabilidade. E o edifício da Rua Fidalga, em que cada apartamento é diferente do outro, foi selecionado para a Bienal de Veneza de 2009.

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Fabiano Rodrigues: Do skate à arte

Fabiano Rodrigues desenvolve um trabalho fotográfico explorando corpo, arquitetura e os movimentos do skate que está chamando a atenção do mundo artístico

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Skatista profissional, Fabiano Rodrigues já posou para muitos fotógrafos de revistas e jornais. A surpresa veio quando o Fabiano saiu da frente das câmeras para assumir o lado oposto das lentes e agora o skatista deixou de sair nas fotos para virar o fotógrafo que as tira. Seu trabalho está ficando cada vez mais conhecido e respeitado no cenário da arte e o autodidata foi destaque no da São Paulo arte/foto em anos anteriores.

Arquitetura e corpo se tornaram suas principais projeções. Desde 2010, Fabiano Rodrigues passou a explorar em seu trabalho fotográfico a relação do próprio corpo com a arquitetura e a paisagem de centros urbanos, principalmente da cidade de São Paulo, onde mora e trabalha.

Ele deixou a carreira de skatista, mas não deixou o skate. Fabiano ganhou o status de primeiro skatista a ser representado – como skatista e não artista – por uma galeria de arte e agora retrata os movimentos de suas manobras por meio da arte de sua fotografia. Em sua primeira exposição, Fabiano Rodrigues vendeu uma obra para a Pinacoteca do Estado de São Paulo que o convidou para fazer um ensaio fotográfico no próprio interior do museu.
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Em seus últimos trabalhos, onde alia o skateboard com a arquitetura paulista, Fabiano registra a si mesmo andando de skate em diversos pontos históricos da capital. As fotos monocromáticas mostram uma interação do corpo com o espaço e o movimento em manobras realizadas nos espaços criados por Niemeyer e outros grandes nomes da arquitetura brasileira.

“Não enxergo esse trabalho como performance, me preocupo com o movimento e com o equilíbrio da composição”, explicou skatista em entrevista para o jornal Estadão em 2011. Rodrigues prioriza construções simbólicas e modernistas e, além da Pinacoteca, já fotografou no Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), na Argentina, na Universidade Central de Venezuela (UCV, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO), e no Teatro São Pedro, em Porto Alegre. O artista fotografa predominantemente em preto e branco, realizando cópias únicas.

Fabiano recebeu o Prêmio Aquisição do Banco Espírito Santo durante a edição de 2012 da feira SP-Arte e, com a premiação, uma de suas fotos foi doada ao acervo da Pinacoteca. Além dessas coleções, seu trabalho também é parte do Instituto Figueiredo Ferraz. Dentre suas exposições coletivas mais recentes, destacam-se Deslize (Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro, 2013-2014), Love and Hate to Lygia Clark (Zacheta National Gallery of Art, Varsóvia, Polônia, 2013-2014), FotoBienalMASP (Museu de Arte de São Paulo – MASP, São Paulo, 2013), Arte Contemporânea Brasileira (Estação Pinacoteca, São Paulo, 2012). Atualmente Rodrigues prepara sua primeira individual na galeria LOGO, que acontece este mês.

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EARQ traz Miguel Pinto para falar de Arquitetura Residencial

Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio, Miguel Pinto construiu uma linguagem mais autoral na elaboração de projetos residenciais

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O segundo dia de evento do Encontro de Arquitetura e Design 2014 (EARQ) será encerrado com a palestra do veterano Miguel Pinto Guimarães. O EARQ, que acontece entre os dias 16 a 18 de setembro no Centro Cultural Oscar Niemeyer, divulgou mais um nome de peso da arquitetura e Miguel vai abordar o tema “Arquitetura residencial”.

Miguel Pinto Guimarães é formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e montou, no ano de 2003, o Miguel Pinto Guimarães Arquitetos Associados, um escritório focado em atendimento personalizado com o cliente, desenvolvendo uma arquitetura autoral.
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Com uma arquitetura contemporânea, os projetos de Miguel desfilam uma linguagem moderna com o aproveitamento de espaço em ambientes amplos, onde a luz natural sempre é bastante explorada. O profissional aproveita a matéria prima natural desenvolvida com tecnologia de ponta.

Outra característica constante no trabalho do arquiteto é a busca por provocar sensações. Seus ambientes pretendem propor às pessoas não só uma experiência visual, mas também uma experiência sensorial, porque a arquitetura antes de ser vista, deve ser sentida. A equilibrada mistura entre a objetividade e a subjetividade de sua arquitetura levou o arquiteto a uma assumida descaracterização estilística.

A arquitetura de Miguel Pinto Guimarães busca objetivamente o bem estar e bem viver dos habitantes. O arquiteto utiliza sua criatividade para explorar ao máximo a intenção do cliente tanto na esfera individual, quanto na coletiva.
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Artes plásticas nas ruas

A arte mural do artista urbano Rafael Sliks saiu das mesas da escola e chegou até as paredes dos museus

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Mais um nome da arte mural pinta nosso poste dessa quarta-feira. Rafael Sliks começou novo com intervenções típicas de alunos rebeldes nas cadeiras e mesas da escola e atualmente busca questionar a apropriação do ambiente urbano por meio do grafite.

Nascido na capital paulista no início da década de 1980, Rafael (32) costumava desenhar quadrinhos e pixar muros durante a adolescência. Hoje em dia o artista urbano leva sua arte para grandes exposições em galerias e museus do Brasil e do mundo afora. A criatividade de Sliks não tem limites.

Para os que analisam de perto, percebem que o trabalho de Rafael é o resultado da influência da Art Nouveau, Surrealismo, Expressionismo e Concrete Art. Seu trabalho é uma mistura do grafite com texturas abstratas. Outra marca registrada da arte criada por Sliks são suas Tags.
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“Tag” é o nome popularmente conhecido para a palavra assinatura quando falamos em arte de rua. Rafael Sliks imprime suas tags sobre fotos de rostos de pessoas famosas, modelo, artistas e imagens publicitárias com o propósito de quebrar a estética perfeita da ilusão criada por essas fotografias. O propósito é transformar a identidade real, causando impacto e um certo desconforto. Rafael Sliks trabalha também com Throw-up Bory, grafites que têm como tela o corpo humano.
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Shigeru Ban e a arquitetura social

Shigeru Ban vem se tornando um dos maiores nomes da arquitetura mundial e foi coroado com o prêmio Pritzker em 2014

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É impossível não se encantar diante do trabalho desenvolvido por um dos maiores nomes da arquitetura mundial. Shigeru Ban é um arquiteto japonês com currículo vasto e trabalhos nos quatro cantos do mundo. Ele estudou na Universidade de Artes de Tóquio, no Instituto de Arquitetura do Sul da Califórnia e mais tarde ele foi para a Escola de Arquitetura da Cooper Union, onde recebeu a orientação de John Hejduk se formando em 1984. Em 2014, o arquiteto integra a lista dos ganhadores do “Nobel da arquitetura” – como foi apelidado o prêmio Pritzker.

No Brasil, apenas dois arquitetos foram premiados com o Pritzker: Oscar Niemeyer, pela Catedral de Brasília; e Paulo Mendes da Rocha, pela Capela de São Pedro Apóstolo, em Campos do Jordão, interior de São Paulo. Esse ano o júri votou pelo japonês, e nada mais que merecido. Shigeru Ban é conhecido não apenas por suas obras encantadoras, mas por uma técnica única e sua preocupação social. O arquiteto construiu abrigo em áreas afetadas por desastres, tanto no Japão como na Turquia, Ruanda e Nova Zelândia.
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A técnica é simples e foi desenvolvida por Ban em 1989. O arquiteto utiliza papelão para levantar as estruturas de suas obras, das mais simples as mais elaboradas. A abordagem consiste em enrolar papelão em tubos, reforçando a sua resistência, e depois usar produtos químicos que o tornam à prova d’água. Os tubos de papelão são uma marca forte do trabalho do arquiteto e podem ser vistos nos alojamentos provisórios e nos grandes pavilhões e edifícios projetados por Shigeru Ban.

“Foi um incentivo para eu continuar a fazer meu trabalho social, além de realizar projetos como museus e outros, por isso tento manter um equilíbrio entre outros tipos de projetos e trabalhos em áreas de desastres. Então eu aceito o Pritzker como um encorajamento, ao invés de apenas um prêmio por tal realização”, disse o arquiteto quando ficou sabendo que era o escolhido deste ano.
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O olhar sensível de Pedro Petry

Pedro Petry é designer de madeiras brutas que usa a sensibilidade do olhar artístico para criar belas peças de mobiliário

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Sem modismos ou ideologias truncadas, há 25 anos o atelier de Pedro Petry passou a introduzir, de forma pioneira, peças elaboradas com madeiras defeituosas aos olhos do mercado. Pedro Petry é um designer de madeiras brutas que trabalha na linha da arte. Cada peça é um desenvolvimento criativo que não descarta a beleza de nenhuma rachadura ou falha da madeira bruta.

Para transformar a madeira, Petry já desenvolveu peças com mais de 240 espécies diferentes dessa matéria prima. Conhecido como eco designer, o artista tem como principal caracteriza a sustentabilidade de suas criações naturais. Pedro Petry cria móveis com diferentes madeiras e possui no currículo uma vasta linha de coleções com tendências e estilos bem diferentes.
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Na coleção Arco-Íris o designer trabalha com as cores. Cada peça, lúdica e criativa, aproveita as formas da madeira para trabalhar com o colorido vivo das palhetas de cores quentes. Em uma linha mais sóbria, o artista explora as flores da Amazônia em coleção de mesmo nome. Vitória Régia virou molde de mesa de centro e a folha da Embaúba serviu de inspiração para uma mesa de canto.

Em cada coleção, o designer mostra sua versatilidade e o respeito à natureza. Essa visão ajuda a alterar os padrões de consumo consciente que têm chamado a atenção de um público mais inquieto. Para contribuir com esse trabalho cuidadoso, toda a matéria prima utilizada por Pedro Petry possui certificação FSC – a mais respeitada no mercado.

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Gilberto Elkis palestra no EARQ 2014

Debatendo um pouco mais sobre paisagismo e seus revestimentos naturais, Gilberto Elkis integra o time de palestrante do EARQ 2014

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Um dos maiores nomes do paisagismo brasileiro integra o time de palestrantes do maior evento de arquitetura e design do Centro-Oeste. É que o Encontro de Arquitetura e Design – EARQ 2014 confirmou a presenta de Gilberto Elkis que abordará o tema “Revestimentos naturais” durante o evento em setembro deste ano.

Gilberto trabalha com desenvolvimento, gestão e manutenção de projetos de design em espaços naturais e urbanos, utilizando a natureza como revestimento na decoração de um espeço. O profissional vai além da definição clássica do que é ser paisagista e por isso está há mais de 25 anos no mercado. Gilberto passou a ser reconhecido pela utilização das técnicas da topiaria – a arte de podar plantas em formas ornamentais.
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Os projetos do paisagista aguçam os cinco sentidos humanos por meio da natureza. “A configuração do desenho paisagístico leva em conta cada lugar, suas especificidades, o amplo ambiente, tudo que odora, exala as características pessoais de quem habita o espaço. O paisagista está entre o artesão e o artista.”, afirmou Gilberto em entrevista para a Revista Di Casa.

Ao pensar na harmonia entre o espaço a ser projetado e o desejo de seu cliente, Gilberto Elkis imprime sempre sua marca – a versatilidade. “O meu estilo é na realidade uma mistura de diversas escolas em que me inspiro – a francesa, a inglesa, a japonesa, a italiana”, explicou o paisagista.

Em seus projetos, é possível identificar a busca pela liberdade natural do jardim, onde as plantas adquirem volumes e formas diversas espontaneamente, ao mesmo tempo em que também se percebe a simetria e as características geométricas que o grande paisagista do barroco francês, Andre Le Nôtre, utilizou nos jardins de Vaux-le-Vicomte e do Palácio de Versalhes. A tradução do que o criador já viveu e experimentou ao longo de sua carreira resultam em uma bela síntese de estilos.

Fonte: Revista Di Casa
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Derlon Almeida

O artista plástico ganha cada vez mais espaço no cenário europeu com uma street art que lembra os traços da xilogravura

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A técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel, também conhecida como xilogravura, foi apropriada de uma nova maneira pelo artista plástico, grafiteiro e street artist Derlon Almeida. Os trabalhos de Derlon mais parecem xilogravuras, só que pintadas diretamente no mural.

Derlon Almeida de Lima nasceu no Recife, em Pernambuco, no dia 27 de março de 1985 e é considerado atualmente um dos maiores nomes da Arte Contemporânea brasileira. O artista desenvolve uma arte urbana na linha do muralismo – a pintura executada sobre uma parede – e seu trabalho pode ser visto nas paredes das principais cidades europeias.

Xilografia popular e street art se mesclam quando Derlon transforma sua criatividade em arte e esse ano o artista levou seu trabalha também para o campo da moda. No fim de junho Derlon Almeida lançou, em Paris, a coleção de tênis Derlon + Veja com acessórios criados utilizando as gravuras do artista brasileiro.

Coletiva com a imprensa francesa no lançamento da coleção Derlon + Veja

Coletiva com a imprensa francesa no lançamento da coleção Derlon + Veja

Além desse trabalho multidisciplinar, Derlon atua em diversos projetos com ilustrações e gravuras projetadas em vários formatos e plataformas. Outro ponto que chama a atenção no trabalho de Derlon são as cores que o artista explora. Assim como nas xilogravuras tradicionais do nordeste, a palheta de cores básicas como azul e vermelho são muito utilizadas pelo artista urbano.

Ganhando cada vez mais espaço no cenário europeu, o grafiteiro possui obras na França, Portugal, Holanda e no Reino Unido estampadas nos muros das cidades e expostas nas paredes de galerias e museus.

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Tecnologia moderna + tradição artística

A empresa italiana Edra ultrapassa as fronteiras do modismo com belas peças de mobiliário assinadas por designers renomados

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Inovação poderia ser o apelido da empresa italiana de móveis Edra. Conhecida no mercado por sua qualidade e criatividade, a Edra juntou um time de grandes designers que conta com a parceria dos premiados irmãos Campana. A Edra consolidou sua abordagem orientada a projeto, graças à direção artística de Massimo Morizzi.

Além de Massimo Morozzi e dos brasileiros Fernando e Humberto Campana, a Edra conta com a colaboração de designers como Ezri Tarazi, Jacopo Foggini, Francesco Binfaré, Peter Traag, Masanori Umeda, Leonardo Volpi, Mario Cananzi e Roberto Semprini.
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A empresa trabalha com estudo avançado em tecnologia e aproveitamento de materiais e o resultado disso que é um trabalho que ultrapassa as fronteiras do modismo e das tendências de mercado. Tecnologia moderna e tradição artística fazem dos móveis da Edra verdadeiras obras de arte.

Alguns produtos da empresa, criados pelos renomados designers, foram parar nas salas de museus como o Museu de Arte Moderna de Nova York e o Museu das Artes Decorativas, em Paris. Para apresentar a vocês um pouco mais sobre essa marca de luxo, qualidade e elegância que o Armazém da Decoração passa a representar em Goiânia, o Blog AZ vai trazer, a cada semana, um pouco mais sobre os designers que completam o time Edra.

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Expressão pessoal de Roberto Wagner

Roberto Wagner desenvolve trabalho de expressão pessoal em fotografia, transformando o que está a frente de suas lentes em arte

Parque aquático do Ibirapuera, 2002 (Roberto Wagner)

Parque aquático do Ibirapuera, 2002 (Roberto Wagner)

Para muitos uma fotografia é uma expressão da realidade, mas alguns se apropriam dessa representação para transformá-la em arte. Foi o que fez o fotógrafo Paranaense de Ponta Grossa Roberto Wagner. Wagner fotografa desde 1982 e faz parte do coletivo SX70, cujo grupo produz imagens no formato polaróide.

Wagner vive em São Paulo e realiza editoriais para revistas de arquitetura e design como Vogue, Trip e Simples, mas é o seu trabalho paralelo que mais encanta. Desde 1991 desenvolve trabalho de expressão pessoal em fotografia. O fotógrafo produz ensaios pessoais aproveitando de todo o seu conhecimento em cinema, quando estudou cinema no Studio Fátima Toledo em São Paulo (1995) e na New York Film Academy, Estados Unidos (1996) onde realizou curtametragens.

Santo Amaro, 2002 (Roberto Wagner)

Santo Amaro, 2002 (Roberto Wagner)

Juntamente com o coletivo SX70, formado por Armando Prado, Claudio Elisabetsky, Fernando Costa Netto, Marcelo Pallotta, Paulo Vainer e Ricardo Van Steen, Roberto Wagner explora as possibilidades da fotografia instantânea com Polaroids. Esse trabalho rendeu ao fotógrafo a autoria do livro SX70.com.br (Wide Publishing, 2003), obra em conjunto com os fotógrafos do coletivo, além de exposições coletivas e individuais.

Em 2012, Wagner realizou sua primeira exposição individual intitulada de O real e o Imaginário com a curadoria do colega e parceiro Armando Prado. Foram selecionadas 15 fotografias de obras abandonadas, demolições, estátuas e árvores iluminadas que transitam entre o real e o imaginário como resultado do exercício da dúvida dentro de uma composição clássica que gera o estranhamento.

Além de O real e o Imaginário, o fotógrafo participou de outras exposições coletivas como o Fotocolecionismo na Galeria Luiza Strina, São Paulo (1999), Oscar Niemeyer, um olhar sobre a obra na Galeria Paparazzi, São Paulo (2001), SX-70 na Galeria Vermelho, São Paulo (2003), 450 Anos de São Paulo no Fashion Week, Pavilhão Bienal, São Paulo (2004) e 5º Prêmio Porto Seguro de Fotografia no Espaço Porto Seguro, São Paulo (2005).

 

O real e o Imaginário (Roberto Wagner)

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