TECER sonhos

Há 25 anos no mercado, a Tecer Tapetes se consolidou como uma importante fabricante de tapetes e carpetes do badalado circuito do design nacional

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Aos 25 anos de idade, a Tecer Tapetes se consolidou como uma marca que prioriza a contemporaneidade das texturas, aliada à qualidade da verdadeira manufatura. Com loja e fábrica estabilizadas na capital paulista, a empresa tem chamado a atenção de clientes e revendedoras em todo o país pela qualidade e irreverência dos produtos fabricados.

Em 2013 a Tecer Tecidos expôs pela primeira vez na quarta edição da Casa Brasil 2013 que aconteceu em agosto do ano passado em Bento Gonçalves (RS) e tem aparecido cada vez mais no badalado circuito do design.

Com mais de 15 linhas, algumas temáticas, no currículo, a empresa cria produtos com fios adequados à produção de tapetes e carpetes que suprem todas as especificações relativas ao aspecto e durabilidade para um mercado extremamente exigente e competitivo.

As linhas abusam do fio de Poliamida, produzido e importado por uma dos maiores fabricantes de fios para tapetes em âmbito mundial, além das fibras naturais, lã e algodão em alinhamento com os paradigmas ecológicos.

O resultado de toda essa competência e responsabilidade social está nas peças, e para que não falte nenhum detalhe na descrição da beleza e versatilidade dos produtos da TECER, deixo o post desta quarta-feira com a imagem de algumas peças da marca.

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Poltrona Butterfly / Jorge Ferrari-Hardoy

Famosa no mercado, a atemporal poltrona Butterfly foi criada ainda na década de 1930 por Jorge Ferrari

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A Poltrona Butterfly já foi reproduzida em várias cores e materiais em todo o mundo pelas lojas mais desconhecidas até as grandes empresas de móveis, mas você conhece sua origem? O nome é Jorge Ferrari-Hardoy. Jorge foi um arquiteto e urbanista argentino. Nascido em Buenos Aires em 1914, Jorge se formou arquitetura pela Universidade de Buenos Aires em 1939 e viveu em Paris, onde trabalhou com Le Corbusier na elaboração do “Plano Diretor para Buenos Aires”.

Com nome e talento reconhecidos na Argentina, Jorge Ferrari ganhou mesmo projeção internacional pela criação de sua peça icônica, a poltrona Butterfly. Fora de seu tempo, a poltrona foi desenhada em conjunto com Juan Kurchan e Antonio Bonet, em 1939.

Composta de uma única peça de tecido suspensos a partir de uma armação de metal feita de tubos torcidos, a poltrona é chamada também de “Sling Chair” ou “Cadeira BKF”. Disponível em vários tipos de tecidos ou pele e bastante colorida, a cadeira recebeu, em 1940, dois prêmios no Salón de Artistas Decoradores em Buenos Aires.

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Acontece em São Paulo a Feira Internacional de Arte, Arte SP

Entre os dias 3 e 6 de abril o Pavilhão da Bienal no Ibirapuera abre suas portas para receber a décima edição da Feira Internacional de Arte de São Paulo

'Theresopolis', de Tacita Dean, integra o acervo da galeria Marian Goodman (Foto: Divulgação)

‘Theresopolis’, de Tacita Dean, integra o acervo da galeria Marian Goodman (Foto: Divulgação)

Será inaugurada nesta quarta-feira (2), no edifício desenhado por Oscar Niemeyer, no Parque Ibirapuera, a décima edição da Feira Internacional de Arte de São Paulo, a Arte SP. A programação oficial do evento acontece a partir das 14 horas do dia 3 de abril e segue até domingo (6) com galerias e obras de arte do mundo todo. Entre palestras, bate papos e lançamento de livros e revistas os participantes da feira poderão comprar as obras comercializadas, que até domingo terão isenção de 18% de ICMS (imposto estadual recolhido na comercialização de mercadorias, para galerias estabelecidas em São Paulo e compradores residentes no Estado).

Realizada desde 2005 no Pavilhão da Bienal, dez anos após sua primeira edição a Arte SP tem ganhado mais força e grande presença internacional. Em 2005 a Arte SP contou com apenas 41 galerias, uma única estrangeira. Esse ano somam-se 136 galerias no evento, sendo 40% do exterior. Fernanda Feitosa, diretora da Arte SP, comemora esse ano presença de representantes poderosos do circuito internacional, como os estandes de Marion Goodman, Pace (que exibirá fotografias de Hiroshi Sugimoto por US$ 200 mil), Gagosian (em 2013 apresentou uma escultura do britânico Henry Moore avaliada em US$ 2 milhões), além de White Cube, Lisson, Yvon Lambert, ThaddaeusRopac e Van de Weghe.

Com orçamento de mais de R$ 6 milhões, segundo informações da própria Fernanda Feitosa para a Folha de S. Paulo, a feira ocupará 21 mil m² do edifício no Ibirapuera, tomando conta do piso térreo, 1º e 2º andares do prédio. Das 136 galerias participantes, 78 delas são nacionais e 58 estrangeiras vindas de 17 países diferentes. O evento ainda conta programação de debates, premiações e exposição de seu laboratório curatorial. A melhor parte é que o Pavilhão da Bienal já está garantido como sede das próximas edições da feira, com contrato de aluguel assinado até o ano de 2018.

'Estrela', do artista Saint Clair Cemin, da Bolsa de Arte de Porto Alegre (Foto: Divulgação)

‘Estrela’, do artista Saint Clair Cemin, da Bolsa de Arte de Porto Alegre (Foto: Divulgação)

Serviço
Horário de funcionamento da Feira:
de Quinta a Sábado: das 13h às 21h.
Domingo: das 11h às 19h.

'Castelo de Areia', de Vik Muniz, na Galeria Nara Roesler de São Paulo (Foto: Divulgação)

‘Castelo de Areia’, de Vik Muniz, na Galeria Nara Roesler de São Paulo (Foto: Divulgação)

Pintura de Vania Mignone da Casa Triângulo de São Paulo, que comemora 25 anos (Foto: Divulgação)

Pintura de Vania Mignone da Casa Triângulo de São Paulo, que comemora 25 anos (Foto: Divulgação)

 

The Matchbox Concept Hostel

Albergue localizado no coração de Cingapura buscou no conceito boutique hostel forma de atrair público e projetou um dos mais luxuosos albergues da Ásia

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Vamos viajar?? Para dar continuidade à nossa série de reportagens sobre hostels design ou boutique hostels, começamos com o The Matchbox Concept Hostel, que é literalmente um conceito em acomodação mundo afora. Localizado no bairro de Chinatown, em Cingapura, The Matchbox é um dos mais luxuosos hostels da Ásia e oferece muito mais que cama e banho.

Quando um viajante troca o luxo do hotel pela economia do hostel, qualquer detalhe faz a diferença, mas o Matchbox Concept Hostel é feito de detalhes. No quesito funcionalidade, o Matchbox oferece ar condicionado nos quartos, estacionamento, sala de jogos, cofre privativo, área de estar, internet com wi-fi, maquinas de lavar, late check-out, sala de TV, área externa, café da manha incluído e quartos com 16, dez (quartos femininos) e duas camas.

Apelidado de “albergue cinco estrelas”, no quesito design o hostel é um passeio turístico por si só. Com uma área comum requintada e quartos chiques, o hostel não perde muito para a qualidade de grande parte dos hotéis. Design e tecnologia se aliaram para dar conforto aos hospedes do Matchbox.

Na área comum, muita cor. Puffs coloridos e de diversos formados compuseram a decoração da sala interação. Nos quartos foi a vez da iluminação. As camas são quase miniquartos privados e bem iluminados para dar ao hospede a sensação da privacidade que ele tanto busca. The Matchbox Concept Hostel encontrou no projeto de decoração a solução para agradar todos os tipos de viajantes: os que buscam economia, privacidade e contato humano.

Chega de falar, confiram as fotos do hostel design e tirem suas próprias conclusões. E ai, vamos comprar nossas passagens?

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Acervo cultural brasileiro: Iberê Camargo

Fundação Iberê Camargo é um centro de excelência dedicado à obra de Iberê Camargo e à reflexão sobre arte moderna e contemporânea.

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O Brasil é o maior país da América do Sul, então não é de se espantar que as cinco regiões brasileiras escondam grandes obras e grandes artistas. Iberê Camargo foi um deles. Pintor, gravurista e professor, Iberê se destacou como um dos grandes nomes da arte brasileira do século XX deixando o mundo em 1994.

Um ano após sua morte, Maria Coussirat Camargo, viúva do artista, criou a Fundação Iberê Camargo para expor o acervo artístico que herdou de seu marido. Inicialmente instalada na antiga casa do pintor, a fundação ganhou outra sede e deu a Porto Alegre uma segunda obra de arte: o novo prédio da fundação.
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Projetado pelo arquiteto português Álvaro Siza às margens do lago Guaíba, a Fundação Iberê Camargo foi inaugurada em 2008 e é composta por dois volumes cheios de linhas e curvas: o museu que abriga as obras de Iberê Camargo e um espaço de café. A proposta é manter a vida artística e cultural da cidade sempre movimentada.

A instituição realiza exposições, seminários, encontros com artistas e curadores, cursos e oficinas sobre a obra de Iberê Camargo e sobre questões ligadas à arte contemporânea, com o objetivo de promover uma reflexão sistemática sobre o fazer artístico no novo século.
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Nos 50 anos que esteve ao lado de Iberê, Maria Coussirat colecionou seu trabalho e montou um grande acervo, hoje propriedade da instituição, que conta com mais da metade de toda a produção deixada pelo artista – um total de cerca de sete mil obras. Ele está dividido em Artístico e Documental: a primeira parte conta com mais de cinco mil obras entre desenhos, guaches, gravuras e pinturas, enquanto a segunda abriga mais de 20 mil catálogos, recortes de jornais e revistas, fotografias, correspondências, cadernos de notas e matrizes.

Quando for a Porto Alegre já sabe que lá tem duas obras que devem ser visitadas: a coleção do trabalho de Iberê Camargo e o prédio que abriga essas obras. Álvaro Siza recebeu o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza (2002), além de outros prêmios importantes pelo trabalho realizado para a Fundação Iberê Camargo.
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 Serviço
Horário: das 12h às 19h
de terça-feira a domingo
Entrada Franca
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Luminárias Balloons / Lucie Koldová e Dan Yeffet

Criação conjunta de Lucie Koldová e Dan Yeffet, a coleção de luminárias Balloons nasceu para impressionar os amantes do design

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Foi a aliança entre o design de Israel com a República Tcheca que trouxe ao mundo uma peça de requinte, luxo e grade criatividade. Estamos falando da coleção de luminárias Balloons criada por Lucie Koldová e Dan Yeffet. Lucie nasceu na República Tcheca, mas foi erradicada em Paris, onde atualmente possui seu próprio estúdio de design. Nascido em Jerusalém, Dan Yeffet rodou a Europa até se estabelecer também na capital da Luz.

Desde 2010 Lucie e Dan assinam a cocriações de várias peças. Juntos, os designers deram vida para um novo estilo de iluminar. Balloons é uma coleção de peças únicas e atemporais. Uma mistura de vidro soprado artesanal com luminária pendente colorida, a coleção é formada por um modelo de chão e dois de mesa.

Conhecida por dar a sensação de um refletor flutuante, a coleção foi inspirada nas bolhas de sabão que flutuam transparentes como se estivessem “no momento antes explodir”, explicaram seus criadores. Criada em 2011, as luminárias Balloons são grandes, porém leves. A finíssima espessura do vidro e o encaixe imperceptível das duas peças formam uma luminária única. Um sonho que veio flutuando para o nosso Design é Meu Mundo desta terça-feira.

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“A Butzke deu vida nova para o eucalipto”

Guido Otte, que comprou e assumiu a administração da Butzke na década de 1980, conta um pouco mais sobre a trajetória de uma das maiores empresas de design do país

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No auge da Belle Époque e dos avanços automobilísticos e industriais o sul do Brasil conheceu a Butzke Design, em 1899. Fundada em Blumenau, no município de Timbó (Santa Catarina), por Emil Butzke, a empresa produzia carroças. Quase cem anos depois, com o mesmo nome e sob a administração de uma nova família, a empresa tomou diferentes rumos. A Butzke se especializou na produção de produtos com eucalipto certificado, deixou de lado a fabricação de carroceria e se consagrou com a exportação de peças de alta decoração. Em um papo descontraído com o Blog AZ, o empresário Guido Otte falou um pouco mais sobre a trajetória incomum de uma das empresas de maior sucesso no design nacional.

A Butzke se modificou muito ao longo do século passado, porque a empresa mudou tanto o foco de atuação?

Eu sou engenheiro civil, atuei por um tempo, mas por uma questão familiar acabei trabalhando em uma metalúrgica. Dessa metalúrgica eu saí e comprei a Butzke. Butzke é um nome familiar conduzido por uma pessoa em uma sociedade de irmãos que estavam enfrentando uma certa dificuldade e me venderam a empresa.

A Butzke foi fundada em 1899 e fabricava no passado carroças. Quando eu comprei a empresa em 1983 ela fabricava carrocerias. Logo que a gente comprou, tinha algo que nos chamava atenção e para o negócio fazer sucesso, devemos nos ater a isto. A carroceria é algo de domínio público, qualquer um com uma serra faz carroceria e nossos concorrentes não eram fortes, então nos planejamos a procurar um novo caminho. Foi ai que começamos a trabalhar com móveis práticos para exportação.

O que são esses móveis práticos? Porque vocês se focaram neles?

São móveis pequenos e dobráveis, pois nós já estávamos pensando em uma vida mais econômica, com apartamentos menores. Por uma coincidência, nós começamos a fabricar também embalagens para empresas de veículos, como a Mercedes Benz, General Motors e a Scania do Brasil e isso foi muito importante porque esse trabalho com as montadoras me fez desenvolver algo que eu tinha de sonho, que era trabalhar com madeira profissional.

A madeira profissional é uma madeira com muita oferta e regularidade e vai para o mercado sem depreciar o meio ambiente. Se eu tinha uma madeira profissional e o conhecimento sobre ela, era mais fácil melhorar o meu domínio sobre essa madeira. Eu costumo falar que eu prefiro trabalhar com algo ruim que eu conheço do que com o bom desconhecido.

Mas onde entra a embalagem para empresas de carro nessa história da Butzke?

Os projetos das embalagens vinham especificados pelas montadoras. Eles escolhiam as madeiras, como o pinos ou o compensado naval, e especificavam até o tipo de prego que deveria ser utilizado. Uma das escolhas deles era uma espécie de madeira que já estava praticamente proibida no mercado, então eu queria introduzir o eucalipto como madeira de embalagem. Enfrentamos uma barreira muito grande, eles não queriam aceitar. Eu passei quatro anos insistindo e recebia um não até que um dia eu resolvi especificar qual o tipo de eucalipto que eu queria trabalhar.

O eucalipto é uma espécie de madeira exótica vinda da Austrália e do Timor Leste. Existem 832 espécies diferentes dessa madeira. Então eu fui em busca de determinar uma espécie que tivesse características próximas das madeiras que eles usavam para que eles pudessem fazer os serviços que eles estavam acostumados a fazer na complementação da embalagem. Eu estudei muito o eucalipto, busquei parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo e procurei a Mercedes Benz, General Motors e Scania com a solução. Foi assim que eu consegui mudar a especificação da madeira em duas dessas montadoras. Esse foi o grande momento da minha vida, quando eu conheci bem a madeira e dominei a história do eucalipto, essa foi a base para todo o restante da história da Butzke.

E como que esse trabalho com o eucalipto se aproximou de vez do design?

A Butzke já exportava muito e acabei conhecendo um senhor na Alemanha que tinha uma fábrica de portas e janelas de esquadrias. Ele estava procurando uma parceria para fazer esse trabalho com o eucalipto, algo que ninguém tinha feito no mundo. Ao mesmo tempo estava começando a se fortalecer a necessidade da certificação da madeira, principalmente a certificação FSC (Forest Stewardship Council), um selo que atesta a responsabilidade ambiental da madeira. A Butzke foi a primeira empresa no Brasil que conseguiu se certificar. Então nós lançamos em conjunto as peças, que foram montadas na Alemanha, e todas com certificado FSC. Simultaneamente começamos a produzir móveis de jardim em eucalipto, um trabalho pioneiro no mundo. O eucalipto era conhecido como lenha, a Butzke deu vida nova para o eucalipto.

Como foi a repercussão desse trabalho pioneiro da Butzke?

Foi surpreendente. Com essa questão da certificação FSC e do eucalipto eu acabei virando palestrante, internacional até (risos). A certificação foi importante, pois me abriu o mundo. Havia poucos fabricantes de produtos certificados no nosso meio, então nós fomos bombardeados com pedidos. Nós não vendíamos, nós éramos comprados. Com a estrutura que tínhamos, enfrentamos dificuldades até para responder aos pedidos que chegavam para a empresa.

E como foi a aproximação da Butzke com o design autoral e com designers como Carlos Motta e Sérgio Rodrigues?

Nós começamos a nos dirigir com uma abordagem diferenciada na fabricação de alguns produtos, procurando algo que nos fizesse crescer no cenário com peças mais elaboradas, feitas a partir de designers. Passamos a contratar alguns designers e foi nessa época que conhecemos o Carlos Motta. Houve uma empatia muito grande entre o Carlos e a nossa empresa e disso começou a surgir trabalhos bastante intensos e que ainda vai muito longe. Nós entramos nessa linha de alta decoração já pelos nossos meios, mas se consagrando com os designers de renome também. O primeiro de todos e o que tem a maior identidade com nosso trabalho é o Carlos Motta. Hoje nós trabalhamos com Sérgio Rodrigues, que é o pai de todos, com Paulo Alves, Carlos Alcantarino entre tantos outros bons profissionais. A Butzke tem também designers de casa, como a minha filha, Marina Otte, que desenha grande parte dos nossos produtos.

E se as árvores pudessem falar?

O Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) promove ação de conscientização sobre o impacto ambiental dando “vida” às árvores da cidade de São Paulo

Árvore que sente
Quem disse que decoração se faz apenas com móveis? E quem disse que design se faz sem responsabilidade ambiental? O Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), em parceria com o Young&Rubicam, achou um jeito divertido de chamar a atenção dos desatentos ao impacto ambiental e de uma forma bem decorativa. A partir da última quarta-feira (19), as árvores das proximidades do elevado Costa e Silva, o Minhocão, receberam projeções em 3D e ganharam vida.

O objetivo de dar vida para a natureza é fazer com que os que mais sofrem com o impacto ambiental tenham o “poder” de dizer o que sentem. As “Árvores que Sentem” demonstram diferentes expressões faciais de acordo com os índices de poluição local, fornecidos pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Isso por que são projetados sobre suas folhagens sete vídeos em 3D com diferentes imagens expressivas.
Árvore que sente Feliz Árvore que sente Contrariada

A ação do Instituto IPE visa promover a Semana Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas. Se aumentarem os índices de ozônio, a árvore ganhará um semblante de quem grita ou tosse. Se chover e a qualidade do ar melhorar, ela irá sorrir prazerosamente.

A capital paulista tem uma das maiores frotas de carro do mundo e despeja toneladas de poluentes na atmosfera. De acordo com o IPÊ, a esperança é que ao mostrar como uma árvore se sente em relação a tudo isso, as pessoas se sensibilizem. “Ao direcionar nosso olhar para entender como as árvores se sentem, alertamos não só para a qualidade do ar da cidade, mas para mudanças climáticas resultantes de um modelo de vida que está levando ao esgotamento dos recursos naturais”, explicou Andréa Peçanha, Gerente de Desenvolvimento Institucional do IPÊ. Vamos nos sensibilizar?

Árvore que sente cansada Árvore que sente 1

We not you

Hostels apostam em decorações irreverentes para atrair público mais exigente

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O nome antes era usado para denominar pequenas pensões criadas para receber trabalhadores temporários em países como Reino Unido, Irlanda, Índia e Austrália. Hoje, hostel é o símbolo de uma juventude descolada, que coloca uma mochila nas costas e sai em busca do mundo. No início o estilo não agradou muito os brasileiros acostumados ao conforto e privacidade dos hotéis, mas a moda européia pegou e as cidades turísticas brasileiras estão investindo nesse novo tipo de acomodação para o público jovem.

O hostel, ou albergue, é um tipo de acomodação que prioriza o contato entre os hospedes a preços intitulados de low-cost. Enquanto a diária de um quarto de hotel no centro de Paris custa R$500,00 o preço para o hostel varia entre R$100 e R$200, e com ótima localização. Formados por quartos coletivos mistos ou só de mulheres, banheiros coletivos e cozinha, o objetivo desses tipos alternativos de hotéis é unir pessoas de vários países em um só ambiente. O lema é we not you (nós, não eu).
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No começo todo mundo é estranho, mas depois de algumas horas a conversa flui e as fronteiras são quebradas, todos falam a língua de todos e se entendem independente de nacionalidade ou idioma. Porém a interação deixou de ser a única preocupação dos donos de albergues. Quem já se hospedou em um sabe que detalhes fazem a diferença: luz e tomada individual para cada cama, banheiros suficientes e área comum que atrai o público.

A atenção a esses detalhes trouxeram arquitetos, fotógrafos e artistas para dentro dos hostels com o objetivo único de impressionar. Minimalistas, futuristas, artístico e boêmios os albergues criaram o conceito hostel design, ou seja, acomodações antenadas com a decoração.Não existe regra na decoração de um albergue, o importante é chamar atenção de seu público.
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O Blog AZ abre espaço para uma série de reportagens sobre esses tipos irreverentes de hotéis coletivos e apresentará um hostel design por semana, com seus móveis futuristas e suas paredes coloridas.
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Masters Chair / Philippe Starck e Eugeni Quitllet

Um dos maiores bestsellers da Kartell agora na cor dourada

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Além da cor, Kartell vem agora com o brilho do ouro. A marca italiana laçou um de seus sucessos na cor dourada e a Masters Chair ficou ainda mais bela e ainda mais irreverente. Criada pelos designers Philippe Starck e Eugeni Quitllet em 2010, a peça foi considerada um dos maiores bestsellers da Kartell com 30 mil exemplares vendidos nos dois primeiros meses de produção.

A cadeira destaque do nosso Design é Meu Mundo de hoje é um ícone de estilo criado especialmente para homenagear três modelos do design: a cadeira série 7 de Arne Jacobsen, a Arm chair de Eero Saarinen e a Eifell Chair de Charles Eames.

 Série 7 de Arne Jacobsen, Eifell Chair de Charles Eames e Arm chair de Eero Saarinen

Série 7 de Arne Jacobsen, Eifell Chair de Charles Eames e Arm chair de Eero Saarinen

Versátil, prática e leve a Masters Chair possui uma textura aveludada feita em polipropileno modificado. Disponível em diversas cores, a cadeira pode ser usada tanto em áreas externas como internas.
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