Exposição: arquitetura, urbanismo e geopolítica

Carlos Garaicoa traz a São Paulo reflexões acerca das relações entre arquitetura, urbanismo e geopolítica

 


A história pode ser contada pela arquitetura. Reflexões podem partir do olhar atento à urbanização que nos rodeia. Foi com este pensamento que o arquiteto e artista cubano radicado na Espanha Carlos Garaicoa fez sua arte. O artista percebeu que os prédios e os formatos das ruas têm muito a contar sobre as pressões e direções políticas de uma sociedade e desta percepção criou a exposição Ser Urbano, que está em cartaz na cidade de São Paulo.

“Carlos Garaicoa: Ser Urbano”, com curadoria de Rodolfo de Athayde, reúne oito trabalhos do artista divididos em instalações, vídeos, fotografias, maquetes e desenhos. Por meio de prédios. Os trabalhos apresentados propõem reflexões acerca das relações entre arquitetura, urbanismo e geopolítica já que Garaicoa é reconhecido internacionalmente por seu trabalho artístico sobre as cidades.

A relação não só das cidades, mas de sua arquitetura com a história do mundo é o que conta Carlos por meio de seu trabalho artístico. As obras apresentam a viagem criativa do autor, onde coloca em contraste questões sociais, econômicas e políticas que impactam diretamente na formação das subjetividades e dos conhecimentos do mundo contemporâneo.

Leo Romano expõe trabalho em Estocolmo

O arquiteto goiano Leo Romano é um dos brasileiros que integram grupo de 18 estúdios de design que vão expor na Alma Galery, em Estocolmo

 


A capital da Suécia recebe, entre os dias 6 a 28 de fevereiro, um grupo de profissionais de 18 estúdios de design para expor seus trabalhos na Alma Galery. Os profissionais do design vão participar da exposição internacional com apoio do Projeto Raiz, que incentiva a internacionalização de designers brasileiros. A iniciativa é do sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis) da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Além de Leo Romano, participam studiopoli, Noemi Saga, Sergio Fahrer e Jack Fahrer, NDT Design, Aristeu Pires, Paulo Alves, estudiobola, Ronald Sasson, ITENS por Ana Neute, Jader Almeida, Guto Indio da Costa, Marta Manente, Alessandra Delgado, Plataforma 4, Carol Gay, Cristiano Valle e Gustavo Martini.

O objetivo do projeto é que os arquitetos e designers exponham não apenas a qualidade do traço brasileiro, mas que estabeleçam conexão direta entre designers, lojistas, fabricantes e investidores para crescente inserção às cadeias de licenciamento e distribuição no mercado europeu.

Para inaugurar a exposição, são previstas palestras dos designers Camila Fix (Plataforma 4), Gustavo Martini e Ricardo Rodrigues (NDT Design), membros do Projeto Raiz, que apresentarão individualmente um panorama da carreira e suas principais criações. Edson Busin, diretor de comunicação do Sindmóveis, também participará da cerimônia, destacando o valor dos profissionais brasileiros e convidando para visitação na Movelsul Brasil, maior feira moveleira da América Latina, realizada em março, na cidade de Bento Gonçalves. Na ocasião, os vencedores do Prêmio Salão Design- premiação de design de produto- serão apresentados.

Serviço

Exposição Raiz Project- Estocolmo
Quando: 6 a 28 de fevereiro
Segunda a sexta das 12h às 18h?
Onde: Alma Gallery

Informações: Assessoria de Comunicação

CCBB expõe obras da coleção Mugrabi de Jean-Michel Basquiat

Cerca de 80 obras de Jean-Michel Basquiat chegam para uma temporada de exposição no Brasil


Uma mistura de neoexpressionismo e pop art é a mais nova atração do Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. O espaço cultural recebe obras do artista que mais personifica a Nova York dos anos 1970 e 1980. Jean-Michel Basquiat teve vida curta, morreu aos 27 anos, mas deixou uma rica produção artística quando nos deixou em 1988.

Americano de ascendência porto-riquenha e haitiana, Basquiat nasceu com uma aptidão incomum para as artes. Com três anos, já desenhava caricaturas. Aos 17 anos, levou seus traços para os muros de Manhattan. Incentivado por sua mãe, passou a levar a arte a sério quando era ainda criança. Aos seis anos, ganhou carteira de sócio mirim do Museu de Arte Moderna de Nova York, de onde não saia. Com o divórcio dos pais, se mudou para Porto Rico e voltou a Nova York no final da adolescência.

Viveu de uma mistura entre empolgação e decadência que lhe redeu um paraíso de criatividade. Paraíso devidamente reconhecido, já que uma de suas telas chegou a alcançar, em um leilão na Sotherby´s, em Londres, o valor de cem milhões de dólares. A retrospectiva de seu trabalho que chegou ao Brasil no dia 25 de janeiro, de curadoria de Pieter Tjabbes, segue em cartaz em São Paulo até o dia 7 de abril com mais de 80 obras do artista. Após temporada em São Paulo, as obras serão expostas em Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Seus traços subversores e seu olhar à frente do tempo o consagraram como um importante pintor vanguardista, conhecido posteriormente como neoexpressionista. Fez amizade e atuou ao lado de Andy Warhol até a sua morte, em 1987. Muito abalado com a perda do amigo, Basquiat acaba por exagerar no consumo de drogas e morre de overdose no ano seguinte, em 12 de agosto de 1988.

Ao partir, deixou um legado com cerca de três mil obras que retrataram a cultura africana e o caos social e emocional que conduziu a criatividade de tantos artistas de renome da década de 1980. Seu trabalho continua influenciando o trabalho de outros artistas na atualidade.

100 anos de Athos Bulcão é comemorado em exposição em Brasília

CCBB recebe 300 obras de Athos Bulcão para uma exposição itinerante em comemoração ao seu centenário

Athos Bulcão foi o verdadeiro paisagista de Brasília. A afirmação pode parecer desencontrada, já que como pintor, escultor, decorador, desenhista e professor, Bulcão jamais trabalhou com paisagismo na vida, mas sua obra iluminou a capital brasileira como as plantas fazem em um jardim. Este ano, caso estivesse ainda vivo, Bulcão comemoraria seu centenário e, por isso, a capital federal decidiu celebrar.

Embora tenha nascido em Teresópolis e encantado todo o mundo com seu trabalho, Brasília é a cidade certa para festejar seu aniversário. É que suas obras podem ser vistas nos quatro cantos do plano piloto da cidade. Foi, então, por Brasília que o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) optou iniciar uma mostra itinerante com 300 obras – algumas inéditas – de Athos Bulcão.

“Essa exposição dá conta de reapresentar o Athos para o Brasil, porque é impressionante uma produção tão grande não ser conhecida”, explica o artista André Severo, um dos curadores da mostra. “A gente tem um estereótipo do Athos que é essa relação de arte com arquitetura, mas a complexidade da construção de toda essa poética, a gente não tem ideia”, concluiu. Além de André, a mostra conta com a curadoria de Marília Panitz e permanecerá em cartaz na capital até 1º de abril, quando então seguirá para Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

O artista

Frequentador de teatros, salões de artes, espetáculos de companhias estrangeiras e óperas, Athos Bulcão, aos quatro anos de idade, já ensaiava desenhos. Aos 21 anos, em 1939, desistiu da carreira de médico para se dedicar às artes visuais, mesmo ano que foi apresentado a Candido Portinari, com quem aprendeu a aprimorar suas habilidades. Portinari e Bulcão trabalharam juntos no mural de São Francisco de Assis na Igreja Pampulha em Belo Horizonte.

Athos Bulcão se mudou para Paris na década de 1940, mas se encontrou mesmo quando pousou na capital brasileira quase 20 anos depois. Em 1943, Bulcão conheceu Oscar Niemeyer, que lhe encomendou um projeto para os azulejos externos do Teatro Municipal de Belo Horizonte. A obra ficou inacabada e o painel não foi realizado, mas da amizade com Oscar nasceu a paixão por Brasília. Niemeyer convidou Atos para se mudar para a nova capital ainda em construção e o artista a transformou em seu museu de céu aberto.

Suas criações e figuras geométricas estão espalhadas por vários prédios e obras arquitetônicas de Brasília como a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, Parque da Cidade Sarah Kubitschek, Torre de TV, Teatro Nacional Cláudio Santoro , Instituto de Artes da UnB, Escola Classe, Mercado das Flores, Hospital Sarah Kubitschek, Gran’ Circo Lar, Palácio da Alvorada , Escola Francesa de Brasilia, Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubstichek e no Congresso Nacional.

Como desenhista gráfico, Athos Bulcão fez as ilustrações de vários livros e revistas literárias, além de trabalhar em cenários para peças de teatro como Tia Vânia (de Tchekov) e o Dilema de um Médico (de Bernard Shaw). Como escultor, realizou obras de integração arquitetônica, algumas complementares para prédios projetados por Oscar Niemeyer, Helio Uchoa, Sergio Bernandes e Israel Correira, entre outros arquitetos.

O artista faleceu em 2008 aos 90 anos de idade no Hospital Sarah Kubitschek devido a complicações do mal de Parkinson. Grande parte de seus trabalhos encontra-se em Brasília, mas a Organização da Sociedade Civil do Interesse Público (OSCIP) Fundação Athos Bulcão trabalha na preservação e difusão da obra do artista plástico desde sua criação, em 1992.

 

Serviço

100 anos de Athos Bulcão
Quando: até 1º de abril
de terça a domingo, das 9h às 21h
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil
(CCBB -SCES Trecho 2, Lote 22)

 

Dois quadros inéditos de Van Gogh são expostos na Europa

Após serem descobertos, duas obras de Van Gogh são expostas pela primeira vez na Holanda

No mundo da arte, novas descobertas são um achado. É o que acontece com os amantes da música quando descobrem uma banda desconhecida ou com os designers quando encontram um desenho de algum móvel perdido em alguma gaveta de um importante criador. A Holanda acaba de passar por uma experiência similar, só que com grande repercussão no mundo da pintura.

Foi exposta ao público nesta terça-feira (16), pela primeira vez, duas obras de Vincent Van Gogh. Foi descoberto, em meio à coleção de quadros que pertenciam a Van Vlissingen, uma obra intitulada “A Colina Montmartre com Pedreira” datada de 1886. Em 2013 a obra foi levada ao museu Van Gogh, em Amsterdã, para analise de sua autenticidade.

Ao ser confirmada a autenticidade da obra, o quadro levou especialistas a atribuírem ao impressionista outra pintura, chamada “A Colina de Montmartre”, que não tinha sido reconhecida como de autoria de Van Gogh por falta de elementos para confirmar sua autenticidade. As descobertas foram classificadas como excepcionais por estudiosas da área.

Vincent Willem van Gogh foi uma das mais importantes figuras da arte moderna, que atuou de forma ativa na mudança da arte renascentista para as escolas que surgiram no final do século 19 e início do século 20. A maior parte de suas obras está hoje no museu que leva seu nome, na Holanda.

Julio Le Parc: Da Forma à Ação

O Op Art de Julio Le Perc em cartaz no Instituto Tomie Otake


Mês de férias é mês de aproveitar o que melhor as cidades podem proporcionar, então o Blog AZ vao continuar dando dicas de exposição, só que agora em São Paulo. É que o Instituto Tomie Ohtake adaptou para seu espaço a grande retrospectiva realizada no ano de 2016 pelo Pérez Art Museum Miami (PAMM) sobre Julio Le Parc. A adaptação conta com a mesma curadoria de Estrellita B. Brodsky e consultoria artística de Yamil Le Parc.

Le Park, um argentino de quase 90 anos de idade, é um dos precursores do Op Art, movimento artístico no qual as obras são baseadas principalmente em ilusão ótica. Segundo o artista, o visual é a coisa mais importante que se tem e por isto segue sua produção experimentando com a arte contemporânea na tentativa de despertar, com o visual, o sentimento nas pessoas.

A mostra em São Paulo é composta por mais de 100 obras que trazem uma centelha de experiências físicas e visuais. Ao incluir as principais instalações e trabalhos raramente vistos em papel e materiais de arquivo, Julio Le Parc: da Forma à Ação é uma exploração da figura central de Le Parc na história da arte do século 20.

Formado pela Escola de Belas Artes de Buenos Aires, Le Parc recebeu uma bolsa de estudos do governo francês e se instalou em Paris na década de 1960 até tornar-se membro fundador do coletivo de artistas Grupo de Pesquisa de Artes Visuais (GRAV). Ao enfatizar o poder social de objetos e situações de arte não mediados e desorientadores, Le Parc buscou limpar as estruturas e sistemas que separam espectador de obra.

“As investigações de Julio Le Parc sobre as maneiras de engajar e empoderar o público redefiniram e reinterpretaram a experiencia da arte”, afirma a curadora Estrellita B. Brodsky. “Movido por um sólido ethos utópico, Le Parc continua a olhar a arte como um laboratório social, capaz de produzir situações imprevisíveis e de ludicamente engajar o espectador de novas maneiras. Seu posicionamento radical continua cada vez mais relevante após seis décadas”.

O trabalho desenvolvido pela curadora Estrellita B. Brodsky é uma pesquisa retrospectiva da abrangente prática de Le Parc e uma análise de seu impacto tanto em seus contemporâneos na América Latina quanto na Europa vanguardista do pós-Guerra e subsequentes gerações de artistas. Apesar do âmbito histórico, a exposição conversa com força com o presente, demandando presença física e perceptiva do público. Julio Le Parc: da Forma à Ação apresenta o artista à nova geração, permitindo que cada visitante reaja de forma direta e pessoalmente ao trabalho.

Serviço

Julio Le Parc: Da Forma à Ação
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Av. Brigadeiro Faria Lima, 201
Quando: até 25 de fevereiro
Ter. a dom – das 11h às 20h
Entrada Franca

 

Dalí e a Divina Comédia em exposição em Brasília

As obras de Salvador Dalí interpretando a Divina Comédia de Dante Alighieri estão sendo expostas na capital federal

Um dos maiores nomes da arte do século 20, Salvador Dalí, se destacou por suas pinturas surrealistas e pelos desejos inconscientes. O governo da Itália, ainda na década de 1950, resolveu homenagear os 700 anos de nascimento de Dante Alighieri com um projeto que contava sua história de maior sucesso: a Divina Comédia. Foi ai que resolveram unir o surrealista com a história sobre céu e inferno criada pelo poeta no século 14. Não tinha como dar errado.

O pintor catalão reinterpretou o conto de Alighienri com 100 imagens feitas em xilogravura divididas entre “inferno”, com 34 imagens, “purgatório”, com 33 imagens, e “paraíso”, com outros 33 desenhos. As obras foram sendo finalizadas aos poucos e Dalí terminou toda história após cinco anos investindo no trabalho.

Com a ajuda de dos gravadores Raymond Jacquet e Jean Taricco, responsáveis por fazer 35 placas com 3,5 mil blocos xilográficos para reproduzir as aquarelas, as obras da Divina Comédia de Dalí foram criadas em um sistema que permitia sua reprodução mecânica.

O exemplar 283 desse conjunto de ilustrações está em exposição na Caixa Cultural de Brasília após passar por Curitiba e São Paulo. A exposição conta, por meio de imagens, a saga de Dante pelo inferno, purgatório até sua chegada ao paraíso. Tudo isto com as cores fortes e as imagens surrealistas do pintor espanhol.

A exposição conta com obras que interpretam todas as fases de A Divina Comédia. A obra de Dante extrai a agonia, os prazeres, os sabores e dissabores de uma viagem rumo à conquista de um paraíso idealizado.  Os versos vão do limbo aos céus e são retratados por Dalí respeitando a transição do poema. O pintor transferiu, das letras para as telas, os círculos infernais, o centro da Terra, o encontro com Lúcifer, o reencontro com Beatriz, a mulher amada e idealizada, e a admissão de um paraíso.

Serviço

Dalí – A Divina Comédia
Onde: Galeria Vitrine da CAIXA Cultural Brasília
(SBS Quadra 4 Lotes 3/4)
Quando: até 4 de março de 2018
Entrada franca

Cannabis é usada na construção de casas

A planta vulgarmente conhecida por maconha possui uma substância capaz de substituir cimento, tijolo e madeira na construção civil

O cannabis sativa é uma planta que carrega consigo uma dose de polêmica. Vulgarmente conhecida por maconha, a planta possui em sua composição uma grande quantidade de THC, substância psicoativa responsável por levar a planta a fazer parte da portaria do Ministério da Saúde que cataloga as drogas proibidas no Brasil. No resto do mundo, pelo menos no lado ocidental, discute-se a possibilidade de retirar seu caráter proibitivo.

Ocorre que além de psicoativa, o cannabis tem diversas outras funções, talvez por isso seja uma planta milenar. O primeiro registro de uso da planta data de 8.000 a.C, quando os chineses a utilizavam para fazer papel. Atualmente, a planta possui mais de 25 mil usos catalogados e a arquitetura também se aproveita das qualidades da planta.

O Tav Group, escritório de arquitetura de Israel, projetou uma casa de 250 m² utilizando-se de Hemcrete, que é uma espécie de concreto produzido com cânhamo – fibra vegetal que deriva da Cannabis. A casa está localizada em Ein Hod e faz parte do grupo de residências construída com materiais orgânicos – tudo pelo meio ambiente.

O cânhamo é a substância também usada na composição de tecidos – algumas empresas do ramo da moda já produzem roupas derivadas do Cannabis – e também na substituição da madeira. É que o cânhamo possibilita a produção de tábuas robustas e resistentes que podem substituir as tábuas de madeira. Elas são obtidas a partir da utilização de pedúnculos desta planta, que são prensados e montados com a ajuda de uma cola. O resultado é que está ficando cada vez mais comum a utilização da substância no ramo da construção civil, como um substitutivo ao cimento e aos tijolos.

Tidelli vence prêmio Top of Mind 2017

Pelo terceiro ano consecutivo, a Tidelli vence o prêmio Top of Mind de produtos para área externa


O prêmio Top Of Mind, realizado pela Revista Decorar e pela Revista Casa&Mercado e auditado pelo instituto Data Folha, anunciou a Tidelli Móveis como a marca vencedora no ano de 2017 para a categoria móveis área externa. Este ano a marca se consolida como tricampeã do Top of Mind.

Após mais de duas décadas criando e produzindo móveis para a área externa, a Tidelli não poderia ter se tornado menos que especialista no assunto. Beleza e conforto são apenas algumas das principais características da marca, já que seus móveis são também à prova do tempo bom e ruim do tropical clima brasileiro. É por tudo isto que ficou impossível falar em móveis para áreas externas sem falar em Tidelli. Prémio mais que merecido.

Masp abre exposição de Tunga sobre sexualidade

O arquiteto por formação Tunga dedicou sua vida artística para tratar de temas como sexualidade e erotismo, focos da exposição inaugurada hoje no Masp

 


Desde sua primeira exposição individual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, intitulada Museu da masturbação infantil, de 1974 que Tunga dedica seu trabalho artístico para tratar da sexualidade e do erotismo. Tunga, ou Antônio José de Barros Carvalho e Mello Mourão, seu nome de registro, foi escultor, desenhista e artista performático.

A mostra de 1974 incluiu desenhos abstratos que, posteriormente, pautariam o raciocínio acerca de temas eróticos na produção do artista. Eram obras cujas formas evocavam imagens eróticas ou processos de gozo, elementos que foram incluídos na exposição Tunga: O corpo em obras inaugurada hoje para convidados no Masp, em São Paulo.

Arquiteto de formação, Tunga transitou por diferentes linguagens, das artes visuais à literatura, incluindo a escultura, a instalação, o desenho, a aquarela, gravura, vídeo, texto e a instauração até a data de sua morte, em 2016. Frequentemente, suas obras se alimentam de um repertório que provém de distintos campos do conhecimento, como a psicanálise, a filosofia, a química, a alquimia, bem como as memórias e as ficções.

Na exposição que segue no Masp até o dia 11 de março de 2018, a sexualidade não constitui apenas um tema da produção do artista, mas um modo de compreender as relações, vínculos, transformações e criações entre corpos, matérias e linguagens. A escolha dos trabalhos e sua disposição no espaço foram definidas a fim de potencializar essas relações e promover diálogos entre obras de diferentes períodos e técnicas, em detrimento de uma organização cronológica.

A exposição Tunga: o corpo em obras, de curadoria de Isabella Rjeille, encerra o programa anual de 2017 do Masp em torno das histórias da sexualidade, que incluiu mostras individuais dos artistas Teresinha Soares, Wanda Pimentel, Miguel Rio Branco, Toulouse-Lautrec, Tracey Moffatt, Guerrilla Girls, Pedro Correia de Araújo e a exposição coletiva Histórias da sexualidade.

Fonte: MASP / Divulgação