Designer Marcus Camargo participa do Decora no canal GNT

Convidado por Marcelo Rosenbaum, Marcus Camargo participa do programa Decora do canal GNT que vai ao ar na noite desta terça-feira

 

IMG-20150818-WA0030
Quem disse que santo de casa não faz milagre? O trabalho, quando é bom, ganha asas e no caso do nosso fotógrafo e designer Marcus Camargo, suas asas o levarão para as telas da televisão. É que Marcus Camargo foi convidado pelo renomado arquiteto Marcelo Rosenbaum para participar do programa Decora, no canal GNT. O programa vai ao ar nesta terça-feira (15), às 21h30.

O convite foi feito por Rosenbaum em julho deste ano durante as gravações do quadro Lar Doce Lar do programa Caldeirão do Huck, quando Marcus fotografou para o arquiteto o resultado da transformação. Decora é um reality de design e decoração comandado por Marcelo Rosenbaum no canal fechado GNT e cada episódio ele e sua equipe ajudam a transformar um ambiente alvo de conflito em uma casa ou escritório.

No episódio de hoje do Decora, Marcus Camargo fez uma pintura a mão livre na copa de uma casa dividida entre um grupo de amigos Bairro do Pacaembu, na grande São Paulo. Mas o designer mostra para as câmeras apenas uma de suas vertentes artísticas. Artista multifacetado, Marcus é formado em Artes Visuais bacharelado em Design de Interiores, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), entretanto começou suas atividades no campo das artes quando era ainda criança.

Nascido na Cidade de Goiás, antiga capital do estado, Marcus teve contato desde novo com a pintura, o desenho e dança. Mudou-se para Goiânia aos 17 anos e se entregou de vez para o campo da criação. Na faculdade, o anseio de produzir arte o ajudou a construir sua identidade. Ao mesmo tempo, seguia como bailarino no elenco jovem da Quasar Cia. de Dança. Aos poucos foi se destacando no meio artístico e conquistando seu espaço.

Atualmente, Marcus atua como Fotógrafo, Designer de Interiores, Designer de Produto, Cenógrafo, Designer Gráfico e Artista Visual. Já participou de diversas mostras expondo seus trabalhos variados, mas que se comunicam em uma mesma linha artística, pois Marcus expressa uma forte identidade em tudo que produz.
IMG-20150818-WA0032 20150818_13025620150818_155845

Giordano Rogoski, Marcelo Rosenbaum e Marcus Camargo

Giordano Rogoski, Marcelo Rosenbaum e Marcus Camargo

Texto: Bárbara Alves

Vitrine Estrela

Armazém da Decoração inaugura vitrina com a coleção Estrela, dos irmãos Campana

 

campana

Os brasileiros Humberto e Fernando Campana, os Irmãos Campana, já são conhecidos mundialmente por seus trabalhos cheios de arte. Agora mais um de seus trabalhos vai brilhar na vitrine do Armazém da Decoração.

Nossa loja inaugura no próximo sábado, dia 12 de setembro, das 10h às 15h, a vitrine Estrela ambientada pelos arquitetos Heitor e Ogawa com os produtos da linha Estrela lançadas pelos designers no último Salão Internacional do Móvel de Milão.

Com o objetivo de criar uma linha de móveis com valores acessíveis ao público, os irmãos Campana realizaram uma parceria empresa brasileira A Lot Of Brasil e com ela colocaram no mercado a primeira coleção de móveis com produção industrial e, por consequência, preços mais baixos.

A linha Estrela, batizada por sua inspiração nas estrelas do mar, é composta por cadeira, poltrona, mesa de centro, mesa lateral, sofá e luminária com valores que começam na faixa de R$ 800. As peças se lançaram também como a realização de um desejo antigo dos designers de desenvolver uma coleção de móveis mais acessíveis.

A linha é toda feita a partir da composição assimétrica de bolas vazadas. Seus círculos são feitos em aço cortado a laser no formado de desenhos que realmente se parecem com estrelas do mar e agora estão disponíveis no Armazém da Decoração. Não deixem de passar na loja esse fim de semana e ver esses campanas de perto.

Criatividade econômica

Após um longo período de industrialização acelerada, a sociedade pós-moderna põe o pé no freio e passa a valorizar a economia criativa

Sem título

O Brasil ainda vive sob uma logica fordista em que as pessoas são numeradas e qualificadas pelo tamanho de sua produção, mas toda lógica existe para ser quebrada. No início da última década, o britânico John Howkins desenvolveu o conceito de economia criativa e ela veio justamente para contrapor a lógica industrial na qual a produção tecnológica e cultural ainda está inserida.

Segundo o próprio Howkins, o principal princípio que guia a economia criativa é justamente o fato de que todo mundo nasce com imaginação e criatividade. John Howkins desenvolveu em seus estudos, que culminaram no livro The Creative Economy (2001), a ideia de que as novas necessidades que vêm surgindo nas populações de todo o mundo criaram também a necessidade de uma nova forma de produção econômica, que ele chamou de ecologia criativa.

A economia criativa gira basicamente entorno da ideia de que o grande ativo da economia é a atividade humana. Para suprir as necessidades de desenvolvimento econômico sustentável é precioso trabalhar em rede. A produção deixa de ser hierárquica e se torna cooperativa.

Contrapondo o tradicional modelo de carreira profissional com carteira assinada, onde a produção em serie castra a liberdade e o potencial criativo do trabalhador, sociedade pós-moderna juntou um grupo de pessoas que trabalham unindo diversão e responsabilidade, tudo na busca por instigar a imaginação e mergulhar no novo.

Algumas áreas se destacaram na lógica da economia criativa como a moda, o artesanato e o design. E não se engane, a economia criativa abrange todas as classes sociais.  Os pequenos empreendedores, com grandes ideias, vendem seus produtos não somente pelo dinheiro, mas pelo prazer de mostrar a criatividade, cultura e indenidade pessoal de seu trabalho – são verdadeiros empreendedores sociais.

O Blog AZ começa a mostrar, a partir de amanha, alguns trabalhos que se lançaram dentro da lógica da economia criativa, que é um processo em constante inovação.

Copan: as histórias nascidas do concreto

O Blog AZ começa uma série com crônicas da vida vivida e inventada nas paredes do Copan, o maior edifício residencial da américa latina – projeto de Oscar Niemeyer

Foto do edifício Copan, em São Paulo, de Oscar Niemeyer

Da dura poesia concreta de tuas esquinas à deselegância discreta de tuas meninas, Sampa’ abriga um número incontável de arranha-céus, mas poucos deles tiveram o privilégio de se tornar cartão postal como o icônico Edifício Copan.

Entre a Avenida Ipiranga e o final da Rua Consolação, foi erguida a construção mais controversa da capital paulista. Copan é um volume cheio de curvas com 400 quilos de concreto por metro cúbico. O prédio conta com 1.160 apartamentos divididos em seis diferentes blocos, cada um com uma entrada individual, cada um com histórias para contar.

O mais curioso do Copan é a sua diversidade. O edifício abriga cerca de 5 mil moradores, com uma circulação diária que chaga a 6.500 pessoas. Os apartamentos variam de 29 m² a 214 m² e essa particularidade faz com que o Copan abrigue pessoas de todos os estilos e todas as classes sociais.

Com o declínio do centro urbano na década de 1970, o edifício entrou em decadência chagando a ser considerado um cortiço vertical. Após sua revitalização, 20 anos mais tarde, o prédio começou a atrair a classe média em busca de apartamentos bem localizados a preços mais baixos. Segundo os próprios moradores, no Copan tem de “analfabeto a PHD, de Mercedes a Fusca” e toda beleza advinda dessa diversidade.

Tente juntar 5 mil habitantes em uma mesma comunidade vertical e dela você vai conseguir tirar um livro. Foi o que fez a escritora Regina Rheda quando lançou o Arca sem Noé – Histórias do Edifício Copan, ganhador do prémio Jabuti. A internet hospeda também o Blog da jornalista Polly Mariah chamado Edifício Copan: Suas vidas, Seus amores dedicado a contar as histórias dessa comunidade urbana de concreto.

De brigas de casal a hospede fantasma, tudo acontece entre as paredes do Copan e algumas dessas histórias serão contadas aqui no Blog AZ nas próximas semanas… Aguardem.

Design é meu mundo: Desafio Mocho

Banco Mocho/ Sérgio Rodrigues

Banco Mocho de Matt Peuler

Banco Mocho de Matt Peuler

Com o frescor de seus 60 anos, o Banco Mocho é mais um exemplo do trabalho de Sérgio Rodrigues que ultrapassa gerações. A peça é simples e elegante, como tudo criado pelo mestre do design brasileiro.

Mocho é uma interpretação do banco popular usado na ordenha de vacas e cabe em todos os cantos de uma casa. Para homenagear esta belíssima peça, o Armazém da Decoração lançou em seu instagram @azdecor o Desafio Mocho para mostrar as várias possibilidades que o banco de Sérgio Rodrigues é capaz de proporcionar. Confiram:

Banco Mocho de Rafael Chaves

Banco Mocho por Rafael Chaves

 

Banco Mocho de Rafael Chaves

Banco Mocho por Rafael Chaves

Banco Mocho de Naldo Mundim e Franco Loutero

Banco Mocho por Naldo Mundim e Franco Loutero

Banco Mocho de Karen Feldman

Banco Mocho por Karen Feldman

Banco Mocho de Fabio Cherman

Banco Mocho por Fabio Cherman

Banco Mocho por Andréia Rocha Lima

Banco Mocho por Andréia Rocha Lima

A vertente experimental da arquitetura escandinava

A vertente experimental da arquitetura escandinava da Reiulf Ramstad Architects

RRA_Cultural_Centre_Stjørdal-25©Wenzel-Prokosch

A arquitetura é um terreno fértil para a experimentação e aqueles que têm coragem suficiente para ousar nunca passam despercebidos. Nesta linha, a criação ousada de uma arquitetura simples e de conceito forte do escritório Reiulf Ramstad Architects vem sem aproveitando da bela paisagem da Noruega para levantar edificações com uma abordagem bastante conceitual.

O trabalho da Reiulf Ramstad Architects despertou o interesse dos profissionais da área e o escritório já levou para casa uma dezena de prêmios ao longo da carreira. A receita do sucesso é deixar os traços saírem livres no papel, mas sem de despir completamente da forte ligação ao contexto escandinavo da arquitetura.

No design, os escandinavos não pararam de atrair fãs. Primeiro, que o clima nada tropical do trópico norte possibilitou com que os escandinavos dessem mais atenção para o interior de suas construções. Os nórdicos passaram então, principalmente a partir do início do século XX, a criar de projetos de forma integrada conhecidos como Gesamtkunstwerk – uma obra de arte total.

Segundo que a arquitetura escandinava representa um campo extenso de manifestações e linguagens bastante ideológicas – e a ideologia é marcante no trabalho da Reiulf Ramstad Architects. Sua arquitetura equilibra uma vertente experimental muito acentuada e cada um de seus trabalhos levanta juntamente com a estrutura um novo conceito de construção. Cada novo projeto é uma oportunidade para afirmar um novo conceito.

Sem título Jardim de infância de Oslo Igreja Knarvik

Mais do que apenas grafite

O mundo da arte incompreendida ganhou espaço nos muros da cidade e na parede das galerias. Alguns nomes começaram a se destacar e diferenciar o bom grafite dos simples traços que se desprenderam do universo […]

Sem título

O mundo da arte incompreendida ganhou espaço nos muros da cidade e na parede das galerias. Alguns nomes começaram a se destacar e diferenciar o bom grafite dos simples traços que se desprenderam do universo artístico – ainda que seja um terreno muito perigoso diferenciar a arte boa da ruim.

Entre esses nomes, temos Erni Vales. O artista se disse encantado pelo grafite, já que é uma forma de arte que nos cerca em todos os cantos da cidade. Com a formação técnica educacional recebida na High School of Art and Design, em Nova York, Erni Vales teve contado com o pop art, as cores e o Hip Hop.

Foi a partir de então que seu trabalho começou a aparecer no coração da Big Apple. Erni passou a pintar vagões de metrô na década de 1980 na cidade de Nova York enquanto criava, simultaneamente, peças sobre tela. Foi nesse período que fez sua primeira aparição com a Graffiti Productions Inc., uma das primeiras galerias a apresentar o autêntico trabalho de grafite na época.

Suas obras não ficaram adstritas apenas à pintura. Vales realizou trabalhos com vídeo e fotografia. No grafite, fez nome e chamou atenção de outros artistas após desenvolver um estilo bem particular e introduzir o 3D e os murais coloridos no design de produção criativa.

Atualmente, seu ultimo trabalho tem chamado a atenção.  Erni Vales com a EVL Productions Inc., sua empresa, abriu agora galeria própria em Miami, onde Erni embarcou em uma viagem incomum. Seu objetivo foi produzir 13 séries de pintura em 13 meses. Cada mês, ele lançou uma coleção completa de peças e seu trabalho foi parar Art Basel Miami.

Copan e suas histórias

Marco histórico da capital paulista tem muitas histórias para contar e o Blog AZ vai narrar algumas

Sem título

Entre cada tijolo não cabe apenas o cimento, mas algumas histórias pra contar. O edifício Copan coleciona uma centena delas. A construção foi levantada seguindo o projeto de Oscar Niemyer e acabou se tornando um marco histórico da capital paulista.

A construção foi iniciada em 1952, mas a falência da investidora Roxo Loureiro S.A e a quebra do Banco Nacional Imobiliário interromperam o andamento da obra. Em 1957, o Bradesco comprou os direitos da construção e conseguiu concluir o alicerce do prédio em 1967.

O edifício Copan foi um projeto da Companhia Pan-Americana de Hotéis e Turismo por ocasião das comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo. O projeto original compreendia em um edifício residencial de 30 andares e outro que abrigaria um hotel com 600 apartamentos. Os prédios seriam ligados por uma marquise no térreo com cinema, teatro e comercio.  Entretanto, no final, apenas o edifício residencial foi construído.
Foto do edifício Copan, em São Paulo, de Oscar Niemeyer

O resultado final da geometria sinuosa acabou por não agradar seu projetista. Niemeyer relacionou a obra em sua autobiografia, mas nunca escondeu insatisfação quanto ao resultado final que não seguiu o projeto piloto desenvolvido por ele. Com a não construção da torre do hotel, a ideia original da Companhia Pan-Americana de Hotéis e Turismo de construir um edifício que explorasse o setor turístico da cidade perdeu o sentido e o setor imobiliário se aproveitou da situação.

Durante as décadas de 1950, 1960 e 1970 o edifício se tornou a imagem da “São Paulo moderna”, mas chamou atenção mesmo pelos números suntuosos: o edifício tem 115 metros de altura, 35 andares incluindo três comerciais, além de dois subsolos, e cerca de dois mil residentes. É considerada a maior estrutura de concreto armado do Brasil e seus 1160 apartamentos distribuídos em seis blocos ganharam o título de maior edifício residencial da América Latina.

Em 1994 a escritora Regina Rheda lançou o livro de contos Arca sem Noé – Histórias do Edifício Copan, ganhador do prémio Jabuti. O edifício Copan faz parte da história e da vida de São Paulo e o Blog AZ vai contar algumas dessas histórias.

O mexicano universal

Luis Barragán e sua arquitetura mexicana mundial

Sem título 2

“A arquitetura popular dos povos de qualquer parte do mundo vemos que é sempre bela e resolve o problema da vida comunitária. O interessante seria analisar em que consistirão essas soluções tão boas. Para poder dar, na vida contemporânea, ao ser humano essas doses de sabor que lhe evitem a angústia das cidades modernas”. É nessa clara explicação de Luis Barragán que podemos entender a importante da arquitetura no bem estar social.

Luis Ramiro Barragán Morfin foi um dos mais importantes arquitetos mexicanos da história moderna, tendo sido o único de sua nacionalidade a ganhar um Prêmio Pritzker de arquitetura. Nascido em Guadalajara em 1902, ele formou-se em engenharia hidráulica pela Escola Livre de Engenheiros de Guadalajara em 1919 e em arquitetura alguns anos depois sem nunca ter retirado seu diploma.

Como presente por sua graduação, ganhou de seu pai uma viagem pela Europa, para que ele tivesse “uma visão do Velho Mundo” e foi no velho mundo, mais especificamente na Espanha, que ele encontrou aproximações com a arquitetura mexicana – muros altos, janelas pequenas, pátios internos e casas voltadas para o interior. Em Paris, visitou a Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes, um evento que popularizou o Art Déco – estilo usado por ele no Parque Revolução de Guadalajara.

Barragán uniu o estilo arquitetônico e urbanístico que conheceu na Europa, com suas próprias ideias do que deveriam ser as soluções alternativas para a angústia das cidades modernas. Nesse interim, encontrou o que acabou conhecido como arquitetura mexicana universal. Seu maior legado está em um enorme número de residências particulares que tridimencionalizou seus traços e imortalizou seus projetos.

A casa de Luis Barragan House, construída em 1948, representa atualmente uma das obras arquitetônicas contemporâneas de maior importância no contexto internacional. Tombada pela UNESCO em 2004 como património histórico mundial, é a única propriedade privada na América Latina que alcançou tal distinção. O título é merecido, pois sua influência na arquitetura mundial continua a crescer.

Sem título 800px-Torres_satelite

Nossos bosques têm mais flores

Roberto Burle Marx abandonou a estética dura do modernismo e abriu as janelas para que o mundo visse o quão rica é a flora brasileira

Sem título

A poesia da vida pode bater em nossa porta de diversas formas. Para Roberto Burle Marx ela chegou pela entrada principal trazida por sua mãe. Exímia pianista e cantora, Cecília Burle despertou nos filhos o amor pela música e pelas plantas e foi esta segunda forma de fazer arte que Burle Marx perseguiu em sua vida.

Podemos dizer que Roberto Burle Marx interpretou o mundo a sua volta e a resposta dessa leitura veio por meio do paisagismo. Aos 20 anos, Roberto se mudou para a Alemanha onde teve contato bem próximo com as vanguardas artísticas.  Lá conheceu um Jardim Botânico que mantinha uma estufa com vegetação brasileira, pela qual ficou fascinado. Foi ai que, vivendo do outro lado do mundo, descobriu a riqueza da vegetação de seu país. Foi nessas duas experiências trazidas das Europa, a arte e as plantas, que Burle Marx inspirou seu trabalho.

Praça dos Cristais em Brasília de Roberto Burle Marx

Praça dos Cristais em Brasília de Roberto Burle Marx

Os jardins de grande porte são os principais legados deixados por Burle Marx. O paisagista e artista plástico por formação explorou em seus projetos as plantas brasileiras e conseguiu desenvolver uma linguagem própria que o afastava do modernismo duro e engessado. Foi rompendo com o modernismo que Burle Marx alcançou no paisagismo resultados parecidos com aqueles dos artistas de vanguarda que conheceu de perto na Alemanha.

Seus projetos são uma espécie de arte abstrata que lembra as telas pintadas com este estilo livre e fluido. Dizia que o paisagismo é uma necessidade absoluta da vida humana sem a qual a civilização perderia sua razão estética. Deixou como herança uma linguagem internacional do paisagismo que o colocou entre os três melhores criadores de jardim do século 20 em todo o planeta.

Roberto Burle Marx faleceu em junho de 1994, mas seu escritório permanece vivo. Atualmente o Burle Marx escritório de paisagismo é comandado por seu discípulo Haruyoshi Ono juntamente com um grupo de quatro arquitetos paisagistas que começaram no escritório como estagiários na época que Burle Marx ainda estava vivo. Roberto Burle Marx resgatou a flora nativa do paisagismo tropical e mostrou para o mundo que nossos bosques têm mesmo muito mais flores.

Por Bárbara Alves

Praça Ademar de Barros em Águas de Lindoia (SP), por Burle Marx

Praça Ademar de Barros em Águas de Lindoia (SP), por Burle Marx