Os homens e mulheres que ninguém vê

Fotógrafo Thiago Fogolin registrou, em um incrível trabalho, o universo da vida dos moradores de rua de São Paulo para a série “O mundo é sortido, Senhor”.

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Para alguns, eles são um problema social. Para outros, são simplesmente invisíveis. Para Thiago Fogolin, moradores de rua são o que são: pessoas. O fotógrafo e designer gráfico tirou a máquina do bolso e saiu às ruas de São Paulo para registrar o universo da vida dos moradores de rua da capital. Sua intenção é tratar as pessoas como humanos e não marginais ou coitados.

“Meu objetivo era e tentar entendê-las de igual para igual. Isso faz com que elas relaxem e se abram, então eu fotografo”, explicou o fotógrafo em entrevista ao Mistura Urbana. Fogolin contou que sempre teve interesse nas vidas invisíveis. Foi dando visibilidade para os moradores de rua que o fotógrafo iniciou o projeto “O mundo é sortido, Senhor”.

“Desde o início a ideia foi não transformar o mundo num zoológico. A visão que se costuma ter dessas pessoas é que são vítimas, loucos fora do mundo. Isso mantém a invisibilidade dessa realidade já que é apenas um reflexo da culpa de cada um por se considerar em uma situação melhor. Retratar todos como coitados é primário demais, existe muita coisa além disso”, contou.

O projeto começou como um trabalho de conclusão de curso, mas hoje Thiago já tem mais de 3.000 imagens em sua série. No caminho coleciona diversas experiências. O fotografo conta que passou por momentos tensos e felizes. “Com muita gente acaba sendo divertido. A alegria é subjetiva e existe sim gente feliz nessa ou qualquer outra condição”.
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Biennale di Venezia

Veneza organiza, a cada dois anos, a Bienal de Veneza com mostras de arte, cinema, dança, música, arquitetura e teatro

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A cada dois anos a bela Veneza abre seus canais para receber a Bienal de Veneza. O evento em 2014 segue cheio de programações até 23 de novembro. Cinema, arquitetura, pintura, escultura, dança, música e teatro são as atrações que atraem turistas e amantes da arte para a região de Venêto na cidade das águas.

A bienal nasceu ainda em 1895 da ideia de um grupo de intelectuais venezianos comandados pelo então prefeito da cidade. O carro chefe das primeiras edições eram as artes decorativas, até que o evento se expandiu, ganhando força internacional nas primeiras décadas do século XX. A partir de 1907, vários países começaram a instalar pavilhões nacionais nas exposições.

A Bienal é composta de seis mostras distintas com exposições em cada área do setor artístico: Mostra Internacional de Arquitetura, Exposição Internacional de Arte, Festival Internacional de Cinema de Veneza (o único com frequência anual), Festival Internacional de Dança Contemporânea, Festival Internacional de Música Contemporânea e o Festival Internacional de Teatro.

Este ano está difícil escolher uma entre todas as grandes atrações da Bienal de Arquitetura, que começou em junho e termina somente em novembro. A exposição Monditalia apresenta a paisagem síria contemporânea na Excavating the Sky. A OMA criou uma sala de cinema de 360°. O modernismo do mundo Árabe pode ser explorado no pavilhão do Barém, e olha que esses são apenas alguns exemplos do que você pode encontrar por lá.

O destaque, porém, está no trabalho do arquiteto japonês Kohki Hiranuma. Kohki projetou uma grande instalação, “Glastectrure”, em forma de concha para cercar os visitantes que circulam pelo pátio do Palazzo Mora, um prédio do século 18. A estrutura, feita com a ajuda de resina, nada mais é que um suporte de vidro dobrado.

Nada como visitar a arte da Bienal de Arquitetura de Veneza, na arte que é a própria cidade com seus palácios bizantinos, suas 100 ilhas flutuantes sobre o mar Adriático, 400 pontes, belos canais e gondoleiros cantarolando apaixonados.

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Escola na água

Arquiteto nigeriano projetou uma escola flutuante para resolver o problema das enchentes na comunidade de Makoko, interior do seu país

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“A forma segue a função”, foi com esta frase que o arquiteto Louis Sullivan deu origem a um modelo de arquitetura bastante utilizado nos dias atuais. Traduzindo, a frase de Sullivan centra-se na teoria de que o volume, as fachadas e todo o aspecto formal da edificação obedecem à disposição em planta baixa dos ambientes, priorizando a funcionalidade dos espaços.

O simples, porém funcional foi o ponto de partida para que grandes nomes do modernismo desenhassem grandes projetos, como Le Corbusier. Todo esse rodeio tem um objetivo: apresentar o trabalho do arquiteto nigeriano Kunie Adeyemi. Kunie projetou uma escola em estrutura flutuante para minimizar os prejuízos causados aos estudantes em razão das constantes inundações em um lago na comunidade de Makoko, Nigéria.

A escola flutuante de Kunie Adeyemi é uma ótima representação da arquitetura criada para funcionar, mesmo nas adversidades. Utilizando uma estrutura de 32 metros quadrados construída em cima de 256 tambores reaproveitados, a escola conta com playground, área de lazer, salas de aula e espaços para aula ao ar livre.

Devido às enchentes, as escolas de Makoko ficavam fechadas durante dias, mas a ideia funcionou perfeitamente e a escola sustenta até 100 pessoas em sua área. A escola flutuante ainda conta com painéis solares e um sistema de captação para água da chuva sua reciclagem. Resultado: o edifício é totalmente autossustentável, não dependendo de tubulações e fiação para seu funcionamento.
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Goiânia Mostra Curtas chega a sua 14ª edição em 2014

Acontece entre os dias 7 e 12 de outubro a 14ª edição do festival Goiânia Mostra Curtas

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Com o intuito de formar novas plateias para o cinema nacional, o Instituto de Cultura e Meio Ambiente (Icumam) realiza, entre 7 e 12 de outubro, a Goiânia Mostra Curtas. O evento chega neste ano à sua décima quarta edição com uma programação que inclui, além da eleição das melhores produções audiovisuais, oficinas, seminários, debates, encontros, mostras e homenagens.

O Goiânia Mostra Curtas faz parte dos programas voltados para a valorização e democratização do audiovisual brasileiro. Gratuito, o evento convida estudantes, profissionais, realizadores, parceiros, críticos e entusiastas do cinema para participar de toda sua programação com o intuito de promover e divulgar curtas-metragens produzidos em todo o território nacional.

Em treze anos, o festival atingiu a marca de 221 mil espectadores. Foram, no total, 1482 filmes envolvendo 1674 profissionais com uma média de 779 parcerias. Em busca do acesso ao cinema e da qualificação profissional, a Goiânia Mostra Curtas possibilita um contato único entre produtores e realizadores de todos os cantos do País.

O resultado é um intercambio cultural que possibilita, por meio do fomento à produção, à difusão e à exibição da produção em curto formato, o acompanhamento de filmes que reiteram as transformações, formas e narrativas experimentadas pela produção audiovisual brasileira.

A competição é dividida em cinco categorias: Curta Mostra Brasil, Curta Mostra Goiás, Curta Mostra Municípios, Mostrinha e Curta Mostra Cinema nos Bairros. Este ano, o júri é formado por nomes como Anne Friszman, Michael Warhmann, Sandro Fiorin, Daniel Queiroz, Erika Bauer, Marina Meliande, Alyne Fratari, Getúlio Ribeiro e Raphael Gustavo. Este ano, a mostra foi composta por 102 filmes dos quatro cantos do país que serão apresentados no Teatro Goiânia durante as tardes e a noite.

Serviço
Goiânia Mostra Curta
Quando: de 7 a 12 de outubro
Onde: Teatro Goiânia
Entrada Gratuita
Mais informações no site do evento

 

Ao pé da letra

Ensaio fotográfico no metro de Paris representa, de forma cênica e criativa, os nomes das estações subterrâneas

"Duroc"  - Do Rock

“Duroc” – Do Rock

É normal ouvirmos que uma imagem pode nos contar mais coisas que um livro ou que um olhar diz mais que mil palavras. Para ilustrar bem esses ditados populares, o fotografo francês Janoel Apin criou uma série com 120 imagens das estações de metro de Paris que, utilizando mais um dito popular, mostra ao pé da letra o nome das estações.

Metropolisson, nome do projeto criado pelo fotógrafo, é um convite para um mergulho criativo e divertido pelo subterrâneo parisiense. O projeto se iniciou na década de 1990 e deu origem a um livro, homônimo, publicado em 2005 com os resultados do processo criativo e cênico do fotógrafo.

O jogo de olhares dos personagens e palavras das estações de metro faz toda a diferença no trabalho da série Metropolisson, que chamou atenção do mundo. Algumas fotos foram expostas em outros países e a exposição caminhou por diversas cidades europeias.

Gare du Nord - Estação do Norte

Gare du Nord – Estação do Norte

Champs de Mars - Campo de Marte

Champ de Mars – Campo de Marte

Invalides - Inválidos

Invalides – Inválidos

Liberté - Liberdade

Liberté – Liberdade

Alexandre Dumas

Alexandre Dumas

Porte Maillot - porta maiô

Porte Maillot – porta maiô

Charles de Gaulle - General francês

Charles de Gaulle – General francês

Maison Blanche - Casa Branca

Maison Blanche – Casa Branca

Banco mocho completa 60 anos com edição de luxo

2014 celebra os 60 anos da primeira criação do mestre Sérgio Rodrigues e o banco Mocho é reeditado em edição de luxo

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Completar sessenta anos e manter o frescor particular a uma novidade é privilégio de poucos clássicos. Quando o assunto é design e o criador é Sergio Rodrigues, seis décadas representam a flor da idade para móveis atemporais que não se rendem a modismos. Para celebrar os 60 anos da primeira criação do Mestre do Designer, o Banco Mocho (1954), a empresária Gisèle Schwartsburd, da LinBrasil, armou uma edição limitada, numerada em baixo relevo e assinada de próprio punho pelo designer.

A peça esta disponível para venda desde o dia 22 de setembro, quando a Dpot fez lançamento, em São Paulo, de uma mostra retrospectiva da carreira do designer sob curadoria de Baba Vacaro. Serão apenas 60 peças do simpático banquinho da leiteira, que devem ser disputadas por colecionadores do mundo inteiro. A edição luxo do banco Mocho foi confeccionada em Cabreúva (madeira de lei nativa, cerrada há mais de 20 anos) com acabamento em óleo de linhaça.

De acordo com a empresária da LinBrasil, Giséle Schwartsburd, o Banco Mocho é uma interpretação do banco popular usado na ordenha de vacas. “A peça única, torneada e esculpida com pés torneados é um móvel que parte das raízes culturais e revela toda sua particularidade e, por isso, merece a nossa reverência”, completa Gisèle.

O preço da peça pode ser obtido por consulta e 10% da renda dos banquinhos será revertida para o Instituto Sérgio Rodrigues, que concentra o acervo do artista. Eventos no Rio de Janeiro e em Nova York também integram a programação da edição comemorativa.
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 Fonte: Blog AZ em parceria com assessoria de imprensa

#Kartellpralevarpracasa

Empresa italiana que transformou plástico em artigo de luxo está no AZ Decor pronta para ser levada para casa

Kartell Milano
É inegável que a Kartell é a empresa protagonista do design internacional e inquestionável a qualidade das suas peças. A curiosa história da Kartell começa em 1949 quando o engenheiro químico Giulio Castelli fabricava produtos de plástico para automóveis. A empresa mudou o foco em sua produção, mas aproveitou as habilidades do químico para manter na fábrica a mesma matéria prima utilizada nos produtos automobilísticos: o plástico.

Curioso é pensar como um material, aparentemente tão frágil, pode se transformar em artigos de luxo tão desejáveis. A Kartell provou que isto é possível. As transparências, os vidros, os espelhos e acrílicos ultrassofisticados são cuidadosamente trabalhados antes de serem apresentados ao público. Em entrevista ao Blog AZ, a Diretora de Marketing da Kartell, Lorenza Luti, contou que a empresa trabalha de dois a três anos em uma peça, melhorando-a antes de colocá-la no mercado.

“O coração da empresa nunca mudou, combinamos plástico com o bom design, mas usando produtos industriais. Essas três coisas são a chave quando falamos na alma e no sucesso da Kartell”, explicou Lorenza por telefone em uma visita que fez ao Brasil no fim de 2013. Se hoje cadeiras e objetos de plástico são artigos de luxo, devemos isto à Kartell.

Os produtos da empresa estão presentes em mais de 130 países e sua importância foi contada em uma retrospectiva em forma de livro publicada pela conceituada editora Taschen. Kartell: A Cultura dos Plásticos relata evoluções e conquistas da empresa, tanto em termos estéticos, quanto tecnológicos. Nomes como o de Claudio e Lorenza Luti, além de Phillipe Stark estão lá, junto aos de outros designers, para explicar o sucesso Kartell.

Colocar uma peça Kartell em composição é mais que dar leveza e luxo ao ambiente, é trazer uma parte importante da história do design para dentro de casa. O Armazém da Decoração está lançando uma dessas promoções que chega como um furacão e vai embora na mesma velocidade, para dar ao público uma chance imperdível de levar um produto Kartell para casa.

Kartell para levar para casa

Começa hoje a 5ª edição do Encontro de Arquitetura e Design (EARQ)

Começou nesta terça (16) a quinta edição do maior evento de design e arquitetura do Centro-Oeste

EARQA semana é de design em Goiânia, pois o Centro Cultural Oscar Niemeyer passou a sediar hoje o maior evento de arquitetura do Centro-Oeste. Até o dia 18 de setembro, a capital reúne um time de grandes nomes da das áreas de arquitetura, design e decoração em um evento maduro e consolidado com o objetivo de promover interação e troca de contatos e experiências entre os profissionais. Estamos falando do Encontro de Arquitetura e Design (EARQ), que chega em 2014 a sua quinta edição.

“É muito gratificante, para nós organizadores, saber que o EARQ é hoje o maior encontro de arquitetura e design do Centro-Oeste. Com a realização de um evento que traz conteúdo, conhecimento, intercâmbio de informações e muito networking, entramos definitivamente no circuito da capital e também no circuito nacional”, afirmou o diretor do evento, Israel Braga, em entrevista para a Revista Di Casa. Em 2014 o EARQ conta com a parceria do Armazém da Decoração, que lançou esta semana a Ação ALPHABETO AZ para brindar os grandes nomes do design ao mesmo tempo em que a cidade abre as portas para o evento.

O primeiro EARQ, realizado 2010, contou com dois palestrantes em dois dias de evento. No último ano, o EARQ mostrou que teve um crescimento de 400% em termos de público. A quinta edição conta com nove convidados, além de algumas atrações especiais. Confira a programação e os palestrantes:

16 de setembro de 2014

Palestrante: Paulo Alves
Tema: Design com afeto
Horário: 16h30

Fascinado pelo trabalho com madeira desde a infância em Jardinópolis (SP), Paulo Alves formou-se arquiteto pela Escola de Engenharia da USP de São Carlos. Ainda na faculdade, começou a acompanhar o trabalho de um dos ícones da arquitetura brasileira, Lina Bo Bardi, integrando seu escritório em 1992. Usando a madeira com maestria, o profissional fabrica suas próprias criações em marcenaria desde 1994, influenciado pelas formas modernas, observação da natureza e fascínio pelas possibilidades desta matéria-prima tão nobre quanto marcante da nossa cultura. Em seus desenhos, há o olhar de um arquiteto que cria estruturas elegantes e originais de traço racional, com um frescor que revigora o legado dos grandes mestres do mobiliário moderno no Brasil.

 

Palestrante: Muti Randolph
Tema: Tempoespaços – criando experiências imersivas e espaços que reagem ao som
Horário: 18h30

Assinar projetos integrados de design, arquitetura e iluminação é a grande marca de Muti Randolph, que começou como designer gráfico e hoje é referência na criação de ambientes interativos. Sua origem gráfica é visível na mistura entre o 2D e o 3D, o gráfico e o espacial, muito presente durante a trajetória do profisisonal. Mas é a relação com a quarta dimensão que recebe maior atenção em seu trabalho mais recente. Muti Randolph busca o dinamismo mesmo num meio, por tradição, fixo e permanente como a arquitetura. Além disso, a música e a arte do tempo sempre foram para ele uma influência e uma paixão. Não por acaso, a maior parte de seus trabalhos gira em torno de capas de disco, cenários de shows e projetos de casas noturnas.

 

Palestrante: Guto Requena
Tema: Arquitetura, design e comportamento na Era Digital
Horário: 20h40

Nascido em Sorocaba, interior de São Paulo, Guto Requena graduou-se em Arquitetura e Urbanismo no ano de 2003 pela Universidade de São Paulo (USP). Durante nove anos, foi pesquisador do NOMADS.USP – Centro de Estudos de Habitares Interativos da Universidade de São Paulo. Em 2007, obteve seu mestrado na mesma Universidade com a dissertação “Habitar Híbrido: Interatividade e Experiência na Era da Cibercultura”. No escritório Guto Requena Arquitetura e Design, o profissional desenvolve consultoria de design e projetos residenciais, comerciais, instalações interativas e mobiliário. O estúdio reflete sobre memória, cultura digital e poéticas narrativas em todas as escalas do design.

 

Data: 17 de setembro de 2014

 Palestrante: Jamile Tormann
Tema: Da gestão ao projeto de iluminação e arquitetura
Horário: 16h30

Jamile Tormann atua no mercado há 25 anos e é reconhecida em cenário nacional. A profissional começou a trabalhar em junho de 1989 com o iluminador João Acir de Oliveira, em Porto Alegre (RS). Recebeu três prêmios de Melhor Iluminação e várias indicações. Iluminou o Ballet de Cuba de Camaguey, o Programa Casseta e Planeta da Rede Globo e o show Cássia Eller – Com você, Meu Mundo Ficaria Completo, entre outros. Trabalhou também com várias companhias de teatro e diretores como Wolf Maia, Aderbal Freire Filho e Sidney Cruz. Jamile desenvolveu ainda o projeto de arquitetura cênica e de iluminação do Café Literário da 26ª e 27ª Feira do livro de Brasília (DF) e realizou o projeto de iluminação do Desfile Palmas Fashion Week 2009 e 2010.

 

Palestrante: Henrique Steyer
Tema: Design inusitado e suas diferentes fontes de inspiração
Horário: 18h30

Henrique Steyer estudou design em Milão, ganhou prêmio de décor na Turquia, foi capa de revista na China, projetou loja na África do Sul e seus projetos foram publicados em mais de 30 países. Rodou o mundo antes de voltar para sua Porto Alegre natal, onde atua como um dos arquitetos mais prolíficos e talentosos de sua geração. Também responde pela direção artística das produções fotográficas da Florense, super grife de móveis planejados. Entre um projeto de interiores aqui e um arquitetônico acolá, passeia por espaços residenciais e corporativos e não pensa duas vezes antes de alçar vôos mais conceituais – como a série de quadros What if? e o artista imaginário Mark Gary Adams.

 

Palestrante: Miguel Pinto Guimarães
Tema: Arquitetura residencial
Horário: 20h40

Miguel Pinto Guimarães é formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. No ano de 2003, montou o Miguel Pinto Guimarães Arquitetos Associados, um escritório focado em atendimento personalizado, no estabelecimento de uma diferente relação com seus clientes e no desenvolvimento de uma arquitetura autoral. Com característica contemporânea e linguagem moderna, Miguel desenvolve espaços amplos, onde a luz natural sempre é bastante explorada, aliando materiais naturais à tecnologia de ponta. Outra marca constante no trabalho do arquiteto é a busca por provocar sensações. Seus ambientes pretendem propor às pessoas não só uma experiência visual, mas também uma experiência sensorial, porque a arquitetura antes de ser vista, deve ser sentida.

 

18 de setembro de 2014

Palestrante: Pedro Ernesto Gualberto
Tema: Desenvolvimento de projetos arquitetônicos – da concepção ao interior
Horário: 16h30

Pedro Ernesto Gualberto atua nas áreas de projeto de arquitetura de residências e prédios, tanto na concepção do projeto arquitetônico como no design de interiores. Na área comercial, desenvolve projetos de lojas, escritórios, clínicas, restaurantes e hotéis, dentre outros. Já em termos de projetos urbanísticos, o profissional trabalha com desenvolvimento, planejamento e implantação. Pedro Ernesto iniciou sua carreira profissional no ano de 1998, logo após a conclusão da graduação, elaborando e executando os primeiros projetos em seu escritório. Sua grande marca é sempre buscar a harmonia do clássico com o contemporâneo, sem se prender a modismos.

 

Palestrante: Gilberto Elkis
Tema: Revestimentos naturais
Horário: 18h30

Gilberto Elkis é um dos maiores nomes do paisagismo brasileiro e está há mais de 25 anos no mercado, sendo reconhecido pela técnica da topiaria e por seus projetos que aguçam os cinco sentidos humanos. Ao pensar na harmonia entre o espaço a ser projetado e o desejo de seu cliente, Gilberto Elkis imprime sempre sua marca – a versatilidade. Em seus projetos, é possível identificar a busca pela liberdade natural do jardim, onde as plantas adquirem volumes e formas diversas espontaneamente, ao mesmo tempo em que também se percebem as características geométricas do grande paisagista do barroco francês, Andre Le Nôtre. A tradução do que o criador já viveu e experimentou ao longo de seus 22 anos de carreira resultam em uma bela síntese de estilos.

 

Palestrante: Guilherme Torres
Tema: Arquitetura brasileira para o Século XXI
Horário: 20h40

Com estilo contemporâneo que foge dos padrões básicos da arquitetura e decoração, Guilherme Torres se destaca entre os principais nomes do mercado. Formado em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro de Estudos Superiores de Londrina – UNIFIL e pós-graduado em MBA Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas – FGV, Guilherme possui um considerável numero de premiações e tem visto suas criações conquistarem espaços em publicações especializadas por todo o globo. Volumes suspensos e linhas delgadas, com poucas e marcantes linhas, são a marca registrada do arquiteto. O equilíbrio é o ponto focal de suas experimentações projetuais, com a presença de elementos rústicos em residências ou branco absoluto em algumas obras comerciais.

As inscrições podem ser feitas pelo endereço eletrônico do evento e o preços variam de R$ 68 a R$ 410 dependendo do passaporte e da quantidade de dias escolhidos pelo participante. Mais informações no site oficial do EARQ 2014.

Serviço
Encontro de Arquitetura e Design (EARQ)
Quando: 16 a 18 de setembro
Onde: Centro Cultural Oscar Niemeyer

 

Paris, 100% Design

Entre 6 e 13 de setembro, a capital francesa recebe os amantes do design para expor a criação de mais de 100 designer vindos de 15 países

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Paris já fez sua fama como a cidade mundial da moda e do design, então desde 2011 a cidade da Luz abre todas as suas portas, durante uma semana, para receber os amantes do design e celebrar a criação. A Paris Design Week é um coletivo de eventos que se espalham pela capital francesa todo ano expondo a criação de objetos assinados. Este ano o evento já está a todo vapor, a Design Week começou no sábado (6) e segue cheia de atrações até o dia 13 de setembro.

Duzentos pontos de Paris pararam para receber exposições, cenografias, animações, ateliers itinerantes, mesas redondas e encontros. A ideia era criar um itinerário, gratuito e aberto ao público, para celebrar o design. A realização da Paris Design Week coincidiu, propositalmente, com MAISON&OBJET show, uma das mais importantes feiras internacionais de Design e Decoração que esse ano aconteceu entre os dias 5 e 9 de setembro.

A organização da Paris Design Week aproveitou carona no público da MAISON&OBJET para mergulhar a capital francesa em arte, móveis, gastronomia, moda e decoração. Hotéis, restaurantes e galerias de arte participam ativamente do evento que contou com cerca de 100 mil visitantes na edição de 2013. O Armazém da Decoração está em Paris conferindo de perto o evento para contar para vocês tudo que rolou lá em posts futuros… Aguardem!!

 

Morre aos 86 anos o designer Sérgio Rodrigues

Vítima de um câncer terminal morreu hoje Sérgio Rodrigues, um dos maiores mestres do design nacional

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É já com muita saudade que o Blog AZ fala sobre um dos maiores designers que o Brasil teve a honra de conhecer. Sérgio Rodrigues faleceu na manhã desta segunda-feira (1), aos 86 anos de idade, em decorrência de um câncer terminal. Carioca, Sérgio foi arquiteto e construiu uma carreira brilhante como designer de móveis com peças ícones do design nacional.

Ao lado de nomes como Joaquim Tenreiro e José Zanine Caldas, Sérgio Rodrigues levou o design brasileiro para o exterior com seu traço modernista e suas peças de sucesso dos anos 50 e 60. A inquietação do designer ajudou seu lado criativo e Sérgio transformou seu trabalho em uma das mais admiráveis expressões do design nacional. Foi também pelo trabalho de Sérgio Rodrigues que o mundo descobriu que o Brasil tem designers, grades designers.

Sua carreira começou nas cadeiras da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde se formou em 1952. Como arquiteto, Sérgio trabalhou ao lado de David Azambuja, Flávio Regis do Nascimento e Olavo Redig de Campos no projeto do Centro Cívico de Curitiba, bairro da capital que concentra os principais prédios do governo do Paraná.

Seu interesse pelo espaço interno não deixou Sérgio longe do design de móveis por muito tempo. Convicto de que “a arquitetura em que o planejamento do espaço interno não é estudado adequadamente não é arquitetura, é escultura”, o designer saltou da arquitetura para a criação mobiliária quando fundou a Indústria Oca em 1954, um dos estúdios de arquitetura de interiores e cenografia mais importantes do mobiliário brasileiro. A Oca foi responsável por expor mais de mil criações de móveis ao longo dos anos.

O conceito de brasilidade está estampado na obra de Sérgio Rodrigues. Carlos Motta, ao falar sobre o jeito brasileiro, logo se lembrou de uma das maiores obras do designer: a Poltrona Mole. “O design internacional muitas vezes é engessado, já o design brasileiro mostra as características de seu povo. Um ótimo exemplo disso é a cadeira Mole, de Sergio Rodrigues. Sérgio aproveitou esse jeito informal do brasileiro para fazer uma cadeira perfeita para se escorar”, brincou Carlos em uma palestra no anfiteatro do Armazém da Decoração em uma visita à capital.

De seu trabalho com o mobiliário, os maiores ícones do design nacional são a Cadeira Oscar (1956), Poltrona Mole (1957), Poltrona Aspas “chifruda” (1962), Poltrona Killin (1973), Banco Sonia (1997) e Poltrona Diz (2001). A Poltrona Mole é hoje parte do acervo do Museum of Modern Art de Nova York (MoMA) e seu sucesso fez com que a enciclopédia Delta Larousse atrelasse seu nome à imagem de “o criador do móvel brasileiro”.

O Brasil perdeu o mestre do design, mas suas peças atemporais imortalizaram Sérgio Rodrigues ao entrarem para a história. É com muito carinho que o Blog AZ dedica esta semana ao mestre para apresentar um especial com suas principais peças de mobiliário.

“O móvel não é só a figura, a peça, não é só o material de que esta peça é composta, e sim alguma coisa que tem dentro dela. É o espírito da peça. É o espírito brasileiro. É o móvel brasileiro.” (Sérgio Rodrigues).

Sérgio Rodrigues em sua última visita ao Armazém da Decoração

Sérgio Rodrigues em sua última visita ao Armazém da Decoração

Texto: Bárbara Alves
Fotos: Elton Rocha